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Arquivo da categoria ‘Editorial Presença’

[Opinião] Longbourn – Amor e Coragem, de Jo Baker

Wednesday, July 23, 2014 Post de Célia

21797502Autor: Jo Baker
Título Original:
Longbourn (2013)
Editora: Editorial Presença
Páginas: 392
ISBN: 9789722352499
Tradutor: Maria João da Rocha Afonso

 

Sinopse: Para todos os que admiram a obra de Jane Austen, esta é uma oportunidade única de revisitar o seu universo, mais concretamente o de Orgulho e Preconceito, mas numa perspetiva completamente nova. Jo Baker conseguiu a proeza de pegar num clássico e reimaginá-lo, com brilhantismo, a partir do ponto de vista dos criados. Enquanto no andar de cima tudo gira em torno das perspetivas de casamento das meninas Bennet, no andar de baixo os criados vivem os seus próprios dramas pessoais, as suas paixões e angústias. À semelhança da obra que a inspirou, também Longbourn é uma história de amor apaixonante e uma comédia social inteligente, que nos dá a conhecer o quotidiano daqueles que serviam nas mansões rurais inglesas do século XIX. Uma obra admirável, que capta na perfeição a atmosfera da Inglaterra de Jane Austen.

 

Opinião: Orgulho e Preconceito é dos livros mais lidos e amados de sempre, por isso não é surpresa que se multipliquem, mesmo depois de mais de 200 anos decorridos da sua publicação original, os livros publicados que, de algum modo, se relacionem com a famosa história. Este Longbourn – Amor e Coragem (poderiam ter arranjado um subtítulo pior que este?) apresenta-nos não uma nova perspetiva do enredo, mas a história paralela dos criados que serviam em Longbourn, a residência da família Bennet, prometendo uma interação entre upstairs e downstairs com um nível de interesse ao nível da série Downton Abbey (pelo menos a primeira temporada, que foi a única que eu vi).

 

A linha temporal da história é a mesma que a de Orgulho e Preconceito, mas as personagens principais são os criados. Sarah, Mrs. Hill e Polly ocupam-se diariamente da lida da casa, desde limpezas a lavandaria, assim que o sol se levanta até que se põe. É uma vida difícil, e a autora oferece-nos uma visão, quanto a mim, bem nítida do que seriam as tarefas e a sua dureza na Inglaterra de inícios do século XIX. Na verdade, estas eram pessoas que só conheciam o trabalho e que pouco tempo tinham para viver as suas vidas; lazer era uma palavra praticamente desconhecida. 

 

Os acontecimentos principais de Orgulho e Preconceito são facilmente reconhecíveis no meio desta história, apesar de não serem, de todo o foco do enredo. E, se por um lado, a identificação destas situações deveriam funcionar como ponto de interesse para os fãs da famosa história de Jane Austen, por outro acabam por, na minha opinião, ser a sua maior fraqueza. Deixem lá ver se consigo explicar isto como deve ser: a história é bastante interessante e bem escrita, mas as ligações com Orgulho e Preconceito, desde as intervenções de personagens que conhecemos de lá a situações que tão bem identificamos acabam por distrair o leitor do foco principal do enredo. Mais, a Lizzy, a Jane, o Mr. Bennet e outros que aparecem aqui não são as mesmas personagens de Orgulho e Preconceito, por mais que a autora lhes tenha tentado dar (e talvez por isso mesmo) outra profundidade e características que até agora desconhecíamos. 

 

Tenho algumas dúvidas em recomendar este livro a fãs do Orgulho e Preconceito, especialmente àqueles que têm neste livro uma grande referência da literatura. Pessoalmente, a ligação entre este livro e aquele clássico acabou por ser o ponto mais negativo deste livro; se acharem que se conseguem abstrair, penso que estarão perante uma leitura bastante interessante.

 

Classificação: 3/5 – Gostei


[Opinião] Os Doze, de Justin Cronin

Monday, June 9, 2014 Post de Célia

18455165Autor: Justin Cronin
Título Original:
The Twelve (2004)
Série: A Passagem #2
Editora: Editorial Presença
Páginas: 728
ISBN: 9789722350037
Tradutor: Miguel Romeira

 

Sinopse: Os Doze é a sequela de A Passagem, um bestseller internacional que nos dá a conhecer um mundo transformado num pesadelo infernal por uma experiência governamental que não correu como previsto. No presente, à medida que o apocalipse provocado pela mão humana se vai intensificando, três personagens tentam sobreviver no meio do caos. Lila, uma médica e futura mãe; Kittridge, que se viu obrigado a fugir do seu baluarte com poucos recursos; e April, uma adolescente que se esforça por manter em segurança o irmão mais novo num cenário de morte e destruição. Mas, embora ainda não o saibam, nenhum dos três foi completamente abandonado…

A uma distância de 100 anos do futuro, Amy e os outros sobreviventes continuam a lutar pela salvação da humanidade… sem se aperceberem de que as regras foram alteradas. O inimigo evoluiu, e surgiu uma nova ordem negra com uma perspetiva do futuro infinitamente mais terrífica do que a da própria extinção humana.

 

Opinião: Ler séries, no meio de tantos outros livros, às vezes tem este problema: se não pegamos nos volumes seguintes num curto espaço de tempo acabamos por esquecer alguns detalhes que permitem aproveitar a história ao máximo. Acho que o ano e tal que deixei passar entre a leitura da primeira parte desta série (publicada em Portugal em dois volumes) foi demasiado tempo porque quando ponderei a hipótese de continuar senti necessidade de ir à Wikipedia ler o resumo do primeiro livro, mas nem isso nem o prólogo que o autor incluiu, ao estilo bíblico, me fizeram deixar de ter a sensação que havia coisas que me estavam a escapar.

 

Para quem não está a par, A Passagem contou a história de uma experiência científica que correu mal, quando alguns seres humanos condenados à cadeira elétrica foram contaminados com um vírus que os transformou numa espécie de super-vampiros. Estes seres conseguiram escapar e começaram a contaminar outros seres humanos a uma velocidade surpreendente, até que grande parte da população dos Estados Unidos foi atacada por este flagelo e só alguns focos de resistência se mantiveram. Nesse livro, o autor explorou duas linhas temporais: a altura em que se deu a epidemia e cerca de 100 anos depois, quando um grupo de jovens residentes numa colónia se propuseram a viajar para longe a fim de salvar os seus. As minhas expectativas para este livro eram a continuação das aventuras destes jovens e da demanda para exterminarem os Doze, a suposta origem de todos os males. De certo modo, foi isso que aconteceu, mas não só o autor optou por voltar ao ano zero da epidemia como as aventuras dos nossos jovens conhecidos acabaram por ter uns contornos inesperados.

 

Quando percebi que estávamos a voltar ao início da história, questionei-me sobre a pertinência dessa opção porque me estava a deparar com uma série de novas personagens, onde teria de investir o meu tempo. Não duvidei que algumas delas viessem a ter importância no futuro (como se veio a verificar), mas temia que estivesse a apegar-me a pessoas que dali por pouco tempo viriam a deixar de fazer parte da história (o que também se veio a verificar). Na verdade, a minha sensação é que este recuo serviu apenas de pano de fundo às novas linhas de enredo que o autor iria explorar na linha temporal do futuro e que poderia ter sido melhor aproveitado para mostrar coisas sobre os Doze. 

 

Já no futuro, o autor regressa ao grupo de jovens que tínhamos conhecido no primeiro volume, cinco anos após os acontecimentos a que assistimos no final do mesmo. Está cada um para seu lado, com as suas mágoas, mas previsivelmente irão juntar-se para unir esforços. Ficamos a saber o motivo do desaparecimento da colónia, que serve de base a um novo desenvolvimento do enredo que me fez lembrar um pouco A História de uma Serva. Achei a ideia interessante, porque explora a maldade do ser humano e os extremos a que este pode chegar pela sua ambição, mas o principal vilão é tão previsível e unidimensional que acabou por me parecer uma caricatura um pouco irreal. O desfecho acabou por ser um pouco previsível e certinho, certificando-se o autor que não acabava com nenhuma personagem querida dos leitores. Acho que esse foi o meu principal problema com este livro: a previsibilidade, a falta de momentos realmente surpreendentes. O destino dos Doze, esse, pareceu-me demasiado básico tendo em conta tudo o build-up e terror que estas personagens deveriam inspirar.

 

De uma forma geral, foi um livro que me suscitou sentimentos contraditórios. Por um lado, gosto muito da premissa desta história, acho que o autor tem bom momentos de escrita, com bons diálogos e algumas personagens bem construídas. Por outro lado, algumas opções em termos de desenvolvimento de enredo neste livro pareceram-me ter acertado ao lado e, depois de um início que me entusiasmou, achei que o livro se arrasta em demasia sem manter o mesmo nível de interesse. De qualquer modo, conto ler o volume final desta trilogia, cuja data de publicação (no original) está prevista para outubro deste ano.

 

Classificação: 3/5 - Gostei


[Opinião] Observações, de Jane Harris

Monday, May 19, 2014 Post de Célia

7936516Autor: Jane Harris
Título Original:
The Observations (2006)
Editora: Editorial Presença
Páginas: 448
ISBN: 9789722343312
Tradutor: José Remelhe e Ana Mendes Lopes

 

Sinopse: Em plena época vitoriana, Bessy Buckley, uma irlandesa de 15 anos, encontra um lugar de criada numa mansão isolada que pertence à encantadora Arabella Reid e ao seu marido, um político com ambições. Arabella faz-lhe várias e intrigantes exigências entre as quais a de que descreva, num diário, as suas tarefas e os seus pensamentos mais íntimos. Apesar de tudo Bessy afeiçoa-se à sua patroa, mas acaba por descobrir que a mansão esconde segredos surpreendentes. Uma sátira inteligente à hipocrisia vitoriana, bem-humorada e com um enredo que cria um suspense psicológico subtil.

 

Opinião: Gostei da capa e da sinopse deste livro, e as opiniões que tinha lido por aí davam-me esperança para que esta leitura acabasse por ser positiva. Fiquei contente quando o ganhei num passatempo na altura em que saiu e por isso foi com entusiasmo que encarei a perspetiva de o iniciar.

 

A história começa quando a adolescente Bessy Buckley decide rumar a Glasgow em busca de um emprego (e, quem sabe, um casamento) e no caminho, perto de uma pequena localidade, trava conhecimento com Arabella Reid, que lhe oferece um posto na sua casa como governanta. Bessy, a narradora na primeira pessoa desta história, não demora muito tempo a decidir aceitar a proposta e olha para as perspetivas deste novo emprego com muito entusiasmo. No entanto, Arabella começa a ter algumas atitudes estranhas e a fazer a Bessy pedidos bizarros, a que esta vai acedendo com algumas reticências. Quando Bessy encontra um livro que Arabella está a escrever, entitulado precisamente “Observações”, e o lê, começa a perceber melhor a patroa e toma conhecimento de uma anterior empregada da casa e do seu estranho desaparecimento.

 

A capa e a sinopse deste livro prometiam um romance histórico, e apesar de alguma desilusão quando percebi que não estava perante o romance histórico típico, não achei que fosse propriamente mau ler um livro que fugisse ao convencional do género. Bessy é uma rapariga independente, um pouco rebelde e desbocada, e a voz narrativa da história passa precisamente essas características, a que se juntam alguns pedaços de humor. Nesse aspeto, acho que a autora conseguiu tornar a sua personagem principal credível. Contudo, na minha opinião, o enredo não acompanhou o interesse da protagonista: após um bom início, que abre o apetite para revelações e reviravoltas interessantes na história, acabei por me deparar com cenas que não só não acrescentaram muito à história como ainda a tornaram arrastada. As personagens secundárias, principalmente Arabella, tinham bastante potencial, mas acabaram por me parecer mal desenvolvidas. O final, esse, fica muito aquém do que alguns desenvolvimentos do enredo prometeram.

 

No fim, pareceu-me que a autora quis escrever um romance vitoriano que envolvesse humor, mistério e uns pózinhos de sobrenatural, mas ao querer ser tantas coisas ao mesmo tempo acabou por não ser nenhuma delas com eficácia. Foi pena, porque me pareceu um livro com potencial.

 

Classificação: 2/5 - OK


[Opinião] O Cavalo e o seu Rapaz, de C.S. Lewis

Friday, May 9, 2014 Post de Célia

45617Autor: C.S. Lewis
Título Original:
The Horse and his Boy (1954)
Série: Crónicas de Narnia #3 (ordem cronológica)
Editora: Editorial Presença
Páginas: 160
ISBN: 9789722330558
Tradutor: Ana Falcão Bastos

 

Sinopse: Em O Cavalo e o Seu Rapaz, o jovem Xassta descobre que o seu pai adoptivo tem um plano horrendo: vendê-lo a um estranho homem. Triste e perdido, Xassta conhece um cavalo falante que lhe sugere fugirem juntos para Nárnia, o feliz reino onde as montanhas estão cobertas de urze e as dunas de tomilho, terra onde abundam os rios, os vales, as cavernas revestidas de musgos e as florestas profundas onde ressoam os martelos dos anões. «Uma hora de vida em Nárnia é melhor do que mil anos em qualquer outro lugar.» Na viagem enfrentam perigos constantes e conhecem Arávis, uma rapariga que também fugiu do mundo real e os acompanha até ao maravilhoso mundo.

 

Opinião: Li os dois primeiros volumes de “As Crónicas de Narnia” (O Sobrinho do Mágico e O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa) e, como expliquei na altura, não fiquei propriamente fã. Não porque se trata de livros juvenis, apesar de isso também não ajudar muito, mas mais porque não me identifiquei com as temáticas e o estilo narrativo. Contudo, como ainda tinha por ler o 3.º volume da série (de acordo com a ordem cronológica e não com a ordem de publicação original), decidi dar mais uma oportunidade à história.

 

Xassta é um rapaz pobre que vive em Calormen, um território a sul de Narnia. Foi criado por um pescador, depois de ter sido por ele encontrado num barco, mas nunca se sentiu em casa e sempre teve curiosidade em saber o que estaria para norte, para lá das montanhas. Quando um visitante chega com o seu cavalo, Xassta descobre que o cavalo fala e é originário de Narnia. Os dois depressa concordam em fugir para esse território, porque nenhum deles é feliz com a vida que tem atualmente. Este livro relata, assim, a viagem de Xassta e do cavalo Bri para norte, bem como todas as suas aventuras, que incluem algumas personagens já conhecidas de livros anteriores.

 

O Cavalo e o seu Rapaz apresenta algumas diferenças significativas em relação aos dois livros anteriores, mais que não seja por ser o primeiro totalmente passado no universo Narnia e que expande a ação para outros territórios. Os temas, esses, continuam com um tom marcadamente católico, com destaque para a providência divina, aqui representada pelo leão Aslan. A nível de enredo, tem os seus pontos de interesse, apesar de alguma previsibilidade. Quanto às personagens, sinceramente não houve nenhuma que me cativasse o suficiente. 

 

Este livro acabou por ser a confirmação que esta série não é para mim, ou pelo menos para mim com 32 anos. Não me identifico com a escrita, os temas ou as personagens. Fico contente, então, por não ter adquirido a série completa.

 

Classificação: 2/5 - OK


[Opinião] O Tormento dos Céus, de Ursula K. Le Guin

Wednesday, March 19, 2014 Post de Célia

9466427Autor: Ursula K. Le Guin
Título Original:
The Lathe of Heaven (1971)
Editora: Editorial Presença
Páginas: 180
ISBN: 9789722331562
Tradutor: Carlos Grifo Babo

 

Sinopse: O Tormento dos Céus, escrito em 1971, conta a história de um homem, George Orr, que possui a capacidade de através dos sonhos conseguir transformar a realidade. O excesso de medicação que ingere leva-o a consultar um psiquiatra, o Dr. Haber, que o submete a sucessivas experiências com máquinas cada vez mais sofisticadas para conseguir, através dele, alterar o que está mal no mundo. Uma obra-prima surpreendentemente actual.

 

Opinião: As minhas experiências com Ursula K. Le Guin resumiam-se, até à data, a um começo algo duvidoso com Lavínia e uma leitura muito positiva com Os Despojados. Ficou, desde então, a vontade de voltar a esta autora e estava a contar fazê-lo com a série Earthsea, que comprei na última Feira do Livro, na qual também adquiri, sem contar com isso, este O Tormento dos Céus. E que excelente regresso a esta autora.

 

George Orr é um homem com o poder de mudar o mundo com os seus sonhos. Quando ele sonha com determinado acontecimento, seja ele de pequena ou grande dimensão, assim que acorda esse acontecimento torna-se uma realidade, transformando o mundo retroativamente. A pressão psicológica que um poder destes exerce sobre George leva-o a consumir drogas para parar de sonhar ou, em último caso, de dormir. Só que no mundo em que George vive, a cidade de Portland no ano 2002 (portanto, 31 anos no futuro em relação à data em que este livro foi escrito), a compra de medicamentos é bastante controlada e George é apanhado a utilizar cartões de outras pessoas e, por isso, enviado para um psiquiatra no âmbito de um programa de tratamento voluntário.

 

Assim que o psiquiatra, Dr. Haber, se apercebe do poder que George tem, começa a orientá-lo para ter determinados sonhos que não só vão de encontro a ambições pessoais como têm como objetivo de “melhorar” o mundo em que vivemos: esses sonhos originam alterações como a eliminação de biliões de pessoas para resolver o “problema” da sobrepopulação e da consequente falta de recursos, ou a mudança da cor de pele de todos os humanos para a mesma cor de modo a evitar a discriminação racial.

 

Este é um livro que trata, sem dúvida, de questões muito interessantes. A principal é a vontade que o ser humano tem de moldar o planeta em que vive aos seus desejos (representados pelos sonhos nesta história), muitas vezes passando por cima daquelas que deveriam ser as suas preocupações centrais em termos de sustentabilidade. O livro chama a atenção para a responsabilidade que o ser humano tem em relação às suas ações, em que muitas vezes vemos refletida a vontade de assumir o papel de Deus (ou, pelo menos, do poder que é atribuído a esta figura mítica). As duas personagens centrais são antagónicas, no sentido em que um tem o poder mas acha que o mundo deve seguir o seu ritmo, enquanto que o outro considera que esse poder deve ser utilizado em prol do bem maior, e que os fins justificam os meios.

 

A juntar ao tema interessante, temos uma história desenvolvida a bom ritmo e que demonstra que não é preciso escrever um calhamaço para conseguir um enredo rico e cativante. As personagens estão também bem desenvolvidas porque se mostram ao leitor humanas, com os seus defeitos, virtudes e dilemas. Por fim, e não menos importante, que escrita maravilhosa. Ursula K. Le Guin apresenta-nos aqui uma prosa cuidada mas cativante, que embala o leitor ao longo destas páginas que desejamos nunca chegarem ao seu final. 

 

Portanto, adorei este livro. A premissa cativou-me desde o início, fui ficando rendida à escrita e achei maravilhosa a forma como a autora explora assuntos que ainda hoje, passados 43 anos da publicação deste livro, continuam bastante atuais. Uma autora para continuar a descobrir.

 

Classificação: 5/5 – Adorei