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Kindle Paperwhite

Ao fim de quase um mês de utilização, já me sinto em condições de vos falar um pouco sobre o meu novo Kindle. Como alguns de vós saberão, já tinha um Kindle 3 (que, na verdade, até foi o segundo que possuí porque infelizmente perdi o primeiro – só eu!), mas andava um bocado descontente com a leitura em ambiente escuro. O meu Kindle 3 tem uma capa com luz incorporada, num sistema em que se puxa a luz do canto superior direito para iluminar o ecrã, mas a verdade é que este sistema acaba apenas por desenrascar, porque a iluminação está longe de ser uniforme. A leitura na cama ou no carro à noite (sim, eu leio no carro!) sem incomodar o parceiro do lado não é nada fácil. Vai daí que a minha cara-metade decidiu fazer-me uma surpresa e dar-me esta prenda de Natal antecipada.

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Principais Diferenças 

As principais diferenças entre este modelo e o que já tinha são mesmo a retroiluminação e ter um ecrã touch. O Kindle 3 tem um teclado incorporado que, para ser sincera, raramente utilizava. Sem o teclado, o Kindle Paperwhite tem um menor comprimento, apesar de o ecrã ser do mesmo tamanho. Quando à iluminação do ecrã, as diferenças são evidentes:

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Na imagem acima, o Kindle Paperwhite tem a retroiluminação no máximo do seu potencial; a claridade do ecrã é regulável. Para mim, isto é uma grande vantagem.

Outras Diferenças

 Os dois aparelhos têm outras diferenças, a saber:

  • O contraste/nitidez do Kindle Paperwhite são superiores, e a diferença é notória.
  • O novo Kindle não tem a barra de progresso na parte inferior do ecrã, o que não me agradou por aí além. Continua a informar o leitor em relação ao progresso percentual da leitura e é ainda possível optar por ver a página em que se vai (se o e-book tiver a informação do número total de páginas) ou o tempo de leitura restante no capítulo ou no total. Estas duas últimas informações são calculadas com base na velocidade de leitura registada anteriormente. Contudo, a barra de progresso permitia-me visualizar a evolução da leitura e sinceramente, sinto falta disso.
  • No Kindle Paperwhite, ir para outro capítulo implica três toques no ecrã (1. Toque na parte superior do ecrã para ver o menu, 2. Seleção do “Go To”, 3. Escolha do capítulo que se deseja), enquanto no Kindle 3 isto era feito com um simples clique na tecla de direção, caso se tratasse do capítulo anterior ou seguinte. Por outro lado, se quisermos ir para um capítulo distante daquele em que nos encontramos, o sistema do Paperwhite parece-me mais prático.
  • O Kindle Paperwhite traz gratuitamente o dicionário de português da Priberam, que ainda não experimentei, mas que achei um bónus valioso.

Para quem (como eu) utiliza o Calibre, fica a nota que o plugin Kindle Collections não é compatível com o Kindle Paperwhite. Este plugin permite organizar as pastas do Kindle diretamente no programa, o que é mais prático do que fazê-lo no aparelho. Eu utilizava-o juntamente com o plugin Reading Lists para adicionar automaticamente ao aparelho livros a que no programa atribuía determinada tag (no meu caso, a tag to-read-soon, porque só mantinha no Kindle os e-books que queria ler em breve e não todos os que tenho). Por enquanto, não vou poder utilizar estes plugins e isso é um pouco aborrecido, mas nada que me afete por aí além.

Conclusão

Estou definitivamente contente com o novo Kindle. Pesando os prós e os contras, acho que o upgrade valeu a pena. Agora é só esperar pela capa que mandei vir para andar com ele mais protegido.


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.