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Opinião: Uma Verdade Simples | Jodi Picoult

Autor: Jodi Picoult
Título Original:
Plain Truth (2000)
Editora: Bertrand
Páginas: 480
ISBN: 9789722535076
Tradutor: Fernanda Oliveira
Origem: Empréstimo
Comprar: Wook | Bertrand (links afiliados)

Sinopse: A descoberta de um bebé morto num celeiro dos amish abala profundamente a comunidade. Mas a investigação policial conduz a uma descoberta mais chocante: há provas circunstanciais que sugerem que foi Katie Fisher, uma jovem amish solteira de dezoito anos, que se julga ser a mãe do bebé, que lhe tirou a vida. Quando Ellie Hathaway, uma advogada desiludida da grande cidade, chega a Paradise, na Pensilvânia, para defender Katie, dá-se um choque entre as duas culturas e, pela primeira vez na sua carreira fulgurante, Ellie enfrenta um sistema de justiça muito diferente do seu. Mergulhando profundamente no mundo daqueles que vivem uma «vida simples», Ellie terá de chegar a Katie. E, ao desvendar uma morte complexa, Ellie é obrigada a olhar também para dentro de si, para confrontar os seus medos e desejos quando um homem do seu passado entra de novo na sua vida.

Opinião: Já lá iam dois anos desde o último livro que tinha lido desta autora, por isso aproveitei o projeto da Dora e da Sandra, que escolheram Uma Verdade Simples como leitura para junho, para voltar às histórias de Jodi Picoult. Este é um livro mais antigo da autora, já publicado há 20 anos, e por isso tinha muita curiosidade em compará-lo com livros mais recentes e ver de que forma a autora evoluiu.

O enredo deste livro gira em torno da conservadora comunidade Amish e tem início quando, na quinta de uma família pertencente a esta comunidade, é encontrado sem vida um bebé recém-nascido. Tudo aponta para que a mãe seja a jovem Katie Fisher, que quando se vê confrontada com esta situação, nega ter estado grávida e que o bebé seja seu. Ao mesmo tempo, a advogada Ellie está a fazer uma espécie de retiro na casa dos seus tios, para perceber o que vai fazer da vida após ter terminado um relacionamento longo. Quase sem querer, vê-se envolvida no caso do bebé morto, e acaba por se tornar a advogada de defesa de Katie.

Como já vem sendo hábito nos livros desta autora, há sempre uma componente didática muito forte. Desta vez, aprendemos muito sobre a chamada “gente simples”, sobre a forma como encaram a vida, seja de um modo prático, seja de um modo mais espiritual. Por ser tão diferente da vida que levamos, poderia haver a tentação de julgarmos de forma mais intensa muitas das escolhas que fazem, mas a forma como Jodi Picoult os apresenta propicia o afastamento de julgamentos mais rápidos.

O enredo é cativante e leva o leitor a questionar-se constantemente sobre o que terá realmente acontecido, mas penso que o livro se arrasta em algumas partes e isso acaba por quebrar o ritmo de leitura. Pessoalmente, não senti grande interesse pelo enredo secundário que envolveu a Ellie, que acaba por ser muito mais interessante no seu papel de advogada do que no papel de mulher, pois a sua vida pessoal cai em alguns clichés quanto a mim desnecessários. 

Ainda assim, o balanço final foi positivo. Na minha opinião, não é o melhor livro da autora e acho que se nota que foi escrito numa fase mais inicial da sua carreira, mas foi uma leitura interessante e que me ajudou a conhecer melhor uma realidade bastante diferente da minha, o que é sempre positivo.

Classificação: 3/5 – Gostei

Opiniões sobre outros livros da autora: 

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Sobre Célia

Tenho 38 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.