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[Opinião] Nó de Sangue, de Agustín Sánchez Vidal

Autor: Agustín Sánchez Vidal
Título Original: Nudo de Sangre (2008)
Editora: Editorial Presença
Páginas: 442
ISBN: 9789722342919
Tradutor: Filipe Guerra
Origem: Recebido para crítica

Sinopse: Numa noite do ano de 1573, o misterioso e sombrio Buque Negro, desembarca na costa espanhola a sua carga clandestina procedente do Peru. Dois séculos mais tarde, em 1780, o engenheiro militar Sebastián de Fonseca e Umina, uma princesa inca, vêem-se atingidos em cheio por aquele acontecimento. Enredados numa trama de intrigas que se estende até aos Andes, trocam os salões e os teatros de Espanha pelo Peru selvagem e indómito para se embrenharem na busca da Cidade Perdida, Vilcabamba, e dos seus lendários tesouros. Congregando o melhor do romance histórico, do romance de aventura e da intriga amorosa, Nó de Sangue oferece-nos uma viagem apaixonante ao coração da cultura inca, aqui recriada com grande rigor e realismo nas suas lendas e mistérios, em dois momentos históricos distintos – nos últimos anos do império e no século XVIII. Duas épocas, duas culturas, duas histórias de amor distantes que acabam por confluir numa única e imensa homenagem à cultura andina.

Opinião: Quando peguei em ”Nó de Sangue” pensei que ele tivesse tudo para ser um livro que me surpreendesse, a sua sinopse espicaçou-me, e muito, a curiosidade, visto que o livro falaria de uma cultura pela qual eu tenho um enorme interesse: a cultura Inca.

Mas, quase nas primeiras páginas, não pude deixar de ficar um pouco desiludido. A trama principal era mais uma daquelas que proliferam nas livrarias, e que parecia já estar um pouco fora de moda. Um homem, familiar da personagem principal, aparece morto nu com uma inscrição desconhecida pintada no seu peito.

À medida que vamos avançando observamos que existe um código secreto que consegue ser a razão principal para que aconteça esse assassinato, sendo que a sua divulgação poderá comprometer muita gente.

Quem foi o(s) assassino(s)? Porquê mataram? Onde anda o código? O que é o código?, são algumas das perguntas que nos vão dando para adivinharmos nas páginas seguintes, neste livro que embora tenha uma componente histórica, é quase um policial dos modernos.

Apesar da história até ter alguns momentos agradáveis, confesso que já não tenho paciência para este tipo de livros (e logo eu que nem aprecio Dan Brown); penso que será um livro razoável para quem aprecia o género. Tem suspense, tem acção, tem História, e tem alguns capítulos que até se poderão considerar bem interessantes dada a sua capacidade de nos levar para uma época já distante e quase desconhecida para nós.

Talvez este livro tenha encontrado um leitor errado, ou simplesmente, me tenha encontrado na altura errada para o ler com atenção, e despreocupadamente, mas para um livro de quase 500 páginas, teria de ter mais motivos para me agarrar e para me dar algo novo, que é isso que procuro num livro, e este livro não foi capaz de o fazer parecendo-me um pouco desequilibrado. – Ricardo

Classificação: 5/10 – Razoável


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.