Das Palavras às Imagens (30)

A Revolta

Na passada quinta-feira estreou o terceiro filme da série The Hunger Games, adaptado da série com o mesmo nome, da norte-americana Suzanne Collins. Ao contrário dos dois filmes que o antecedem, este corresponde apenas à primeira metade do terceiro e último livro, estando a segunda parte prevista para estrear daqui a um ano.

 

Antes de falar do filme, devo dizer que o terceiro livro me pareceu o mais fraco dos três. Achei-o aborrecido, com as personagens a perder carisma e com algumas decisões da autora a nível de enredo que deixaram a desejar. Mas como vi e gostei dos dois primeiros filmes (especialmente do segundo) a vontade que tinha de ver este novo capítulo era muita.

 

Percebo a decisão de fazer isto em duas partes; perante o sucesso de bilheteiras dos dois primeiros filmes, os responsáveis quiseram maximizar o lucro. Mas isto fez com que esta primeira parte tivesse alguns problemas de equilíbrio, na minha opinião. Porque tiveram de “encher chouriços”, o filme tem diversos momentos parados/introspetivos que, não sendo maus por si só, acabam por fazer parecer que nada acontece. Mas algumas coisas acontecem: Katniss torna-se o rosto da revolução em Panem, enquanto vários focos de luta se vão espalhando pelos vários distritos; Peeta parece ter passado para o lado do Presidente Snow, perante a incredulidade de Katniss; as forças do Capitólio atacam o Distrito 13, onde Katniss se encontra; uma força secreta dos revolucionários dirige-se ao Capitólio para tentar resgatar os vencedores dos Jogos da Fome que têm sob sua alçada. Contudo, apesar disto, não deixa de parecer um filme desequilibrado, que sofre por ser apenas metade da história e de deixar muitas pontas soltas.

 

Mas o filme também tem vários pontos positivos, nomeadamente o desempenho de Jennifer Lawrence (em grande, como é costume), o aprofundar da intriga política e da contextualização deste mundo distópico, e também o facto de ser um filme que consegue, apesar de ser bastante negro, transmitir uma mensagem de esperança. Em suma, gostei e fico com curiosidade para ver a segunda parte.

mae-billboard

Sobre Célia

Tenho 38 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.