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Arquivo da categoria ‘Europa-América’

[Opinião] Daisy Miller, de Henry James

Monday, July 22, 2013 Post de Célia

6321337Autor: Henry James
Título Original: Daisy Miller (1878)
Editora: Europa-América
Páginas: 93
ISBN: 9789721051577
Tradutor: Maria João Bento

Sinopse: Considerada uma das obras mais conhecidas de Harry James, o autor criou uma das suas mais encantadoras heroínas – honesta, moderna, liberal, coquete – e posicionou-a numa sociedade que a contempla com horror. Nas opulentas estâncias de veraneio europeias, os americanos que se encontram na Europa mantêm-se fiéis aos seus velhos costumes e tradições. Daisy Miller, com a sua franca honestidade e inocência de espírito, é desprezada por estes. Até mesmo para Winterbourne, o jovem «estudante» americano que conhece nas margens do Lago Genebra, ela é desregrada e, embora atraído para ela, sente que Daisy é demasiado dissoluta para uma sociedade requintada. A arrebatadora ingenuidade e liberalidade de Daisy Miller criam nesta obra um quadro inesquecível duma época que criou no nosso imaginário uma visão de Romantismo e Elegância.

 

Opinião: Lê-se num par de horas, esta novela de Henry James. Nunca tinha lido nada do clássico autor norte-americano e por isso decidi começar por uma história mais curta. Escrito em 1878, Daisy Miller tem como personagem principal a jovem americana que dá nome ao livro, cuja personalidade e aventuras são vistas pelos olhos do conterrâneo Frederick Winterbourne. 

 

Os dois conhecem-se num hotel na Suíça, quando Daisy e a família viajavam pela Europa. Frederick fica quase de imediato enamorado – ou talvez o termo mais exato seja fascinado – com a peculiar personalidade de Daisy. A jovem pertence a uma família algo desconsiderada pela sociedade europeia, para além de que é considerada namoradeira por não ter pejo em passear sozinha com homens, a que hora for. Os poucos dias que passam juntos são o suficiente para levar Frederick a viajar para Roma, uns meses mais tarde, onde Daisy se encontra, só para ficar a saber que ela não teve problemas em desfrutar da sua vida social e que continua a causar escândalos na sociedade.

 

Depois de terminar este pequeno livro, fiquei a pensar na evolução da sociedade nos 135 anos que passaram desde que este livro foi escrito. Os preconceitos, esses, continuam a existir, apesar de terem outra natureza. Felizmente que as mulheres podem, hoje em dia, fazer mais do que realmente querem da sua vida. O livro despoleta, por isso, reflexões interessantes no que respeita não só ao papel da mulher na sociedade da época, mas também à forma como eram vistas na altura as sociedades europeia e americana.

 

Gostei da escrita de Henry James; não achei que fosse complicada, apesar de ser claramente característica da época. Penso que é feita uma boa contextualização dos ambientes e as personagens são bem caracterizadas, mas pessoalmente não consegui sentir qualquer empatia por elas. Achei Daisy egoísta e mimada, apesar de muito provavelmente haver alguma inocência à mistura, e Frederick pareceu-me uma personagem desinteressante pela personalidade pouco memorável. Ainda assim fico curiosa para ler mais do autor.

 

Classificação: 2/5 – OK


Autor: Ursula K. Le Guin
Título Original: The Dispossessed: An Ambiguous Utopia (1974)
Editora: Europa-América (livros bolso)
Páginas: 156+156
ISBN: 9789721006126+9789721006133
Tradutor: Maria Freire da Cruz

Sinopse: No seu romance mais ambicioso e profético, Ursula K. Le Guin realizou um espantoso tour de force: a arrebatadora história de Shevek, um físico brilhante que tenta reunir sozinho dois planetas, separados um do outro por séculos de desconfiança. Anarres, a pátria de Shevek, é uma lua árida, colonizada por uma civilização anarquista utópica: Urras, o planeta-mãe, é um mundo muito semelhante à Terra, com as suas nações beligerantes, grande pobreza e imensa riqueza. Shevek arrisca tudo numa corajosa visita a Urras – para aprender, para ensinar, para partilhar. Mas a sua dádiva transforma-se em ameaça… e no conflito profundo que daí resulta, Shevek é forçado a reexaminar a sua filosofia de vida.

 

Opinião: Os Despojados é uma das obras mais emblemáticas de Ursula K. Le Guin: escrita em 1974, venceu vários prémios (entre eles o Hugo e o Nebula, dos mais importantes dentro da ficção especulativa), mas obteve igualmente reconhecimento fora do âmbito da chamada genre fiction

 

Há algum tempo que tinha vontade de experimentar outra coisa desta autora desde Lavínia, que não me convenceu. Algumas recomendações (especialmente a da White Lady) foram o empurrão necessário. Apesar de ser uma história independente, Os Despojados faz parte do chamado Ciclo Hainish, quase todo publicado em português.

 

A história deste livro decorre em dois planetas fictícios: Urras e Anarres. O primeiro, bastante semelhante à Terra, é um planeta rico em termos de recursos naturais, mas também marcado pelos constantes conflitos entre os seus povos; Anarres é a lua de Urras, um planeta inóspito, que uma facção dissidente de urrasti decidiu colonizar a fim de lá implementar uma sociedade igualitária, baseada no anarquismo e na partilha de bens. Neste contexto, o leitor toma contacto com a personagem central, o físico anarresti Shevek, que no início do livro ruma a Urras, tornando-se assim o primeiro anarresti a fazê-lo.

 

O livro alterna entre capítulos onde a ação decorre num e noutro planeta, mas não de forma linear. Em Anarres, acompanhamos os acontecimentos da vida de Shevek antes de rumar a Urras; nos capítulos deste último, percebemos como decorre a chegada a este novo planeta, as dificuldades que sentiu, e todas as ilusões e desilusões que experienciou.

 

O que mais me agradou neste livro foi a riqueza em termos de temas para reflexão. Através da construção de dois mundos fictícios (ou nem tanto assim, pelo menos no que respeita a Urras) que se posicionam praticamente em extremos opostos, a autora faz com que reflitamos na imperfeição de ambos e que nos questionemos sobre o que realmente é a liberdade e o livre-arbítrio do indivíduo inserido numa sociedade. Dentro da temática social, o livro foca também o tema da inevitabilidade da existência de estruturas de poder. Mas os temas tratados vão muito para além disto: reflete-se sobre a importância dos recursos naturais e sobre a natureza das relações humanas, já para não falar da importante teorias físicas sobre o tempo (tema sobre o qual pouco percebo e que me fez compreender um pouco pior certas secções do livro).

 

Durante praticamente toda a leitura, senti que as personagens e a forma como estes mundos foram construídos eram bastante reais e achei a escrita de Ursula K. Le Guin muito acima da média. Talvez não o tenha lido na fase mais propícia da minha vida, mas ainda assim foi um livro que me fez pensar e que penso estar mais atual do que nunca, tendo em conta o contexto presente. 

 

E, dia a dia, a vida é uma tarefa difícil, cansas-te, perdes o padrão. Precisas da distância, do intervalo. A maneira de ver como a Terra é bela é vê-la da Lua. A maneira de ver como a vida é bela é vê-la do melhor miradouro, a morte.

 

Veredicto final: Um livro que brilha pela forma intemporal como retrata os dilemas de encontrar a sociedade ideal, com o equilíbrio na distribuição de recursos. A acompanhar isto, uma escrita notável e um rol de personagens marcantes. Recomendado.

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante

 

Outros livros da autora:

 

  • Lavínia

 


A Dama de Espadas

Thursday, July 8, 2010 Post de Célia

Autor: Alexander Pushkin
Título Original: The Queen of Spades (1834)
Editora: Europa-América (livro de bolso)
Páginas: 73
ISBN: 9789721055759
Tradutor: José Marinho

Sinopse
A velha condessa Ana Fédotovna, na sua juventude apelidade de Vénus Moscovita, esconde um segredo… um segredo que pode tornar qualquer homem milionário ou destruir-lhe a vida. Numa noite longa, durante um jogo de cartas, Tomski, o neto da condessa, confidencia aos amigos parte do segredo da avó. Mas, entre eles está o ambicioso Hermann, rapaz sem escrúpulos que vai tentar descobrir o segredo para se tornar no homem mais rico do mundo. Pelo meio, não hesitará em levar quase à loucura Lisavete Ivanovna, a singela dama de companhia da condessa.

Opinião
A Dama de Espadas é um conto do escritor russo Alexander Pushkin, considerado por muitos o nome maior da poesia russa e fundador da literatura russa moderna. Nunca tinha lido nada de sua autoria e o meu conhecimento em relação a literatura russo é bastante parco, portanto pareceu-me interessante pegar neste pequeno livro, que já tinha por ler há bastante tempo.

Este conto, que se lê num par de horas, centra-se num segredo detido por uma velha condessa, que promete fazer com que quem o conheça enriqueça desmesuradamente, pois permitiria vencer facilmente jogos de cartas que envolviam grandes quantidades de dinheiro, e logo enriquecer o seu detentor. Durante um desses jogos de cartas, no qual participava o neto da velha condessa, este decide contar aos companheiros que a avó está na posse desse segredo, mas não o revelou a ninguém. Hermann, um jovem ambicioso que durante os jogos de cartas se limitiva a ver os companheiros jogar, por falta de dinheiro para investir, decide tentar chegar à velha condessa e obrigá-la a revelhar-lhe o seu segredo, mesmo que para isso tenha de enganar e magoar a jovem Lisavete, companhia da condessa.

Este é um conto que tem a avareza por tema principal, e apresenta-a, no final de contas, como uma pobre opção de vida. Tratando-de se ficção curta, o desenvolvimento da história e das personagens não é grande, mas ainda assim é possível entrever alguma caracterização da sociedade russa da capital da altura, S. Petersburgo. Gostei, mas não foi particularmente marcante; espero poder vir a conhecer um pouco mais da obra deste escritor no futuro.

Como nota final, deixo aqui a curiosidade que esta história foi transformada em duas óperas, uma de Tchaikovsky (The Queen of Spades) e outra de Franz von Suppé (Pique Dame). – Célia M.

5/10 – Razoável

Livro n.º 58 de 2010


O Calafrio

Tuesday, June 29, 2010 Post de Célia

Autor: Henry James
Título Original: The Turn of The Screw (1898)
Editora: Publicações Europa-América (Bolso)
Páginas: 112
ISBN: 9789721050570
Tradutor: Lucília Maria de Deus Mateus Rodrigues

Sinopse
Uma jovem preceptora aceita um cargo que lhe parece vir a ser ideal: o de cuidar de duas crianças órfãs, de grande docilidade, beleza e inteligência. Mas a sua felicidade com o lugar que conseguiu em breve vai desvanecer-se. Especialmente quando vê pessoas estranhas a rondar a casa à procura de algo ou de alguém. E especialmente quando vem a descobrir que essas pessoas estão mortas. O Calafrio é uma história de fantasmas, arrepiante e pouco convencional, onde os acontecimentos são abertos a diversas interpretações. São os fantasmas um perigo real para as crianças ou não passam do produto da imaginação de uma mulher solitária?

Opinião
O Calafrio, um clássico com mais de 100 anos, é uma das obras mais marcantes de Henry James. Este pequeno conto de terror conta a história de uma jovem que consegue um lugar de preceptora de duas crianças órfãs, numa antiga casa inglesa na localidade de Bly (Essex). Com instruções expressas para nunca incomodar o tio e guardião dos seus pupilos, a jovem compromete-se em levar a sua missão até ao fim. Quando conhece as crianças, Flora e Miles, a preceptora acredita que a sorte a abençoou, pois elas são as mais angélicas e bondosas das criaturas.

No entanto, a jovem cedo perde as suas expectativas de felicidade em Bly, assim que começa a ter estranhas visões. Com uma regularidade assustadora, começa a ver pessoas a rondar a casa – pessoas que estão mortas. Embora nunca tenha acreditado em fantasmas anteriormente, à medida que conhece a história da casa e das pessoas que nela viveram, começa a suspeitar de que algo está tremendamente errado. O mal está presente e até as crianças parecem ter consciência disso. O horror cresce quando consegue descobrir a aparente razão por detrás destas visões.

Contado na primeira pessoa, neste caso na perspectiva da própria preceptora, o leitor apenas sabe dos factos que são por ela narrados. E enquanto vemos todas as situações através dos seus olhos, há elementos que estão claramente (talvez propositadamente) fora do nosso alcance e poderão escapar ao nosso pensamento. Assim sendo, é legítimo pensar-se se, de facto, as suas visões são verdadeiras e estamos na presença de fantasmas ou se são apenas fruto da sua fértil imaginação.

Objecto de aceso debate ao longo dos anos, O Calafrio, que inicialmente pode parecer uma típica história de fantasmas, é uma narrativa complexa e aberta a diferentes interpretações. Num cenário surrealista e com uma escrita em ritmo lento mas sublime, cabe a cada leitor encontrar o seu fantasma neste brilhante conto. O final exige uma ou várias releituras – e provoca um verdadeiro arrepio – para que o mistério intemporal que James nos deixou em herança possa ser inteiramente entendido. Esta obra insere-se naquela que é considerada como a segunda fase da sua obra literária, caracterizada sobretudo pela criação de pequenos contos e peças de teatro.

O livro teve já diversas adaptações, sobretudo cinematográficas, e entre elas estão: uma adaptação para a televisão britânica em 1999, The Turn of the Screw, com Colin Firth como o guardião (master) das crianças; o filme The Others (Os Outros) em 2001, que foi parcialmente baseado no livro e teve Nicole Kidman como protagonista; e ainda, em 2006, o filme In a Dark Place (Lugares Escuros) com Leelee Sobieski. – Sofia Martins

8/10 – Muito Bom


O Monte dos Vendavais

Thursday, April 8, 2010 Post de Célia

Autor: Emily Brontë
Título Original: Wuthering Heights (1847)
Editora: Europa-América
Páginas: 258
ISBN:9789721014923
Tradutor: Maria Franco e Cabral do Nascimento

Sinopse
A acção deste clássico da literatura inglesa decorre num ambiente rude e agreste, tendo como paisagem os montes de Yorkshire, onde Emily Brontë viveu durante muitos anos.
Por isso, o trágico drama de O Monte dos Ventos Uivantes atinge o cume de uma autobiografia em que a infância e adolescência de Emily, carregadas por uma imaginação fantástica, desempenham lugar de relevo no desenrolar desta história. A paixão de Catherine e o amor de Heathcliff assinalam de forma flagrante o fio romanesco desta obra.
Emily Brontë criou uma obra que é, sem dúvida, a expressão mais genuína, profunda e ambiguamente sofrida da alma inglesa.

Opinião
O Monte dos Vendavais (também publicado por cá com o título O Monte dos Ventos Uivantes ou O Alto dos Vendavais) é daquele tipo de livros que, pela sua fama e inúmeras adaptações ao cinema, já fazem parte do imaginário colectivo, mesmo para quem ainda não teve oportunidade de o ler. A minha oportunidade surgiu agora, numa leitura conjunta espontânea que decorreu no nosso fórum.

Esta foi a única obra escrita por Emily Brontë, e a sua primeira publicação em 1847 foi feita sob o pseudónimo Ellis Bell. Emily é uma das três irmãs Brontë, para além de Charlotte e Anne, ambas também autoras de obras reconhecidas pelo público e crítica (por exemplo, Jane Eyre e Agnes Grey, respectivamente). Muitas vezes apresentada como a história de amor entre Heathcliff e Catherine, O Monte dos Vendavais é, na minha opinião e acima de tudo, uma história marcada pela vingança, pelo ódio e pela obsessão.

Tudo começa em 1801, com a chegada do Sr. Lockwood à Herdade dos Tordos, para passar uma temporada nos ares do campo. Lockwood dirige-se então à propriedade do Monte dos Vendavais, onde residia o seu senhoria, o Sr. Heathcliff, a fim de se dar a conhecer e tratar com ele assuntos relativos ao aluguer da casa. Ao chegar lá, é confrontado com uma casa pouco acolhedora, pessoas muito pouco simpáticas e hospitaleiras e, acima de tudo, estranhamente misteriosas. Tanto Lockwood como o leitor são confrontados com este ambiente hostil, e a noite que lá passa permite que comecemos a tomar contacto com alguns pequenos detalhes que deixam entrever uma história no passado cheia de desgraças.

Quando regressa à Herdade dos Tordos, e por se encontrar a convalescer, Lockwood pede à governanta Nelly Dean que lhe conte o que sabe sobre Heathcliff, e é pela sua voz que o leitor é levado ao passado e conhece a estranha e negra história de Catherine Earnshaw e Heathcliff, cuja influência se estendeu aos seus descendentes. Precisamente por “ouvirmos” a história contada por uma terceira pessoa, existem sempre detalhes que desconhecemos, especialmente no que diz respeito às motivações por detrás dos actos das personagens principais, que apenas podemos adivinhar.

Já por diversas vezes tenho dito que as expectativas são o pior inimigo no que às leituras diz respeito, tal como na vida. Eu não sei ao certo o que esperava deste livro, mas sei que era muito diferente do que encontrei: um ambiente negro e deprimente, personagens marcadas pelo exacerbamento da insanidade e do orgulho, que, ao invés de lutarem pela sua felicidade, apenas provocam destruição e infortúnio nas pessoas que amam. Todo este ambiente domina o livro e é acompanhado pelos elementos e pela paisagem que rodeia as personagens, diria que de uma forma magistral. De facto, foi precisamente a forma como a autora transmite esta envolvência e opressão o aspecto que achei mais bem conseguido neste livro.

Quanto às personagens e ao enredo, tenho de confessar que não me consegui identificar com as primeiras e não posso dizer que tenha gostado particularmente do segundo. Suponho que isto tem a ver com estados de espírito, personalidade e as particularidades únicas que fascinam cada leitor, permitindo que, perante o mesmo livro, uns adorem e outros detestem. Não fiquei em nenhum desses dois extremos com este livro e posso dizer que compreendo, de certo modo, o fascínio e atracção que este livro possa exercer sob determinados leitores, mas comigo não funcionou muito bem, porque não é o tipo de histórias que mais me cativa.

Uma última nota para a edição que li, um livro de bolso da Europa-América. Não tenho grandes reparos a fazer à tradução e também não encontrei muitas gralhas, mas definitivamente a letra minúscula não facilita a leitura. Se estiverem interessados no livro, comprem outra edição. – Célia M.

7/10 – Bom

Livro n.º 30 de 2010