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Novidade Quetzal | Sonetos de Shakespeare, de William Shakespeare

capa_sonetos-de-shakespeareTítulo: Sonetos de Shakespeare
Autor: William Shakespeare
Pág.: 340
Data de Lançamento: 28.10.2016

O livro Sonetos de Shakespeare, com tradução de Vasco Graça Moura, chegou às livrarias portuguesas no dia 28 de outubro, publicado pela Quetzal.

No ano em que se comemoram 400 anos da morte de William Shakespeare, publicam-se os seus sonetos, numa versão bilingue e completa, central na obra do poeta e dramaturgo inglês assim como na obra de Vasco Graça Moura enquanto tradutor.

«As horas que emolduram, com um brando
lavor o doce olhar em que se habita,
hão-de tiranizá-lo, desfeando
o que de sublimarem tinham dita.
O tempo sem descanso leva o verão
ao terrível inverno e os mistura:
a seiva com geada, a folha ao chão,
nudez geral e neve em formosura.
Não destilasse o verão algum proveito,
líquido prisioneiro em vidro posto,
passava co’a beleza o seu efeito:
nem ele nem lembrança de seu gosto.
     No inverno, destilada e só fragância,
     a flor, perdida a forma, é só substância.»

«Shakespeare, que ao menos alterou o nosso modo de representar a natureza humana, se é que não alterou a própria natureza humana, não se retrata a si mesmo em nenhuma das suas peças. Se ele se revela, nos 154 sonetos que compôs, é discutível – mas o seu génio manifesta-se neles infalivelmente.» Harold Bloom

Sinopse: É provável que o principal pilar do cânone da literatura ocidental seja a obra de William Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês nascido em 1564, em Stratford-upon-Avon, cidade onde terá morrido em 1616. Além da sua obra dramática e de alguns poemas dispersos, os seus Sonetos constitutem um monumento de composição e beleza, um atlas sobre a representação do amor, da passagem do tempo e da sua finitude, da paixão erótica, do desejo ou da solidão. A meticulosa tradução de Vasco Graça Moura transporta para a nossa língua todo o génio do poeta inglês; é Shakespeare que escreve e ecoa na nossa língua, ora com exuberância e ironia, ora com melancolia, ora com notável visão de um génio que sobrevive ao tempo e à morte. Só um tão notável poeta poderia traduzir Shakespeare desta forma.

     De que poder tens força tão temível,
     que o coração em falha me desvia,
     que me faz dar mentira no visível,
     jurar que a luz não favorece o dia?
     De onde tens tal fazer, de mal, agrado,
     que até o refugo dos teus actos vem
     em força e grantia tão dotado
     que o teu pior, em mim, é sumo bem?
     Quem te ensinou a pôr-me a amar-te mais,
     se causa de ódio mais escuto e vejo?
     Se eu amo o que detestam outros tais,
     não deves detestar-me em tal cotejo.
          Se na baixeza meu amor levantas,
          mais valho de que tu me ames às tantas.

Sobre o tradutor: Vasco Graça Moura (Foz do Douro, 1942-2014), foi poeta, ficcionista, ensaísta, cronista e tradutor, além de ter desempenhado importantes cargos de relevância pública na vida portuguesa dos últimos cinquenta anos. Entre as inúmeras distinções que lhe foram atribuídas, contam-se, nomeadamente, o Prémio Pessoa, o Prémio Vergílio Ferreira, o Grande Prémio de Romance e Novela da APE, o Prémio de Poesia do PEN Clube, o Prémio Eça de Queiroz, o Prémio de Tradução Paulo Quintela, o Prémio Europa David Mourão- Ferreira, o Grande Prémio de Poesia da APE, o Prémio Max Jacob de Poesia, o Prémio de Tradução do Ministério da Cultura em Itália (pelas suas notáveis traduções de Dante e Petrarca), ou o Prémio Morgado de Mateus. A sua obra poética está reunida em dois volumes publicados pela Quetzal (Poesia Reunida, 1 e 2, 2012), e entre os seus romances contam-se Naufrágio de Sepúlveda, Partida de Sofonisba Às Seis e Doze da Manhã, Quatro Últimas Canções, ou O Enigma de Zulmira. Entre muitos autores, traduziu Shakespeare, Racine, Dante, Corneille, Molière, Rostand, Rilke – mas também autores contemporâneos como Seamus Heaney, Hans Magnus Enzensberger, Gottfried Benn ou Jaime Sabines.


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.