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A minha Feira do Livro de Lisboa 2019

E pronto, lá terminou mais uma edição da Feira do Livro de Lisboa, aquele acontecimento anual ao qual a grande maioria dos leitores gosta de comparecer. Este ano, acabei por não ir à Feira tantas vezes como gostaria, por motivos de saúde, mas ainda assim, das vezes que fui, posso fazer um balanço muito positivo, não só em termos de aquisições como do convívio com outros leitores, sem o qual a Feira não seria a mesma coisa.

No dia de abertura da Feira, 29 de maio, decidi ir logo lá almoçar, tais eram as minhas saudades daquele espaço e ambiente. Acabei por comprar logo um dos Livros do Dia da Temas e Debates – A Invenção da Natureza, de Andrea Wulf, que já estava na minha lista de desejos há algum tempo. Pude desde logo constatar que a Feira este ano estava maior, dada a presença de novas barracas na zona relvada do lado esquerdo de quem sobe, que no ano passado estava ocupada por barraquinhas de comes e bebes.

Voltei à Feira no dia 31 de maio, à noite, para passear com a família. Estava uma noite muito agradável para um passeio ao ar livre, e desta vez não comprei nenhum livro para mim. No dia seguinte, 1 de junho, fiz mais uma visita, desta vez para um encontro com bloggers e youtubers que estava previsto para esse dia. Escusado será dizer que foram horas muito bem passadas, entre conversas animadas, livros e calor. Dessa vez, adquiri dois livros na banca dos descontinuados da Relógio d’Água – O Outro Eu, de Daphne du Maurier e Contos Escolhidos, de Carson McCullers.

Na semana seguinte, fiz a primeira e última incursão pela Hora H. Levava a lista pronta e o percurso estudado de modo a aproveitar ao máximo o tempo disponível; não comprei alguns livros da lista ou porque estavam esgotados ou porque não tive paciência para esperar pela minha vez no meio da enchente de pessoas junto a algumas bancas, e fiz apenas uma compra não prevista. Desse dia, vieram comigo os seguintes livros:

Curiosidade: quando comprei estes dois últimos livros na banca da Relógio d’Água, deixei lá a carteira. Felizmente, apercebi-me pouco depois, voltei para trás e consegui recuperá-la. Mas não deixa de ser uma metáfora apropriada: deixar a carteira na Relógio d’Água, foi precisamente aquilo que temia acontecer durante a Feira, dados os tantos e bons livros que esta editora tem à disposição.

Ainda fiz mais uma visita, no dia 8 de junho, para assistir à tertúlia organizada pela Bertrand Editora, a propósito dos livros da autora Kristin Hannah, para a qual convidou a Dora Santos Marques (youtuber) e a Helena Magalhães (escritora). Antes de falar da sessão propriamente dita, deixo os parabéns à editora por ter promovido esta e outras duas sessões com leitores a falarem sobre alguns dos seus escritores preferidos. Acho que estas ideias têm tudo para vingar, pois promovem uma maior proximidade entre os vários agentes envolvidos no mundo dos livros. Eu gostei muito de ouvir a Dora e a Helena, bem como a editora da Bertrand, e penso que este tipo de iniciativas deveriam repetir-se mesmo fora deste tipo de eventos.

Também neste dia fiz as minhas últimas compras:

Para terminar, uma nota da minha senilidade (ou, quiçá, resultante de ter centenas de livros em casa): comprei a edição de Os Miseráveis, da Relógio d’Água (2 volumes) pela segunda vez, sem me ter lembrado que já os tinha em casa. Isto seria hilariante se não fosse ridículo, tendo em conta que tenho os meus livros todos catalogados na plataforma Goodreads; decidi fiar-me na minha cabeça e correu mal. Felizmente, já arranjei dona para eles senão teria ido devolvê-los. Mas, ainda assim, deixou-me a pensar…

E vocês, como correu a vossa Feira? Compraram muitos livros?


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.