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Novidade Bertrand | Cinco Meninos, Cinco Ratos, de Gonçalo M. Tavares

Título: Cinco Meninos, Cinco Ratos
Autor: Gonçalo M. Tavares
Pág.: 218
Data de Lançamento: 12.10.2018
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Depois de A Mulher-Sem-Cabeça e o Homem-do-Mau-Olhado, Gonçalo M. Tavares regressa ao universo das Mitologias com um novo título: Cinco Meninos, Cinco Ratos. Este livro recupera algumas das personagens do título de estreia desta nova série ficcional, como por exemplo a Velocidade, o Homem-do-Mau-Olhado, assim como a Avestruz, mas apresenta personagens novas num mundo do impossível, que se torna possível através da escrita do autor. Cinco Meninos, Cinco Ratos é uma obra de grande riqueza e fulgor literário, que recorre à tradição narrativa da oralidade e do fantástico. No universo das Mitologias há uma suspensão das leis físicas normais. Há uma outra lógica, outras leis narrativas, num espaço de liberdade. Não há simbolismos e uma coisa não quer significar outra. Os acontecimentos são o que são. Trata-se de uma narrativa pura, de um contar de acontecimentos.

Sinopse: No meio da floresta, cinco meninos perdidos. Ou quatro. Porque a mais pequena das irmãs se perdeu dos que já estavam perdidos. Os meninos encontram um homem de mau-olhado, mas ele é bom. Também se cruzam com a Velocidade, que é um elemento perigoso que faz dos homens, loucos. Há um Comboio que não gosta de humanos e um homem que não consegue deixar de ter a boca aberta diante do mundo. Há uma igreja minúscula onde cabe um corpo com dificuldade, mas esse corpo tem espaço para rezar. E há quem saia curado de espaços muito pequenos. Estamos numa narrativa mitológica e as máquinas e os animais há muito deixaram de ser apenas ajudantes ou amigos. Há máquinas bem famintas.

Sobre o autor: Gonçalo M. Tavares nasceu em 1970. Publicou o primeiro livro em 2001. Os seus livros estão a ser traduzidos e editados em mais de cinquenta países, em algumas das mais prestigiadas editoras. Recebeu importantes prémios em Portugal e no estrangeiro, nos mais diversos géneros literários. Com Aprender a Rezar na Era da Técnica recebeu o Prix du Meuilleur Livre Étranger 2010 (França), prémio atribuído antes a Robert Musil, Philip Roth, Gabriel García Márquez, Elias Canetti, entre outros. Alguns prémios internacionais: Prémio Portugal Telecom 2007 e 2011 (Brasil), Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália), Prémio Belgrado 2009 (Sérvia), Grand Prix Littéraire Culture 2010 (França), Prix Littéraire Européen 2011 (França). Foi por diversas vezes finalista do Prix Médicis e Prix Femina. Em Portugal recebeu, entre outros, o Grande Prémio de Romance e Novela da APE, o Prémio José Saramago e o Prémio Fernando Namora. Jerusalém foi o livro mais escolhido pelos críticos do jornal Público para romance da década e Uma Viagem à Índia foi escolhido pelo jornal DN, por diferentes críticos, como uma das 25 obras essenciais da história da literatutra portuguesa. Em 2018, recebeu o Prémio Vergílio Ferreira, dado ao conjunto da sua obra, pela “originalidade da sua obra ficcional e ensaística, marcada pela construção de mundos que entrecruzam diferentes linguagens e imaginários”. Os seus deram origem, em diferentes países, a peças de teatro, peças radiofónicas, curtas-metragens e objetos de artes plásticas, dança, vídeos de arte, ópera, performances, projetos de arquitetura, teses académicas, etc.


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.