Archive for the ‘Booking Through Thursday’ Category
1 – O que pensas de ler em voz alta/te lerem em voz alta? Traz de volta memórias da infância?
2 – Isto afeta a forma como encaras os audiobooks?
3 – Atualmente, lês em voz alta ou alguém lê para ti?
Como as três perguntas estão todas relacionadas, vou tentar respondê-las em conjunto. Sinceramente, não me lembro de me lerem histórias quando era pequena. É possível que isso tenha acontecido, mas como aprendi a ler antes de ir para a escola era mesma eu que lia os livros que me ofereciam, e isso incluía muitos livros de banda desenhada da Disney, que adorava.
Quando passei para livros com menos bonecos e mais texto lembro-me que gostava de ler em voz alta, especialmente os diálogos, para fazer uma espécie de encenação. Com o passar do tempo, deixei de o fazer, até porque ler em voz alta consome mais tempo do que ler em silêncio. Também não tenho ninguém que leia para mim, se excluir os audiobooks. A minha primeira experiência com este formato de leitura é muito recente e posso dizer que já sou fã.
Levas livros contigo quando andas a passear pelo mundo? Alguma vez tentaste esconder as capas?
Tenho a mania de levar um livro para onde quer que vá, mesmo que tudo indique que não vai ser uma ocasião propícia à leitura. Faço isto por dois motivos: primeiro, porque nunca se sabe quando vai aparecer um tempo morto que poderá ser aproveitado com a leitura de algumas páginas, e depois porque é uma espécie de segurança ou companhia, que me faz sentir confortada.
Em relação a esconder as capas, nunca o faço. Isso implicaria ter alguma espécie de vergonha do que leio, coisa que não tenho
Já terminaste um livro e gostaste tanto que voltaste atrás e começaste a lê-lo de novo?
A última vez que me lembro de ter feito isso foi com os três livros de “O Senhor dos Anéis”, já vai para 10 anos. Entretanto, não é que não tenha lido livros igualmente marcantes, mas os meus hábitos de leitura alteraram-se um pouco e a verdade é que não voltei a sentir essa necessidade. Contudo, penso que as releituras são importantes e desejo ter alguma vontade e paciência para reler alguns livros que necessitam de ser relidos
Às vezes, acho que sou a única pessoa que acha fascinante ler sobre história. Tem tantas histórias incríveis, porém verdadeiras, de pessoas levadas ao limite, e como reagiram a isso. Continuo a dizer a amigos que um bom livro de história (ao contrário de alguns livros escolares, que são apenas listas e datas) fazem tudo o que um bom romance faz – cativa-te com personagens reais a fazer coisas incríveis. Sou a única pessoa que pensa assim? Qual foi a última vez que leste um livro histórico? Biografia histórica? Sabes, algo que teve lugar no passado mas foi real.
Eu gosto muito de História. Sempre tive muitos livros dentro do tema em casa, porque o meu pai também gosta muito, e como o tema me interessa(va) muito, História era uma das minhas disciplinas preferidas na escola. Nessa altura, o que li sobre História era basicamente não-ficção, livros sobre determinados acontecimentos ou épocas – lembro-me de ter em casa um muito interessante sobre a Segunda Guerra Mundial e outro que gostava imenso, que fazia um apanhado da História de Portugal (do José Hermano Saraiva).
Nos últimos tempos, o que tenho lido é dentro da ficção histórica. Não tanto como gostaria, mas não há tempo para tudo. O último que li foi o Eu, Maria Pia, que não me deixou assim grande recordações.
Tiveste um dia longo, cansativo, difícil e tudo o que desejas é enroscares-te com algo leve, divertido, fácil, fofo, que distraia e entretenha. Que livro escolherias?
De vez em quando, apetece-me ler algo menos exigente. Não necessariamente no final de um dia complicado, mas porque é esse o meu perfil de leitora. Sinto necessidade de ir intercalando leituras mais exigentes com outras mais leves, apesar de querer sempre que me digam alguma coisa. Penso que qualquer livro da Sarah Addison Allen se insere na categoria de livro agradável, sem ser muito exigente. Outra autora que também me agrada é a Laura Lee Guhrke, esta já mais dentro do género “romance”. Já para não falar dos livros da Jojo Moyes, bem escritos, cativantes e muitas vezes densos psicologicamente, sem serem muito exigentes.




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