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[Opinião] Sapho, de Alphonse Daudet

Autor: Alphonse Daudet
Título Original: Sapho (1884)
Editora: Booket
Páginas: 214
ISBN: 978722035293
Tradutor: Miguel Serras Pereira
Origem: Comprado

Sinopse: «…uma obra extraordinária, de uma imensa felicidade de expressão. E isto, para além de muito trabalho, exige um talento e uma capacidade de entender os mecanismos da alma que só um artista de eleição é capaz.» António Lobo Antunes
Em Paris, nos anos 20, Jean Gaussin, um jovem provençal que estuda para se tornar cônsul, como o seu ai, encontra Fanny, conhecida por todos os homens como Sapho.

Opinião: Descobri “Sapho”, história que é considerado um verdadeiro clássico da literatura mundial, através do escritor António Lobo Antunes, responsável pelo prefácio desta obra, e impulsionador de me originar uma enorme vontade em a ler. Há uns tempos atrás, a D. Quixote teve a ideia, entretanto abandonada, de organizar uma colecção de livros chamada de “Biblioteca António Lobo Antunes”, onde o escritor português aconselhava a edição de clássicos da sua preferência, fazendo um prefácio curto introdutório à obra. Foi mesmo dessa colecção que comprei o livro, mas só após ter lido uma reportagem sobre outro escritor é que nasceu a vontade de o ler definitivamente.

A história passa-se nos anos 20 e versa sobre um jovem rapaz, Jean Gaussin, frequentador da alta sociedade parisiense e estudante para se tornar Cônsul, que se apaixona por uma bela mulher madura, de nome Fanny, mas que é mais conhecida por Sapho.

Se no início se mostra um homem pouco interessado do amor dela, à medida que vai conhecendo o seu passado, um pouco duvidoso e com imensas relações amorosas, os ciúmes começam a apoderar-se dele, e a chama do seu amor começa a acender-se fortemente, procurando, por todos os meios, defender uma relação mal vista pela sociedade parisiense.

O livro é escrito daquela maneira tão pomposa e elegante que encontramos nos livros clássicos, sendo um verdadeiro tratado de amor, mas, acima de tudo, um guia do como pode entrar o ciúme numa relação. Também é uma lição de como os amores podem sobreviver mesmo quando as sociedades não estão “preparadas” para eles.

Por último, aqui não se encontram frases lamechas e sem sentido, quando a história tem tudo para que essas frases possam existir, mérito também na tradução feita por Miguel Serras Pereira. Gostei bastante e fiquei curioso em conhecer mais algumas obras de Daudet. – Ricardo

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.