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Novidade Quetzal | O Céu que nos Protege, de Paul Bowles

ProtegeTítulo: O Céu que nos Protege
Autor: Paul Bowles
Pág.: 304
Data de Lançamento: 21.07.2017

O Céu que nos Protege é o grande romance de Paul Bowles, livro de estreia do inveterado viajante, compositor e escritor. Uma ficção inaugural que lhe mereceu uma elogiosa crítica do dramaturgo Tenessee Williams: «[o livro] conduz o leitor a uma desconcertante comunhão com o talento de verdadeira maturidade e sofisticação, de uma espécie que eu começava a temer só se encontrar hoje em dia entre os rebeldes romancistas franceses, como Jean Genet, Albert Camus e Jean-Paul Sartre». Escrito em grande parte no deserto do Sahara, onde a ação se desenrola, Bowles demonstra o seu domínio sobre o território e, acima de tudo, sobre a aura que se inscreve naqueles lugares. A sua austeridade e paixão pela cultura tradicional fez dele um dos mais acutilantes observadores de civilizações estrangeiras. Em O Céu que nos Protege, publicado originalmente em 1949, Kit e Port, um casal americano, aventura-se nas profundidades do deserto até não haver sinais visíveis de influência europeia. Kit e Port encontram finalmente um estado de pureza. Uma pureza que as personagens de Bowles buscam constantemente e que acaba por ser a sua destruição. Este é o mais importante romance de Paul Bowles, que foi adaptado ao cinema por Bernardo Bertolucci, com John Malkovich e Debra Winger, nos papéis principais. De recordar que a Quetzal tem vindo a publicar o conjunto da obra do autor, nomeadamente o livro Viagens, que esgotou a sua primeira edição em português.

Sinopse: O Céu que nos Protege é o grande romance de Paul Bowles. Foi escrito em grande parte no deserto, onde a ação se desenrola. Publicado em 1949, nele, como em toda a ficção de Bowles, reflete-se sobre o absurdo do mundo moderno, onde a crueza, a corrupção e a irrupção do desejo surge a par da inocência de quem não compreende nem julga. Kit e Port são um casal que percorre o Sahara: à medida que se adentram no deserto, arriscam-se continuamente e atraiçoam-se até a um ponto de não retorno, até à loucura ou à morte. Aqui, como em outras obras de Bowles, não há culpados; há uma hierarquia de valores, uma explicação do humano. Os escritos de Bowles têm operado uma enorme sedução sobre várias décadas de leitores. Gore Vidal considerou-o um dos expoentes da ficção americana. O Céu Que Nos Protege teve uma adaptação ao cinema por Bernardo Bertolucci, em que contracenam Debra Winger e John Malkovich.

Sobre o autor: Paul Bowles nasceu em Queens, Nova Iorque. Aprendeu a ler aos 4 anos e manteve diários escritos e desenhados desde essa idade. Com 9 anos, começou a estudar teoria da música, canto e técnicas de piano. A partir de 1928, frequentou a Universidade da Virgínia e, em 1929, iniciou-se nas viagens, passando uma temporada na Europa. Voltou a Paris em 1931, onde conviveu com Gertrude Stein, Jean Cocteau e Ezra Pound; continuou por Berlim, onde se tornou amigo de Christopher Isherwood e visitou Kurt Schwitters, em Hanôver. Foi também nesse ano que viajou pela primeira vez até Tânger, onde viveu grande parte da vida e acabou os seus dias. Em 1937, Bowles conheceu a escritora Jane Auer, com quem partiu de imediato em viagem para o México e com quem se casou no ano seguinte. Mantiveram um casamento aberto, por vezes turbulento, com viagens ora a uni-los ora a separá-los, até à morte de Jane Bowles, em 1973. Nos anos 50, vivendo grandes períodos no Norte de África, Bowles conheceu o marroquino Ahmed Yacoubi, que se tornou seu companheiro íntimo nas décadas que se seguiram e em muitas viagens. Esses anos foram também marcados pela visita e permanência das principais figuras da Beat Generation em sua casa, em Tânger.


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.