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Comprar livros – o que mudou

Reading booksConsigo contar pelos dedos de uma mão os novos livros que entraram cá em casa desde que 2015 começou. Foram três: um comprei porque tinha um vale na Fnac com prazo de validade e os outros dois ganhei em passatempos. Ora, isto é uma mudança radical na minha postura relativamente à compra de livros se pensar no que acontecia há 4 ou 5 anos, e achei que seria interessante para mim e curioso para vocês tentar perceber os motivos pelos quais a minha vontade de comprar novos livros se reduziu a mínimos históricos. Eis as conclusões a que cheguei:

 

  • Quero mesmo MUITO reduzir a pilha de livros que tenho em casa por ler. Já falei por diversas vezes neste objetivo aqui no blogue porque é uma coisa em que estou realmente empenhada. Sinto que devo a todos os livros que aguardam a sua vez uma oportunidade e isso acontecerá mais dificilmente se não parar de comprar livros ou não reduzir as aquisições ao mínimo. Mas não só, aguardo ansiosamente pela sensação libertadora que é não ter (praticamente) nada por ler e poder decidir a minha próxima leitura sem qualquer condicionante;

 

  • Atualmente, prefiro ler e-books. Isto não quer dizer que deixei de gostar de livros físicos, mas a verdade é que ler no Kindle é mais prático não só porque o aparelho é mais leve do que a maioria dos livros e mais fácil de transportar, mas porque se adequa muito melhor aos locais onde, de momento, posso ler;

 

  • De momento, sinto uma preferência por ler no original. Não desfazendo as boas traduções que ainda se vão publicando em Portugal, já não é uma nem duas vezes que começo a ler uma tradução e o texto me “soa” estranho, chegando eu à conclusão que me sinto muito mais confortável a ler o original. Claro que poderia na mesma comprar os livros originais, mas vide ponte anterior;

 

  • Talvez um pouco pelos motivos que referi acima, dei por mim a achar os livros “caros”. Não caros per se, porque acho que este conceito tem tudo de subjetivo, mas comecei a questionar o dinheiro que estava prestes a gastar num novo livro. Ou seja, ponderando o custo real e o valor que aquele livro tinha para mim, cheguei à conclusão que não valia a pena. Mesmo em promoções aliciantes, as questões que pus a mim própria foram: “Queres mesmo ler isto? Vais fazê-lo em breve?“. Como as respostas costumam ser “não”, os livros ficaram no expositor.

 

  • Percebi que o que me faz feliz não é comprar, é ler.

 

Se calhar estou a ser um bocadinho racional (ou radical), ficando no extremo oposto ao que fui há não muito tempo. Mas é com esta postura que de momento me sinto mais confortável. E vocês, conseguem ser tão racionais ou nem por isso? 😉

 


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.