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Balanço de 2016

Balanço Geral

2016 voltou a ser um ano bastante irregular no que às leituras diz respeito, à semelhança de 2015. Novamente por motivos pessoais e profissionais, o meu ritmo de leitura foi instável: por exemplo, em janeiro li 10 livros, enquanto que em junho li um espetacular total de 0. O total de livros lidos foi de 53, ficando por isso aquém do objetivo que defini (75). 

Adquiri mais livros do que li (de longe), porque foi algo que me fez feliz ao longo de 2016 e, felizmente, tenho possibilidade de o fazer. Agora chegou a hora de pôr mãos à obra e dar cabo da pilha, tentando aumentar o ritmo de leitura e diminuir o ritmo de compras.

Em 2016, prossegui a participação na Roda dos Livros, que é cada vez mais recompensadora. Adoro ter uma tarde só para mim, esquecendo família e outros problemas, e poder falar sobre os livros com pessoas tão interessantes e divertidas. Estes encontros têm-me tornado, sem dúvida, uma leitora melhor.

Relativamente ao blogue, entrou em funcionamento um novo template, que penso ter ajudado a organizar melhor conteúdos e a diversificar as publicações. Agradeço do fundo do coração a todos os que continuam a visitar este cantinho e a retirar dele algo de positivo. Agradeço também a todas as editoras que apoiam o Estante de Livros, pelo carinho e atenção que lhe têm dispensado.

As melhores leituras de 2016

Balanço

Impunidade, de H.G. Cancela
A Partir de uma História Verdadeira, de Delphine de Vigan
O Último Adeus, de Kate Morton
Os Interessantes, de Meg Wolitzer
O Império Final, de Brandon Sanderson
KL – A História dos Campos de Concentração Nazis, de Nikolaus Wachsmann
O Discípulo, de Michael Hjorth e Hans Rosenfeldt
A Amiga Genial, de Elena Ferrante
O Rio do Esquecimento, de Isabel Rio Novo
As Primeiras Quinze Vidas de Harry August, de Claire North

O número de livros lidos foi inferior aos que já consegui alcançar em anos anteriores, mas tenho a sensação que li muitos livros bons. Aliás, a média de classificações atribuídas (de 1 a 5) foi de 3,6, superior aos 3,2 verificados em 2015. O melhor livro do ano foi, sem dúvida, Impunidade. Foi uma daquelas leituras viscerais, perturbadoras mas extremamente marcantes, que nos fazem ver o mundo de uma forma diferente assim que viramos a última página.

Desafios, objetivos e outros

Dos três objetivos traçados para 2016, apenas um foi cumprido. Como já disse, não atingi a meta proposta de 75 livros lidos, tendo-me ficado pelos 53. Quis ler mais livros de autores portugueses do que em 2015 (14) e também não consegui (li apenas 10), mas é de notar que foi a nacionalidade predominante, em conjunto com a norte-americana. No total, 19% do que li foi de autores portugueses, ligeiramente acima da percentagem que consegui em 2015. Quanto ao último objetivo – ler melhor -, apesar de a avaliação ser subjetiva, considero que foi alcançado.

Em 2017

Para 2017, os meus objetivos de leitura são os seguintes:

  • Ler 60 livros ou mais;
  • Completar o desafio Mount TBR, lendo 36 livros que tenham sido adquiridos até ao final de 2016;
  • Aumentar a percentagem total de autores portugueses lidos face ao total (>19%);
  • Diminuir a pilha de livros por ler (ou seja, ler mais livros do que os que vou adquirir).

No que respeita ao blogue, quero tentar manter algum ritmo de publicação e aumentar os artigos de opinião, extra-opiniões literárias. 

E é isto. Votos de um excelente 2017 para todos!


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.