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Opinião: The Seven Husbands of Evelyn Hugo | Taylor Jenkins Reid

Autor: Taylor Jenkins Reid
Ano de Publicação: 2017
Formato: Audiobook (12h10m)
Narradores: Alma Cuervo, Julia Whelan e Robin Miles
Origem: Comprado

Sinopse: Aging and reclusive Hollywood movie icon Evelyn Hugo is finally ready to tell the truth about her glamorous and scandalous life. But when she chooses unknown magazine reporter Monique Grant for the job, no one in the journalism community is more astounded than Monique herself. Why her? Why now? Monique is not exactly on top of the world. Her husband, David, has left her, and her career has stagnated. Regardless of why Evelyn has chosen her to write her biography, Monique is determined to use this opportunity to jumpstart her career. Summoned to Evelyn’s Upper East Side apartment, Monique listens as Evelyn unfurls her story: from making her way to Los Angeles in the 1950s to her decision to leave show business in the late 80s, and, of course, the seven husbands along the way. As Evelyn’s life unfolds—revealing a ruthless ambition, an unexpected friendship, and a great forbidden love—Monique begins to feel a very a real connection to the actress. But as Evelyn’s story catches up with the present, it becomes clear that her life intersects with Monique’s own in tragic and irreversible ways.

Opinião: O grande entusiasmo em torno deste livro (e do mais recente da autora, Daisy Jones and the Six) fizeram com que a minha curiosidade aumentasse bastante e me tivesse decidido a lê-lo em formato audiobook, para acompanhar as minhas tarefas domésticas.

No início do livro, a jovem jornalista Monique Grant é contactada para fazer uma entrevista à lendária atriz Evelyn Hugo, diva da época de ouro do cinema, e que nos últimos anos tinha decidido viver uma vida longe dos holofotes. O facto de Evelyn querer ser especificamente entrevistada por Monique, quando esta ainda teria muito a mostrar como jornalista, é um elemento de mistério que permanece ao longo de todo o livro e um dos grandes motivos de interesse da história. Os restantes são, obviamente, conhecer a vida e os sete casamentos de Evelyn e todas as voltas e reviravoltas que a atriz conheceu ao longo da sua atribulada vida.

Um ponto a favor deste livro é a caracterização da personagem principal. Evelyn não é propriamente uma pessoa adorável, longe disso; muitas das coisas que faz são moralmente questionáveis e em vários momentos a sua imaturidade é exasperante. Mas, apesar disso, o leitor não a consegue odiar porque muito do que ela é resulta da época e do ambiente em que viveu. Não é fácil colocar Evelyn numa caixa, e este é talvez o maior elogio que posso fazer ao desenvolvimento da personagem. Outro aspeto que me agradou bastante neste livro foi a recriação da época dourada de Hollywood. Não sou especialista no cinema da altura, mas penso que Taylor Jenkins Reid consegue evocar o glamour que sempre lhe associamos, tornando assim a sua história mais verosímil.

Contudo, houve outras tantas coisas que evitaram que eu tivesse apreciado este livro como gostaria e como a maioria dos leitores apreciou. Em primeiro lugar, a determinada altura perdi a paciência para tanto drama, em especial no que toca ao principal relacionamento de Evelyn. Cansei-me das brigas e dos desentendimentos, que às tantas me fizeram lembrar as telenovelas mexicanas. Mesmo dando o desconto da situação que Evelyn vivia com a pessoa que amava, achei exagerado. Depois, não fiquei fã da escrita de Taylor Jenkins Reid; achei-a demasiado simples e com clichés em excesso. Fiquei com a sensação que, nas mãos de um escritor mais hábil, este livro teria sido uma verdadeira pérola.

Eu compreendo o encanto que os leitores têm sentido em relação a este livro, porque tem vários ingredientes que agradam a boa parte dos leitores. Não foi uma má leitura e foi até agradável a espaços, mas definitivamente não foi livro que me tivesse enchido as medidas. Ainda assim, sou capaz de dar uma oportunidade a Daisy Jones and the Six. Depois volto para vos contar como foi.

Classificação: 3/5 – Gostei 


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.