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Das traduções

Já desde há um tempo para cá que venho olhando com mais atenção para os nomes que costumam ser mais ou menos ignorados por quem lê: os tradutores. Isto deve-se não só ao facto de ter tido o azar de encontrar algumas más traduções (menos que as boas, felizmente), mas também porque tenho tido oportunidade de ter contacto directo com alguns tradutores, em fóruns e blogs, e fiquei sensibilizada para o trabalho que a tradução implica e que, na maioria das vezes, não é devidamente reconhecido. Faço desde já o mea culpa, porque muito raramente falo sobre as traduções nas minhas opiniões – espero corrigir isso em breve.


Nos últimos tempos, tenho andado empenhada em aperfeiçoar a minha lista de livros no GoodReads (se quiserem, podem consultar o meu perfil aqui – um dia destes faço um post a falar do GoodReads e afins em mais detalhe) e achei por bem adicionar o nome dos tradutores aos respectivos livros. Mas depressa confirmei algo que já suspeitava: é praticamente impossível encontrar na Internet o nome dos tradutores dos livros. Nas livrarias online (FNAC, Wook, etc.) é para esquecer; nos sites das editoras, ainda são poucas as que apresentam o nome do tradutor nas fichas dos livros – lembro-me, por exemplo, da Cavalo de Ferro ou da Difel. Já nem falo nos nomes originais dos livros, porque essa é outra guerra. Mas o facto de não ser possível consultar o nome do tradutor a não ser no próprio livro levanta questões quanto à importância que lhes é dada, e tudo acaba por ser um círculo vicioso: não se destaca o nome dos tradutores e por isso as pessoas não lhe dão importância… como as pessoas não ligam, as entidades competentes acham por bem não divulgar este aspecto. Faço desde já um apelo às editoras ou aos responsáveis pelas fichas dos livros em todos os sites que referi: por favor, disponibilizem o nome do tradutor. É uma forma não só de reconhecer o seu trabalho, mas também de ir sensibilizando os leitores para o trabalho que está por trás de todos os livros que lemos. Pessoalmente, é um factor a que dou cada vez mais importância – é que uma má tradução, por muito bom que o livro seja, consegue arruinar completamente a leitura. – Célia M.


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.