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Novidade Assírio & Alvim | Três Histórias Desenhadas, de Almada Negreiros

DesenhadasTítulo: Três Histórias Desenhadas
Autor: Almada Negreiros
Pág.: 200
Data de Lançamento: 02.03.2017

No dia 2 de março a Assírio & Alvim lançou Três Histórias Desenhadas, de José de Almada Negreiros, que reúne em livro as histórias «Era Uma Vez», «O Sonho de Pechalim» e «A Menina Serpente», publicadas pela primeira vez em 1926 no semanário ilustrado Sempre Fixe e apresentadas, nesta edição, com base nos desenhos originais.
Estes desenhos não só ilustram as histórias, como também as contam, apelando à colaboração do leitor: em «O Sonho de Pechalim», especialmente, foram deixadas, tal como aconteceu na sua publicação original em 1926, linhas em branco para serem preenchidas pelos leitores mais jovens. As eloquentes histórias desenhadas são, assim, também um ponto de partida para a imaginação de cada um. Muitos dos originais destas histórias desenhadas podem ser vistos atualmente na exposição “José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno”, patente na Fundação Calouste Gulbenkian.

Sinopse: É na década de vinte, em 1926, que Almada publica, no semanário ilustrado «Sempre Fixe», as histórias «Era Uma Vez», «O Sonho de Pechalim» e «A Menina Serpente», que aqui se apresentam com base nos desenhos originais, fora uma ou outra lacuna. Como nos diz Sara Afonso Ferreira, no prefácio a esta edição, «[…] o autor confecciona ao longo dos anos uma série de caderninhos, geralmente em harmónio, por ele manuscritos e ilustrados dedicados ao estudo do número e da geometria. No entanto, ao apresentar desta forma os desenhos destinados à publicação de uma história aos quadradinhos num jornal, sem acompanhar os desenhos originais do texto do seu conto (de que apenas temos a versão do “Sempre Fixe”), Almada sugere a importância das imagens como veículo da narrativa — a segunda história publicada no “Sempre Fixe”, “O Sonho de Pechalim”, apresenta-se, aliás, sem qualquer texto (as legendas deviam ser redigidas pelos pequenos leitores no âmbito de um concurso infantil) — que as histórias podem ser contadas apenas por desenhos, que as histórias podem ser: desenhadas.»

Sobre o autor: Nascido em São Tomé em 1893, José de Almada Negreiros viveu em Portugal e revelou-se como um artista e um escritor multifacetado: artista plástico, poeta, ensaísta, romancista e dramaturgo, ligou-se em 1913 ao grupo modernista. Com Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, formou o grupo da revista Orpheu, tendo mais tarde lançado a revista Sudoeste e promovido uma série de conferências. Sempre desejou que a produção artística se orientasse pela linha de renovação dos países já animados do espírito europeu – o que pode explicar a tendência provocatória de alguns dos seus manifestos (com destaque para o conhecido Manifesto Anti-Dantas) e o ter participado e fomentado muitas das manifestações culturais realizadas no seu tempo em Portugal. Ao nível da prosa literária, deve-se destacar o seu romance Nome de Guerra. Faleceu em 1970 em Lisboa.

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Sobre Célia

Tenho 38 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.