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Se numa Noite de Inverno um Viajante | Italo Calvino

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Autor: Italo Calvino
Título Original: Se una notte d’inverno un viaggiatore (1979)
Editora: Teorema
Páginas: 303
ISBN: 9789726953852
Tradutor: José Colaço Barreiros

Sinopse: «É um romance sobre o prazer de ler romances; o protagonista é o leitor, que dez vezes começa a ler um livro que, devido a vicissitudes estranhas à sua vontade, não consegue acabar. Tive, pois, que escrever o início de dez romances de autores imaginários, todos eles de alguma forma diferentes entre si». De uma conferência proferida por Calvino em Buenos Aires (1984).

 

Opinião: Há uns bons anos que tinha este livro em fila de espera para ser lido. Já não me lembro o que me levou a adquiri-lo, mas de certeza que teve alguma coisa a ver com o facto de ser, entre outras coisas, um livro sobre livros. Quando o comprei, li o primeiro capítulo e fiquei maravilhada; passei para o segundo e o entusiasmo arrefeceu, pelo que decidi deixá-lo para outra altura. Essa altura foi agora, não só porque era o livro do mês para o desafio Monthly Key Word, mas porque estava com vontade de ler algo mais complexo. Desisti a meio. É algo que não tenho muito orgulho em assumir. Podia perfeitamente ter lido o resto do livro na diagonal e escrever uma opinião, mas não consigo. Por isso, esta “opinião” vai centrar-se mais nos motivos que me fizeram desistir do que propriamente numa avaliação do livro. 

Se numa Noite de Inverno um Viajante é difícil de resumir, devido à multiplicidade de temas, de narrativas e de contextos. Alterna capítulos narrados na segunda pessoa do singular, dirigidos ao leitor deste livro com capítulos iniciais de uma série de livros diferentes, cujo aparecimento no meio da narrativa vai sendo explicado nos tais capítulos na segunda pessoa. São histórias dentro da história, por assim dizer. Essas histórias remetem para estilos de narrativa, temas e estruturas muito diferenciadas.

Eu até gostei da forma como o livro começou, mas com o avançar da leitura, foi-me cada vez mais penoso continuar. As constantes divagações do autor, tanto nas narrativas intercalares como na história central desafiaram constantemente a minha concentração e levaram-me a questionar a mim própria até que ponto a qualidade e originalidade que reconhecia na estrutura do livro iriam ser suficientes para compensar as dificuldades que estava a ter com a leitura. Até que, sensivelmente a meio, decidi desistir. Percebi que não valia a pena continuar a insistir em algo que não me estava a dar qualquer prazer. 

Tenho pena de ter desistido deste livro, especialmente por ser um favorito de muita gente e por lhe reconhecer qualidade, mas não fico com remorsos. O meu tempo é demasiado precioso e tento tantos livros para ler! Talvez a altura da minha vida não tenha sido a ideal, mas estou mais inclinada para achar que este não é um livro para a leitora que sou. Ou melhor, eu (ainda) não sou leitora para este livro. Quem sabe um dia volto a tentar.

Classificação: 0/5 – Não terminei


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.