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[Opinião] Um Dia Naquele Inverno, de Sveva Casati Modignani

16050568Autor: Sveva Casati Modignani
Editora: Porto Editora
Páginas: 384
ISBN: 9789720681591
Tradutor: Regina Valente

Sinopse: Numa grande mansão, às portas de Milão, vivem os Cantoni, proprietários há três gerações da homónima e prestigiada fábrica de torneiras.
Aparentemente, todos os membros da família levam uma vida transparente, mas, na realidade, todos eles escondem segredos que os marcaram; existem situações que, ainda que conhecidas por todos, permanecem um tema tabu. Omite-se até a loucura de que sofre Bianca, a matriarca desta dinastia.
Um dia, entra em cena Léonie Tardivaux, uma jovem francesa sem dinheiro e sem parentes, que casa com Guido Cantoni, o único neto de Bianca. Léonie adapta-se bastante bem à rotina familiar, compreendendo a regra de silêncio dos Cantoni. Isso não a impede de ser uma esposa exemplar, uma mãe atenta e uma gerente talentosa, que, com bastante êxito, conduz a firma pelo mar hostil da recessão económica. No entanto, também ela cultiva o seu segredo, aquele que todos os anos, durante apenas um dia, a leva a largar tudo e a refugiar-se no Lago de Como.
Mais uma vez, Sveva Casati Modignani cativa o leitor com uma saga familiar que atravessa quase um século da História de Itália, dos anos 20 até aos dias de hoje, colocando em cena personagens encantadoras: homens inteligentes, autênticos e perspicazes, que têm ao seu lado mulheres fortes e inigualáveis, capazes de os aconselhar e apoiar.

 

Opinião: Andam por aí algumas iniciativas que oferecem e-books grátis da Porto Editora: a revista Sábado tem trazido alguns e o DN também. Um desses livros era precisamente este, Um Dia Naquele Inverno, de Sveva Casati Modignani. Houve uma altura na minha vida (há talvez uns 12-13 anos) em que li dois ou três livros desta autora e lembro-me de na altura ter gostado, sem na verdade ter adorado. Leram-se bem, mas não foram memoráveis. Mais recentemente, li O Jogo da Verdade e voltou a ser uma leitura rápida e agradável – mas a bem dizer já praticamente não me lembro de nada da história. Pensei voltar à autora para ir lendo uns bocadinhos no telemóvel, quando a ocasião se proporcionasse. Não consegui passar dos 31%. 

 

Do que li, deu para perceber que a história gira em volta de Léonie, uma mulher que casou por interesse e que se apaixonou por outro homem, já depois de casada. Encontra-se com ele todos os anos, no dia 22 de Dezembro. Até onde fui, também deu para perceber que o livro iria ser uma espécie de saga familiar, percorrendo as histórias das mulheres da família. E porque é que desisti? A autora não mudou a sua voz nem a qualidade dos seus livros, quem mudou fui eu. Decidi não perder mais do meu (pouco) tempo com uma leitura que estava a achar insípida e superficial. Tudo me pareceu acontecer a correr, as personagens não me interessaram e o show, don’t tell aconteceu precisamente ao contrário. Foi um caso óbvio de livro errado na altura errada, mas ainda assim fiquei com a nítida sensação que os livros desta autora já não são para mim.

 

Classificação: 0/5 – Não terminei


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.