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Opinião: As Inseparáveis | Kristin Hannah

Autor: Kristin Hannah
Título Original:
Firefly Lane (2008)
Editora: Bertrand
Páginas: 552
ISBN: 9789722536332
Tradutor: Joel Lima e Catarina Rocha Lima
Origem: Comprado
Comprar: Wook | Bertrand (links afiliados)

Sinopse: Corre o ano de 1974 e o verão do amor está prestes a terminar. Os filhos das flores começam a perceber que não conseguem sobreviver apenas com paz e amor. Kate aceitou o seu lugar no fundo da cadeia alimentar social do liceu. Até que, para seu grande espanto, a «rapariga mais fixe do mundo», Tully, a rapariga que todos os rapazes querem conhecer, muda-se para a casa da frente e quer ser sua amiga. Tully e Kate tornam-se inseparáveis e, chegado o fim do verão, prometem ser «melhores amigas para sempre». Ao longo de trinta anos, Tully e Kate apoiam-se mutuamente, resistindo às tempestades próprias da amizade, do ciúme, da raiva, da dor e do ressentimento. Tully segue a sua ambição de conquistar o sucesso e a fama. Kate sabe que a única coisa que quer é apaixonar-se e ter uma família. O que ela não sabe é que ser mãe e esposa é algo que a vai mudar. Julgam ter sobrevivido a tudo, até que um ato singular de traição as separa. Mas será que os laços de amizade que antes as uniram serão mais fortes do que esse afastamento quando surge uma tragédia?

Opinião: Depois de ter lido e gostado bastante de O Rouxinol e A Grande Solidão, decidi continuar a explorar a obra da autora Kristin Hannah, no âmbito do projeto dedicado à autora que a Dora Santos Marques e a Maria João Covas estão a organizar. As Inseparáveis é um livro anterior ao enorme sucesso que a autora conseguiu após a publicação de O Rouxinol, em 2015, por isso tinha a expectativa de perceber se a qualidade que encontrei nesse e no outro que li dela era algo que já vinha de trás.

As Inseparáveis conta a história de uma amizade ao longo de mais de 30 anos. Tully e Kate conhecem-se em meados dos anos 1970, quando as revoluções sociais e políticas nos Estados Unidos da América eram o prato do dia e, apesar de contextos familiares e de personalidades bastante diferentes, as duas acabam por criar e consolidar uma amizade cuja força prometia resistir a todas as adversidades. Kristin Hannah pega na mão do leitor e leva-o ao longo das restantes décadas do século XX e da primeira do século XXI, contando-nos o destino pessoal e profissional de ambas e a forma como a sua amizade resistiu às naturais diferenças na vida de ambas.

Enquanto Kate decidiu dedicar a maior parte do seu tempo à família, optando por ficar em casa a cuidar do marido e dos filhos, Tully deu uso à sua enorme ambição e acaba por se tornar uma estrela de TV, sacrificando muitas vezes a sua família e amigos em prol das audiências e dos projetos que ocupavam o seu tempo quase a 100%. Mas, como não é difícil de prever, vai chegar uma altura em que Tully se vê confrontada com a questão de perceber se o trabalho é realmente o aspeto mais importante da sua vida.

Um pouco à semelhança dos dois livros que li da autora, também em As Inseparáveis temos um desenvolvimento da história algo lento numa fase inicial, ainda que nunca me tenha sentido entediada com a leitura. Para o final do livro, fica guardada a parte mais desafiante a nível emocional para o leitor, quando as protagonistas da história se vêem a braços com uma situação dramática. Ao contrário de várias pessoas que leram este livro, não me causou particular emoção, apesar de perceber que esta fosse a reação normal e pretendida pela autora. Penso que isto foi fruto de não ter muita particular empatia com nenhuma das protagonistas ao longo do livro, por algumas decisões inverosímeis ou ilógicas que tomam, o que não ajudou muito a que tivesse conseguido criar grande ligação com elas. Por outro lado, já esperava algum drama na parte final – não adivinhei em que moldes, mas ainda assim ficou aquela sensação de previsibilidade que não me permitiu desfrutar mais da leitura. 

Em suma, As Inseparáveis é uma leitura agradável e parece-me ter potencial para agradar aos fãs das histórias da Kristin Hannah. Pessoalmente, foi o que menos gostei dela pelos motivos já referidos; por isso, pondero se será boa ideia ler mais livros antigos desta autora.

Classificação: 3/5 – Gostei


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.