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Arquivo da categoria ‘Editorial Presença’

[Opinião] A Vida na Porta do Frigorífico, de Alice Kuipers

Sexta-feira, Julho 10, 2015 Post de Célia

7348869Autor: Alice Kuipers
Título Original:
Life on the Refrigerator Door: Notes Between a Mother and Daughter (2007)
Editora: Editorial Presença
Páginas: 240
ISBN: 9789722342469
Tradutor: Rita Graña

 

Sinopse: Marie-Laure é uma jovem cega que vive com o pai, o encarregado das chaves do Museu Nacional de História Natural em Paris. Quando as tropas de Hitler ocupam a França, pai e filha refugiam-se na cidade fortificada de Saint-Malo, levando com eles uma joia valiosíssima do museu, que carrega uma maldição. Werner Pfenning é um órfão alemão com um fascínio por rádios, talento que não passou despercebido à temida escola militar da Juventude Hitleriana. Seguindo o exército alemão por uma Europa em guerra, Werner chega a Saint-Malo na véspera do Dia D, onde, inevitavelmente, o seu destino se cruza com o de Marie-Laure, numa comovente combinação de amizade, inocência e humanidade num tempo de ódio e de trevas.

 

Opinião: Não estava nos meus planos ler este livro, e se não tivesse vindo de oferta com outro que comprei provavelmente nunca o teria lido. Não escondo que só lhe peguei agora porque é uma leitura rápida.

 

Basicamente, a autora tenta contar a história de uma mãe e sua filha adolescente num período complicado das suas vidas. Elizabeth é médica obstetra, os seus horários são muito errantes, e é por isso que as duas deixam frequentemente mensagens curtas para a outra na porta do frigorífico. É a partir destas mensagens que acompanhamos a forma como elas lidam com a falta de tempo entre as duas, as vicissitudes típicas da adolescência e a descoberta que a mãe tem cancro da mama.

 

Como já disse, o livro lê-se num instantinho, porque cada nota ocupa uma página e às vezes só tem uma linha. Pessoalmente, acho que o estilo epistolar não se adequa bem a notas curtinhas, pelo simples facto de que a falta de informação não permite à história nem às personagens ganharem profundidade. Não tive tempo para me preocupar com o destino das personagens, porque as conheci mal. O acontecimento dramático perto do final não teve praticamente efeitos em mim, foi como ler num jornal sobre pessoas que não conhecia.

 

Apesar de a autora tentar por várias vezes justificar porque falam as duas via notas coladas no frigorífico (as suas ocupações não as deixam passar juntas tanto tempo como gostariam), acaba por ser estranho este meio de comunicação numa era em que toda a gente tem telemóvel (já assim era em 2007, quando o livro foi publicado). Acaba por emprestar à história um tom de certo modo artificial.

 

Resumindo, não foi de todo um livro que me tivesse marcado. Lê-se, apenas. Esteve na minha cabeça durante o tempo em que o li, mas o mais certo é ser esquecido em breve.

 

 

Classificação: 2/5 – OK

 


[Opinião] Toda a Luz que Não Podemos Ver, de Anthony Doerr

Terça-feira, Julho 7, 2015 Post de Célia

25458847Autor: Anthony Doerr
Título Original:
All the Light We Cannot See (2014)
Editora: Editorial Presença
Páginas: 520
ISBN: 9789722355438
Tradutor: Manuel Alberto Vieira

 

Sinopse: Marie-Laure é uma jovem cega que vive com o pai, o encarregado das chaves do Museu Nacional de História Natural em Paris. Quando as tropas de Hitler ocupam a França, pai e filha refugiam-se na cidade fortificada de Saint-Malo, levando com eles uma joia valiosíssima do museu, que carrega uma maldição. Werner Pfenning é um órfão alemão com um fascínio por rádios, talento que não passou despercebido à temida escola militar da Juventude Hitleriana. Seguindo o exército alemão por uma Europa em guerra, Werner chega a Saint-Malo na véspera do Dia D, onde, inevitavelmente, o seu destino se cruza com o de Marie-Laure, numa comovente combinação de amizade, inocência e humanidade num tempo de ódio e de trevas.

 

Opinião: Já li vários livros de ficção que decorriam na Segunda Guerra Mundial. É um contexto naturalmente apreciado por escritores, devido não só às possibilidades que um período de guerra oferece, mas também por causa da sua magnitude e horrores associados, não esquecendo a maior facilidade que é obter informação sobre o mesmo. Dito isto, e porque abundam livros tendo como background a Segunda Guerra Mundial, é preciso um pouco mais para me cativar e surpreender. Espera isso de Toda a Luz que Não Podemos Ver, em especial devido a opiniões positivas que venho lendo, mas infelizmente não correspondeu às expectativas.

 

A história é contada na perspetiva de dois adolescentes, uma rapariga francesa cega e um inteligente rapaz alemão. Os capítulos vão alternando não só entre eles, mas também no tempo, com alguns anos de diferença. Marie-Laure vive com o pai em Paris e vê-se obrigada a fugir com ele para Saint-Malo, no norte do país, para se abrigarem quando a capital de França é tomada pelos alemães. Werner ingressa numa escola da juventude hitleriana e que, depois de passar por diversas vicissitudes na guerra, acaba por ir parar também a Saint-Malo. Não pensem que isto é spoiler, pois o livro inicia-se na véspera do Dia D, quando ambos estão naquela cidade, sendo que depois o autor volta atrás para relatar o percurso de ambos.

 

Já tenho dito por aqui que gosto de histórias que vão alternando linhas temporais. Mas também digo que isto tem de ser extremamente bem construído, com as linhas temporais a entrecruzarem-se de forma a que o leitor sinta vontade de perceber qual o desenlace e a ligação entre as duas. Ora, neste livro a expectativa maior é perceber quando se dará o encontro dos dois protagonistas e qual o seu impacto. Esperei durante mais de 80% do livro e quando finalmente aconteceu soube-me a pouco. Existe também um diamante que assume um papel principal na história, mas penso que lhe terá sido dado demasiado destaque tendo em conta o final.

 

É certo que o autor tem uma prosa bela, e consegue introduzir no livro passagens daquelas que dá vontade de guardar. Mas às vezes também parece que lá estão a mais, só porque sim, sem nenhum objetivo concreto. Nota-se que o autor fez uma boa pesquisa, e isso é de louvar, mas pessoalmente falhou-me na construção de personagens que parecessem reais. Werner pareceu-me sempre demasiado indiferente, não sendo a favor mas também não sendo contra a ideologia e atos nazis. Diz-se algures que Werner e Marie-Laure foram obrigados a passar para a idade adulta, mas eu tive dificuldade em avaliá-los desse modo tendo em conta as suas ações: pareceram-me quase sempre demasiado ligados à sua infância. Isto significa também que não senti propriamente um desenvolvimento das personagens, talvez com exceção da parte final.

 

Apesar de todos estes handicaps, não posso dizer que não gostei do livro. Entreteve, provocou-me curiosidade quanto ao desenlace final, e gostei da escrita do autor a espaços. Mas sem dúvida que, perante todo o hype que o envolve, esperava muito mais.

 

Classificação: 3/5 – Gostei

 


[Opinião] O Pintassilgo, de Donna Tartt

Sexta-feira, Fevereiro 20, 2015 Post de Célia

1507-1Autor: Donna Tartt
Título Original:
The Goldfinch (2013)
Editora: Editorial Presença
Páginas: 896
ISBN: 9789722353663
Tradutor: Ana Saldanha

 

Sinopse: Theo Decker, um adolescente de 13 anos, vive em Nova Iorque com a mãe com quem partilha uma relação muito próxima e que é a figura parental única, após a separação dos pais pouco antes do trágico acontecimento que dá início a este romance. Theo sobrevive inexplicavelmente ao acidente em que a mãe morre, no dia em que visitavam o Metropolitan Museum. Abandonado pelo pai, Theo é levado para casa da família de um amigo rico. Mas Theo tem dificuldade em se adaptar à sua nova vida em Park Avenue, e sente a falta da mãe como uma dor intolerável. É neste contexto que uma pequena e misteriosa pintura que ela lhe tinha revelado no dia em que morreu se vai impondo a Theo como uma obsessão. E será essa pintura que finalmente, já adulto, o conduzirá a entrar no submundo do crime.

 

Opinião: Ultimamente tenho lido poucos calhamaços; isto deve-se a uma série de motivos, sendo o principal deles o “medo” de me comprometer em leituras tão longas e que me exigem uma dose de esforço adicional para depois correr o risco de não as apreciar por aí além e dar o meu tempo por perdido. Depois, porque implicam – ainda que a nível do subconsciente – com a minha vontade enorme de reduzir a pilha, porque acho sempre que vou demorar séculos a terminar o livro, tempo que poderia gastar a ler outros 2 ou 3. Ao ler o que acabei de escrever, dou-me conta que isto parece um tremendo disparate, até porque muitas vezes um único livro vale umas 10 leituras mais fracas, mas tenho de ser sincera e atualmente é isto que sinto. 

 

O Pintassilgo tem quase 900 páginas e antes de começar a lê-lo ainda tive algumas dúvidas sobre aquilo em que me estava a meter, mas de qualquer modo decidi prosseguir. A história é contada na primeira pessoa por Theo Decker, que no início do livro, na idade adulta, percebemos estar numa situação complicada, devido a uma famosa pintura. Theo decide voltar atrás no tempo e contar-nos a sua história, a partir do dia em que tudo mudou, quando perdeu a sua mãe num ataque terrorista num museu. Antes do ataque, Theo pôde ouvir a sua mãe discorrer sobre uma das poucas pinturas que sobreviveram do pintor holandês Carel Fabritius, pupilo de Rembrandt e professor de Vermeer, de seu nome O Pintassilgo. Theo relata-nos a sua vida após a perda da mãe e até ao presente, o que inclui passagens por casa de amigos e do seu pai distante, enquanto passa pelas loucuras da adolescência e da descoberta do seu eu.

 

É um livro longo, muito longo, mas nem por isso complicado de ler. Donna Tartt escreve muito bem, é possível encontrar passagens belíssimas ao longo do livro, daquelas que temos vontade de guardar num caderno de citações (ou, pelo menos, era o que eu faria se tivesse um). Um relato na primeira pessoa é sempre complicado e pode ter algumas armadilhas difíceis de resolver, mas pareceu-me que a autora encarnou muito bem o papel e teve especial sucesso em captar os sentimentos do luto recente, o “e se?” que por vezes consome e magoa, e de um modo geral o que é crescer-se com sintomas de stress pós-traumático. Depois, toda a ligação de Theo com a pintura é extremamente bem conseguida, e percebemos facilmente que funciona como uma âncora, como um ponto de ligação a uma vida outrora feliz; como ele próprio afirma, “se os nossos segredos nos definem, em oposição ao rosto que mostramos ao mundo: então o quadro era o segredo que me erguia acima da superfície da vida e me permitia saber quem sou.” 

 

A extensão do livro revela-se frequentemente um pau de dois bicos: se, por um lado, permite ao autor espaço para detalhes (com maior ou menor importância para o enredo, mas que são a sua imagem) e ao leitor a possibilidade de mergulhar profundamente na história, por outro lado a dificuldade em se conseguir equilíbrio no nível de interesse que os vários pontos narrativos suscitam, faz com que o leitor corra o risco de uma ou outra vez perder o interesse na história. Ou, pelo menos, foi isso que me aconteceu. De um modo geral, foi uma história que segui com bastante interesse e que várias vezes me cativou por completo, mas houve outras tantas em que dei por mim a pensar na utilidade do que estava a ler para o enredo principal e a desejar que passássemos rapidamente à frente.

 

Ainda assim, o balanço final é bastante positivo. É uma história muito bem escrita, com pontos de reflexão importantes, como o limite ténue entre o bem e o mal ou a forma pessoal como a arte deve ser encarada, e que peca apenas, na minha opinião, por ser um pouco longa demais. Recomendo.

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


6493972Autor: Joaquim Magalhães de Castro
Ano de Publicação:
2009
Editora: Editorial Presença
Páginas: 244
ISBN: 9789722341233

 

Sinopse: Mar das Especiarias é um livro fascinante que combina o melhor da narrativa de viagens com uma aventura em busca de uma herança com séculos de existência. Quase quinhentos anos depois de os primeiros portugueses terem chegado às ilhas Molucas, Joaquim Magalhães de Castro embarca numa viagem de contornos e sabores exóticos com o objectivo de seguir o rasto dos nossos antepassados no arquipélago indonésio. O resultado da investigação é um reencontro surpreendente de culturas distantes, mas indubitavelmente partilhadas. Mar das Especiarias é assim uma obra que assume verdadeira importância na divulgação do nosso património colectivo e que se lê com imensa curiosidade e prazer.

 

Opinião: Ganhei este livro num passatempo, há alguns anos, mas para ser sincera já nem sei porque participei, uma vez que livros de viagens não são propriamente um género que leia com muita frequência, podendo mesmo dizer que se contam pelos dedos de uma mão os que li. Mas sou a favor da diversidade nas leituras e como este ano estou a tentar ler mais coisas de autores portugueses, decidi pegar-lhe.

 

Mar de Especiarias regista a viagem que Joaquim Magalhães de Castro empreendeu a algumas ilhas indonésias em busca de vestígios da passagem portuguesa, nos séculos XVI e XVII, até terem de lá saído por força da chegada dos holandeses. Não era uma faceta dos descobrimentos portugueses que conhecesse minimamente bem, até porque na escola se destaca mais a chegada às Américas e às Índias, por isso foi com alguma surpresa que comecei a ler este livro e a perceber que, em especial no que toca à herança linguística, a presença portuguesa continua a ter bastante impacto. 

 

Tratando-se de um país tão distante, foi interessante descobrir que apelidos tipicamente portugueses, por vezes com ligeiras alterações (Silva, Pareira, etc.), estão tão disseminados. Mas outras coisas foram herdadas da passagem portuguesa por aquelas ilhas: música, dança e mesmo traços físicos; infelizmente, das fortalezas portuguesas ou outros edifícios pouco resta para além de algumas ruínas, canhões e sinos. As variadas fotos que acompanham o relato são excelentes e ajudam a visualizar o que vamos lendo.

 

Foi um livro que comecei a ler com bastante interesse, mas este foi esmorecendo à medida que avançava na leitura. Isto ocorreu devido a diversos fatores, entre eles o facto de estar sempre à espera de uma descoberta com impacto, mas as passagens pelas localidades das diversas ilhas não apresentaram grandes novidades entre si, até que começou a parecer-me tudo mais do mesmo. A grande profusão de nomes de localidades também não ajudou, e apesar de as considerar necessárias acabaram por me baralhar – mesmo tendo em conta a inclusão de um mapa, no início do livro, com a rota da viagem. 

 

Acabou por me parecer um livro com informações interessantes, mas com um relato que às tantas se torna algo aborrecido pela repetição. Para além disso, o pouco tempo que o autor dedicou à visita a várias localidades (por motivos alheios a si) acabou por não deixar que a investigação tivesse a profundidade e o detalhe desejados e que, como o próprio autor refere, fosse “como se começasse a puxar apenas o fio a uma longa, muito longa meada.

 

No final de contas, foi uma leitura que valeu pelo que aprendi, mas da qual esperava mais.

 

Classificação: 2/5 – OK


[Opinião] Endgame – A Chamada, de James Frey e Nils Johnson-Shelton

Segunda-feira, Janeiro 12, 2015 Post de Célia

23298142Autor: James Frey e Nils Johnson-Shelton
Título Original:
Endgame: The Calling (2014)
Série: Endgame #1
Editora: Editorial Presença
Páginas: 464
ISBN: 9789722353984
Tradutor: Maria João Afonso

 

Sinopse: Eles chegaram à Terra há 12 mil anos. Vieram dos céus e criaram a humanidade. Quando se foram embora deixaram um aviso: um dia iriam voltar… E quando voltassem, teria início o grande jogo, o Endgame. Ao longo de dez mil anos, as doze linhagens originais existiram em segredo, mantendo sempre, cada uma delas, um jogador preparado para entrar em ação a qualquer momento. Agora que eles voltaram, os doze jovens jogadores estão a postos para entrarem no grande jogo que decidirá o futuro do planeta e da humanidade. Mas só um pode vencer: quem encontrar primeiro as três chaves escondidas algures na Terra. E é sobre a busca da primeira chave que se centra este primeiro livro da série.

 

Opinião: Endgame – A Chamada é um livro que tem insistentemente sido comparado à série “Os Jogos da Fome”, pelo género em que se insere (ficção científica para jovens adultos) e pelo facto de o enredo contar com uma luta violenta que se irá desenrolar entre 12 jovens. Percebo a referência – que poderá servir tanto para denegrir este livro como uma mera imitação como para fazer com que seja falado e, consequentemente, lido – mas o que me interessou nesta história foi a sua premissa, antes de ter traçado qualquer comparação. Afinal de contas, haverá poucos temas ou elementos de enredo na ficção que não tenham ainda sido utilizados, pelo que mais do que conceitos base interessa ver o que se faz com eles.

 

Neste livro, parte-se da premissa de que a humanidade foi criada por seres alienígenas há 12.000 anos, altura em que apareceram seres humanos de 12 linhagens diferentes. Desde então, ficou o aviso que um dia seria jogado o Endgame, pelo que cada uma dessas linhagens deveria ter o seu Jogador, com idade entre os 13 e os 20 anos, pronto a entrar nesse jogo mortífero, que decidiria qual das linhagens permaneceria viva. A caída de vários meteoritos em diversos pontos do globo é como que uma convocatória aos vários jogadores que Endgame irá começar, e depressa descobrem que o jogo consistirá em encontrar 3 chaves escondidas em todo o planeta.

 

Este primeiro volume do que se prevê ser uma trilogia trata da busca pela primeira dessas três chaves, a chave da Terra. A estrutura adotada é a de múltiplos pontos de vistas de entre os vários Jogadores, apesar de alguns terem mais destaque que outros, em especial a rapariga norte-americana, Sarah Alopay. Para encontrar a primeira chave, os vários Jogadores formam várias (instáveis) alianças entre si à medida que vão avançando na sua demanda.

 

A escrita é bastante cinematográfica, sem grandes floreados. Penso que os autores decidiram focar-se no conteúdo e não na forma, o que não sendo necessariamente mau poderia funcionar contra eles caso o enredo não fosse muito interessante. Se é interessante? Tem os seus momentos. Achei a premissa da história cativante, especialmente no que se refere à nova mitologia da criação da humanidade e das civilizações, mas nem sempre me pareceu que a história tenha sido desenvolvida de uma forma equilibrada, com as doses certas de ação, presença de enigmas e desenvolvimento de personagens. Por vezes, o foco na ação e na sucessão de enigmas é tão premente que não dá espaço a esse tal equilíbrio. Mas lê-se com interesse e o final ganha alguns pontos por não ser completamente previsível.

 

Duas notas antes de terminar a opinião: mexeu-me com os nervos as opções do tradutor/revisor deste livro relativamente a medidas. Confirmei que são os próprios autores que umas vezes falam em centímetros e outras em pés, mas para um leitor português falar-se em pés é a mesma coisa que nada, porque raros serão aqueles que tenham presentes a conversão para centímetros/metros. Por outro lado, há demasiadas notas de rodapé e algumas delas bastante inúteis como uma que contém apenas um link para uma página da wikipedia.

 

A segunda nota é que está a decorrer um concurso a nível internacional, em que o prémio é 500.000$ em ouro, sendo que algumas pistas poderão ser encontradas no próprio livro.

 

Classificação: 3/5 – Gostei