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[Opinião] Diego e Frida, de J.M.G Le Clézio

Autor: J.M.G. Le Clézio
Título Original: Diego et Frida (1993)
Editora: Relógio d’Água
Páginas: 214
ISBN: 9789727082261
Tradutor: Manuel Alberto
Origem: Comprado
Sinopse: Quando Frida Kahlo anunciou que iria casar-se com Diego Rivera, o seu pai logo soltou um comentário ácido: “Serão as núpcias de um elefante e de uma pomba.” Todos receberam com ceticismo a notícia do casamento da rapariga problemática e de saúde frágil com o génio dos murais mexicanos, duas vezes mais velho do que ela e com o triplo do seu peso, uma reputação de ogre sedutor, um comunista ateu com importante papel político no México revolucionário. Numa prosa lúcida e envolvente, Le Clézio percorre essa estranha história de amor que se constitui e é expressa pela pintura. E num dos momentos mais sensíveis do seu texto, descreve o momento no qual a parceria artística e amorosa se dilui quando, com 46 anos, Frida morre, deixando a insuportável lembrança do seu ardor, da sua beleza inquieta no reflexo de espelhos vazios. 
 
Opinião: Apesar de não ter um conhecimento muito profundo sobre a obra do laureado com o Prémio Nobel 2008, J. M. G. Le Clézio, recordo-me de já ter lido, há um bom tempo atrás, uma obra sua e de ter gostado.

“Diego e Frida” relata a história de amor de um dos casais mais famosos, e mais conturbados, mexicanos, Diego Rivera, um dos maiores pintores, principalmente de murais com propaganda comunista, e Frida Khalo, a pintora “maldita” e feminista com uma vida marcada por doenças , autora de vários quadros violentos e esquizofrénicos resultado duma vida de tormentos e contrariedades.

Recordo-me de ter lido com agrado e de ter apreciado a história desta relação, totalmente conturbada e, por vezes bastante violenta, mas onde o amor e a união entre o casal nos momentos mais complicados, principalmente devido à fragilidade da doença de Frida, sobrevive a tudo isso. É talvez a prova que o gelo e o fogo se podem dar bem, ou como uma relação entre duas pessoas com personalidades totalmente distintas podem fazer um casal feliz. Apesar de não ser um verdadeiro romance, e segundo os críticos não ser a sua melhor obra, é um livro que li com prazer, principalmente por ser de duas figuras míticas e de ser admirador das suas obras. Aconselhável para quem quer conhecer algo mais do autor, ou para quem tenha curiosidade em conhecer algo mais da vida comum deste dois grandes pintores. – Ricardo

«Esta história de amor inseparável da fé na revolução está ainda hoje viva porque se mistura com a luz particular do México, ao rumor da vida quotidiana, ao odor das ruas e dos mercados, à beleza das crianças nas casas empoeiradas, a esta espécie de langor nostálgico que ao crepúsculo se demora nos antigos monumentos e nas mais velhas árvores do mundo.» – retirado do blog LER


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.