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[Opinião] Jogo Macabro, de Agatha Christie

7998984Autor: Agatha Christie
Título Original:
Dead Man’s Folly (1956)
Editora: RBA Coleccionables
Páginas: 199
ISBN: 9788447360437
Tradutor: Arminda Pereira
Origem: Comprado

Sinopse: Sir George e Lady Stubbs organizam uma festa numa casa de campo onde se simulará um homicídio que os convidados terão de desvendar. Para encenar esta «caça ao assassino» contam com Ariadne Oliver, uma escritora de romances policiais que, ocasionalmente, colabora com Hercule Poirot. Instintivamente, e sentindo que algo de sinistro está prestes a acontecer, ela pede ajuda ao detective. O jogo começa, e para surpresa geral a vítima está mesmo morta. Para ela, o jogo acabou; mas para Poirot está apenas a começar…

Opinião:  Ariadne Oliver é uma escritora de livros policias (que pelos vistos já havia entrado noutros romances de Agatha Christie antes deste) convidada para delinear uma “caça ao assassino”, jogo de pistas que decorreria durante uma festa na casa dos Stubbs. Com a sua sensibilidade para este tipo de histórias, Mrs. Oliver sente que algo está errado e telefone a Hercule Poirot para que a ajude a descobrir o que é, mas nem a presença deste evita que a pessoa escolhida para fazer de vítima acabe realmente por se tornar numa.

Como é habitual, surgem vários suspeitos, apesar de o motivo do crime estar longe de ser claro. Seguem-se entrevistas com os presumíveis suspeitos por parte dos responsáveis policiais e, paralelamente, algumas conversas com Poirot que revelam mais alguns detalhes sobre as pessoas envolvidas.

Este não foi um livro que me tivesse cativado tanto como outros da autora. O crime só acontece a meio do livro e o que vai acontecendo até lá chegarmos, apesar de ser, de certo modo, importante para a construção da história, acaba por revelar-se um pouco aborrecido. Assim que o crime acontece, a história ganha outro fôlego, mas ainda assim a intervenção de Poirot no decorrer dos acontecimentos peca por escassa e, por isso, desilude um pouco.

A resolução, essa, é algo inesperada mas está longe de ser algo realmente espetacular ou muito fora do que já vi noutros livros da autora. E seria difícil para o leitor lá chegar com as dicas que vão sendo fornecidas ao longo do livro. Mas acaba por ser uma leitura agradável pelo desafio à mente do leitor, pelo reencontro com uma das minhas personagens de ficção preferidas e também pela deliciosa personificação da própria escritora em Ariadne Oliver, através da qual revela algumas das suas ideias sobre o que é ser escritora de um modo geral e escritora de policiais em particular.

Classificação: 3/5 – Gostei


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.