Novidade Quetzal | Atlas, de Jorge Luis Borges

Título: Atlas
Autor: Jorge Luis Borges
Pág.: 120
Data de Lançamento: 21.09.2018
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Jorge Luis Borges já tinha perdido a visão quando começou a viajar com María Kodama, em 1975. Viagens registadas numa sábia e caótica reunião entre os apontamentos, as referências literárias e as fotografias da sua companheira de aventuras. Publicado pela primeira vez em 1984, Atlas é o último livro publicado em vida de Jorge Luis Borges. Sai com edição Quetzal e tradução de Fernando Pinto do Amaral a 21 de setembro para as livrarias nacionais. «As vésperas da viagem são uma preciosa parte da viagem», es- creve o autor argentino, que entre Roma, Atenas e Istambul, acaba por confessar: «O meu corpo físico pode estar em Lucer- na, no Colorado e no Cairo, mas ao acordar cada manhã, ao retomar o hábito de ser Borges, emirjo invariavelmente de um sonho que acontece em Buenos Aires». É um Jorge Luis Borges maduro que escreve Atlas: O que viaja de balão no vale de Napa (Califórnia), ou que se deixa abraçar e lamber por um tigre como se fosse uma cria, na reserva de ani- mais de Cutini, perto de Luján. O que se deixa enlevar por uma melancolia doce que dá o tom ao livro. «O que é um atlas para nós, Borges? Um pretexto para entretecer na urdidura do tempo os nossos sonhos», lê-se no epílogo de María Kodama.

Excerto do prólogo: «Não há um só homem que não seja um descobridor. Começa por descobrir o amargo, o salgado, o côncavo, o liso, o áspero, as sete cores do arco-íris e as vinte e tal letras do alfabeto; passa pelos rostos, os mapas, os animais e os astros; conclui pela dúvida ou pela fé e pela certeza quase total da sua própria ignorância. «María Kodama e eu temos partilhado com alegria e espanto o achado de sons, de idiomas, de crepúsculos, de cidades, de jardins e de pessoas, sempre diferentes e únicas. Estas páginas desejariam ser monumentos dessa longa aventura que continua.»

Sobre o autor: Jorge Luis Borges nasceu em Buenos Aires, em 1899. Cresceu no bairro de Palermo, «num jardim, por detrás de uma grade com lanças, e numa biblioteca de ilimitados livros ingleses». Em 1914, viajou com a família pela Europa, acabando por se instalar em Bruxelas e, pos- teriormente, em Maiorca, Sevilha e Madrid. Regressado a Buenos Aires, em 1921, Borges começou a participar ativamente na vida cultural argentina. Em 1923, publicou o seu primeiro livro – Fervor de Buenos Aires –, mas o reconhecimento internacional só chegou em 1961, com o Prémio Formentor, seguido de muitos outros. A par da poesia, Borges escreveu ficção – é sem dúvida um dos nomes maiores do conto ou da narrativa breve –, crítica e ensaio – géneros que praticou com grande originalidade e lucidez. Borges foi professor de Literatura e dirigiu a Biblioteca Nacional de Buenos Aires entre 1955 e 1973. Morreu em Genebra, em junho de 1986.

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Sobre Célia

Tenho 38 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.