Novidade Texto | António Lobo Antunes – As Formas Mudadas, de Norberto do Vale Cardoso

António Lobo AntunesTítulo: António Lobo Antunes – As Formas Mudadas
Autor: Norberto do Vale Cardoso
Pág.: 248
Data de Lançamento: 27.09.2016

Sinopse: Contemporânea e clássica, certamente multímoda, a obra de António Lobo Antunes é aquela que pretende “mudar a arte da escrita”.
Em António Lobo Antunes: As Formas Mudadas, título que retoma uma das obras que mais tem influenciado a cultura ocidental, as Metamorfoses de Ovídio, percorremos os caminhos da obra que nunca se fixa, que se constrói em avatares constantes, seja nas várias tendências estéticas, nos temas, na mundividência, na sensibilidade, na concepção e/ou composição da escrita, em suma, na sua “poética” (a importância do lateral, dos interstícios, da transfiguração verbal, do indecidível, do fragmentário, do suspenso, da metaficção).
Em António Lobo Antunes: As Formas Mudadas verificamos que a obra de António Lobo Antunes é aquela que se adianta ao seu próprio tempo, mas é, de igual modo, aquela que não desdenha a herança dos clássicos, com os quais contacta em permanência, para “sobreviver ao tempo, ao ferro e ao fogo”.
Nenhum ensaio estabelece interpretações definitivas – muito menos em literatura. António Lobo Antunes: As Formas Mudadas, volume 7 da Colecção António Lobo Antunes-Ensaio, pretende tão-só interrogar-se sobre os sentidos da arte e, com ela, da vida. Afinal, e parafraseando o próprio António Lobo Antunes, “Como se pode agarrar, digam-me lá, o que constantemente muda?”

Sobre o autor: Norberto do Vale Cardoso é natural de Chaves, cidade onde reside. Licenciado em Ensino de Português e Inglês e Mestre em Teoria da Literatura e Literatura Portuguesa pela Universidade do Minho, exerce funções docentes, dedicando-se, nos últimos anos, à investigação da literatura da Guerra Colonial, tendo concluído a tese de mestrado intitulada Autognose e (DesMemória: Guerra Colonial e Identidade Nacional em Lobo Antunes, Assis Pacheco e Manuel Alegre (RepositoriUM, 2004).
Como orador convidado, tem apresentado várias comunicações em colóquios, tais como: “A Guerra Colonial” (Centro de Estudos Lusíadas, 2006), “IX Colóquio do Outono” (Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho, 2007), “VI Congresso APLC/ X Colóquio de Outono” (Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho e Associação Portuguesa de Literatura Comparada, 2008) e Colóquio Internacional ACT20, “Filologia, Memória e Esquecimento” (Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa, 2008).
Tem colaborado com revistas da especialidade, tendo publicado cerca de uma dezena de estudos, de entre os quais se salienta o publicado na revista Diacrítica (2007), intitulado “Algodões e Agonias nas Cartas da Guerra de António Lobo Antunes”.
A tese de doutoramento que prepara sobre as representações da Guerra Colonial na obra de António Lobo Antunes, valeu-lhe, em 2007, a atribuição de uma bolsa de investigação da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Alfaiate das Palavras (poesia, Editora Cidade Berço, 2000), foi o livro de estreia, ao qual se seguiram Impressão Digital (romance, Roma Editora, 2005) e Fogo Fátuo: metástases de infância (poesia, Macalfa Editores, 2006). Foi integrado nas antologias Nós Somos A Água, Não A Que Repousa (Autores de Braga, 1997) e Poetas de Sempre (Editora Cidade Berço, 2000). (Fonte: Wook)

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Sobre Célia

Tenho 38 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.