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[Opinião] A Doçura da Chuva, de Deborah Smith

Autor: Deborah Smith
Título Original: A Gentle Rain (2007)
Editora: Porto Editora
Páginas: 478
ISBN: 9789720041890
Tradutor: Elsa T.S. Vieira
Origem: Recebido para crítica

Sinopse: Kara Whittenbrook tinha uma vida privilegiada. Filha de dois ambientalistas famosos, cresceu entre a selva amazónica e os melhores colégios da elite americana.

Com a morte dos pais num acidente de aviação, torna-se herdeira, não só de uma enorme fortuna, mas também de um segredo que abalará por completo o seu mundo – o facto de ter sido adoptada.
Decidida a encontrar os seus pais biológicos, Kara parte para o Nordeste da Califórnia, onde conhecerá Ben Thocco, um rancheiro que vive rodeado de gente singular.
Em pouco tempo, ela fará parte de um universo diferente, que lhe abrirá as portas de um amor inesperado e de amizades genuínas, e a ajudará a tomar as mais difíceis decisões…
Em A Doçura da Chuva, Deborah Smith dá-nos a conhecer uma galeria de personagens cativantes, que nos envolvem e nos levam a reconhecer nos pequenos gestos do quotidiano as fontes da alegria e da felicidade.

Opinião: Com a morte dos seus pais, Kara Whittenbrook vê-se perante uma dura realidade: para além do facto de descobrir que foi adoptada, descobre também que os seus pais biológicos são deficientes mentais. Com o objectivo de conhecê-los e descobrir os motivos que os levaram a dá-la para adopção, Kara parte para o rancho da Flórida (e não Califórnia, como a sinopse refere) onde Mac e Lily residem.

Ao chegar ao rancho, Kara depara-se com um conjunto de pessoas muito especiais: para além de Ben Thocco, o dono do rancho com sangue índio, também lá se encontra um grupo de pessoas com deficiências mentais, que, a pouco e pouco, mostram a Kara as várias facetas do amor e da amizade.

É um livro que fala de podermos encontrar a felicidade nas coisas mais simples, que nos ensina que a sabedoria nem sempre está nas pessoas cultas e com estudos; transmite-nos valores tão importantes como a amizade e a tolerância e, para além disso, também fala na comunhão entre o Homem e a Natureza e no respeito que tantas vezes parece faltar nesta relação.

Gostei imenso do tom da escrita de Deborah Smith: sem grandes floreados e frequentemente com um tom humorístico, consegue ser muitas vezes decididamente tocante e carinhosa. Faz com que sintamos as personagens como nossas amigas e que desejemos do fundo do coração que sejam felizes.

Não é uma obra-prima de escrita ou de complexidade da história… mas emociona o leitor, fica no seu coração, faz com que ele pense na vida e na importância das coisas. É aqui que reside o valor deste livro. Adorei! 

Classificação: 9/10 – Excelente


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.