Home / 4/5 / [Opinião] The Good Girl, de Mary Kubica

[Opinião] The Good Girl, de Mary Kubica

21847076Autor: Mary Kubica
Ano de Publicação: 2014
Páginas: 400

Sinopse (da edição portuguesa): Um thriller psicológico intenso e de leitura compulsiva, Não Digas Nada revela como, mesmo numa família perfeita, nada é o que parece. Tenho andado a segui-la nos últimos dias. Sei onde faz as compras de supermercado, a que lavandaria vai, onde trabalha. Nunca falei com ela. Não lhe reconheceria o tom de voz. Não sei a cor dos olhos dela ou como eles ficam quando está assustada. Mas vou saber. Filha de um juiz de sucesso e de uma figura do jet set reprimida, Mia Dennett sempre lutou contra a vida privilegiada dos pais, e tem um trabalho simples como professora de artes visuais numa escola secundária. Certa noite, Mia decide, inadvertidamente, sair com um estranho que acabou de conhecer num bar. À primeira vista, Colin Thatcher parece ser um homem modesto e inofensivo. Mas acompanhá-lo acabará por se tornar o pior erro da vida de Mia.
 

Opinião: Confesso que o que me intrigou inicialmente neste livro foi a capa. De seguida li a sinopse e achei muito interessante, pelo que não foi difícil decidir que iria lê-lo. The Good Girl (Não Digas Nada, na edição portuguesa) é um thriller psicológico que tem sido bastante comparado ao Gone Girl, essencialmente pelo twist final inesperado. Existem outros pontos de contacto, nomeadamente a existência de um caso policial e a componente psicológica intensa, mas de resto são dois livros bastantes distintos e que valem por si só.

The Good Girl é-nos apresentado sob a forma de capítulos alternados contados na primeira pessoa por três personagens diferentes, todas elas relacionados com Mia Dennet, uma jovem filha de um juiz que é raptada. Acompanhamos assim a mãe de Mia, o detetive encarregue do caso e o raptor, tanto antes como após o reaparecimento de Mia.

O que mais gostei neste livro foi, sem dúvida, a existência de zonas cinzentas. Não há maus nem bons, todas as personagens têm as suas características positivas e negativas e a autora consegue explorar isto de forma muito competente. Colin, o raptor, que à partida parecia ser uma personagem que não iria granjear simpatias, acaba por tornar-se na personagem mais interessante do livro – pelo menos para mim.

A questão mais delicada do livro e que pode, provavelmente, suscitar mais incredulidade por parte do leitor é a relação que se estabelece entre Mia e o seu raptor. Há quem fale no Síndrome de Estocolmo, mas apesar de considerar esta menção razoável pelos contornos da história, diria que esta relação passa muito para além disso. Acredito que se o leitor não achar este ponto do enredo credível, muito do interesse na história desvanecer-se-á.

A relação entre Mia e Colin, juntamente com a caracterização bem conseguida das personagens principais acabaram mesmo por ser os aspetos que mais gostei no livro. Tenho algumas reticências em recomendá-lo sem reservas, porque penso que o gostar mais ou menos desta história dependerá um pouco da sensibilidade do leitor, mas de qualquer modo considero-o um livro com uma história cativante e que incita à reflexão. Ficarei atenta a publicações futuras desta autora.

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.