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Arquivo da categoria ‘4/5’

[Opinião] Harry Potter and the Goblet of Fire, de J.K. Rowling

Terça-feira, Julho 21, 2015 Post de Célia

818068Autor: J.K. Rowling
Ano de Publicação: 2000
Páginas: 796

 

Sinopse: The summer holidays are dragging on and Harry Potter can’t wait for the start of the school year. It is his fourth year at Hogwarts School of Witchcraft and Wizardry and there are spells to be learnt and (unluckily) Potions and Divination lessons to be attended. But Harry can’t know that the atmosphere is darkening around him, and his worst enemy is preparing a fate that it seems will be inescapable …With characteristic wit, fast-paced humour and marvellous emotional depth, J.K. Rowling has proved herself yet again to be a master story-teller

 

Opinião: O 4.º livro da saga Harry Potter é o livro do meio da saga e, na minha opinião, também um dos mais importantes, tanto a nível do enredo como a nível do desenvolvimento das personagens. 

 

O novo ano em Hogwarts traz novidades muito interessantes: será realizado um torneio para três feiticeiros de três escolas de feitiçaria diferentes, e quando menos esperava o nome de Harry Potter é retirado do cálice, quando ele não se candidatou nem sequer tem idade para isso. Harry vê-se assim obrigado a participar, ao lado de outro concorrerente de Hogwarts, Cedric Diggory, e de dois concorrentes de outras escolas.

 

Enquanto as tarefas do torneio se vão desenrolando, Harry tem dores inéditas na cicatriz que resultou do seu primeiro encontro com Voldemort, e os sonhos estranhamente realistas mostram o feiticeiro negro muito perto de retomar a sua atividade. Este é, de facto, o livro em que Voldemort ganha de novo um corpo que lhe permite sonhar com o regresso ao poder. E este acontecimento está intimamente ligado ao torneio dos três feiticeiros.

 

Também as personagens mostram evolução, deixando de ser crianças para adolescentes com as suas paixonetas, zangas parvas e a imaturidade sentimental que estas idades costumam trazer. Há várias personagens novas, sendo as mais interessantes, na minha opinião, as que são trazidas das outras escolas, a nórdica Durmstrang e a francesa Beauxbatons. Acho que a entrada em cena de outras escolas de feitiçaria acaba por ajudar na construção deste mundo imaginário, expandindo-o e dando-lhe bases mais sólidas.

 

Resumindo, gostei muito desta releitura, como de todas as outras vezes que o li. E sigo para o 5.ª volume.

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Categorias: 4/5, Célia, J.K. Rowling, Opiniões

[Opinião] Matteo Perdeu o Emprego, de Gonçalo M. Tavares

Quarta-feira, Julho 15, 2015 Post de Célia

9768386Autor: Gonçalo M. Tavares
Ano de Publicação:
2010
Editora: Porto Editora
Páginas: 216
ISBN: 9789720042903

 

Sinopse: As personagens de Matteo Perdeu o Emprego vivem situações bizarras, absurdas, ou no limite do irreal – como o homem que sofre de ostracismo social, ou outro cujo “hobby estúpido” é a coleta e armazenamento de baratas vivas. O livro obedece a uma lógica aparentemente circular, numa sucessão de camadas que se sobrepõem, como as vidas que se cruzam nas cidades. Um curioso sistema de ligações, associando ficção a um ensaio que nos surpreende no final.

 

Opinião: Até agora, a minha experiência com Gonçalo M. Tavares resumia-se ao conto A Moeda. Já me haviam recomendado a série “O Bairro” e tenho em casa por ler Jerusalém (que é de outra série, “O Reino”), mas acabei por começar mesmo por Matteo Perdeu o Emprego. Entrei no livro sem nada saber sobre a sua história ou temas; fui, portanto, às escuras, e às vezes essa é a melhor forma de apreciar um livro.

 

Através de capítulos curtos, o autor vai-nos apresentando várias personagens por ordem alfabética. Em cada um dos capítulos, ficamos a conhecer um pouco sobre aquela personagem e a ligação (por vezes ténue) com a personagem seguinte. Tudo isto para chegar a Matteo, a personagem principal do livro, que tem a sua história um pouco mais desenvolvida que as restantes. Gostei muito desta parte, da forma como todas as personagem se interligam e da exploração do efeito borboleta.

 

Depois da ficção, Gonçalo M. Tavares apresenta ao leitor um posfácio, onde, através de textos curtos, nos dá várias luzes sobre as intenções e significados do que acabámos de ler. Se é certo que muitas vezes foram realmente um acréscimo à leitura, noutras vezes o pendor filosófico foi tão vincado que acho que fiquei ainda mais baralhada. A inclusão de imagens de bonecos a representarem as personagens ajudou a dar a sensação que as nossas vidas estão bastante dependentes da sorte, do acaso, e que por isso parecemos ser marionetas do destino.

 

No final de contas, foi um livro que me deu bastante gozo ler. Foi desafiante, fez-me pensar e acima de tudo, gostei da escrita de Gonçalo M. Tavares e da forma habilidosa como contrói toda a sucessão de acontecimentos. Sem dúvida, um autor para continuar a descobrir.

 

Camer e o inquérito. O problema é sempre este: és tu que estás na posse das perguntas – a minha liberdade é, pois, nula. Só posso responder. A idiotia comum é esta: a pessoa pensar que está livre porque pode responder, porque pode escolher. A grande diferença é esta: és obrigado a escolher: sim, não – e é essa obrigação que te rouba a liberdade mínima. Nem prefiro não, nem prefiro sim. Pelo contrário.

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante

 


[Opinião] À Espera de Moby Dick, de Nuno Amado

Sexta-feira, Maio 22, 2015 Post de Célia

16091274Autor: Nuno Amado
Ano de Publicação:
2012
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 243
ISBN: 9789895560127

 

Sinopse: Um desgosto avassalador leva um lisboeta a refugiar-se numa enseada perdida dos Açores para cumprir um velho sonho: avistar baleias. Enquanto espera pela chegada dos gigantes marinhos, ocupa os dias naquele lugar dominado pelo ruído do oceano a tentar reencontrar-se e a escrever cartas para o seu melhor amigo, contando-lhe o fio dos seus dias no exílio, mas também para destinatários tão improváveis como o Instituto Nacional de Estatística, o boxeur português com mais derrotas acumuladas ou um guru de auto-ajuda de sucesso planetário. À medida que o tempo passa, consegue vencer a solidão absoluta que impôs a si próprio e estabelece contacto com os seus poucos vizinhos, como um alemão bem-humorado, que todos os dias sai sozinho para o mar, e um casal de reformados oriundo do continente, que recebe cartas do filho dos mais variados lugares do mundo. Depressa descobre que, naquela enseada, todos têm qualquer coisa a esconder e nada é exactamente o que parece.

 

Opinião: Finalmente, uma opinião sobre um livro que tinha pensado ler para o mês temático de autores portugueses (que, como já devem ter percebido, está a correr miseravelmente). À Espera de Moby Dick suscitou-me interesse pelas boas opiniões que tenho vindo a ler, e o facto de ser de um autor português que ainda não tinha lido aguçou-me ainda mais a curiosidade. É ainda importante referir que este foi um livro lido no âmbito de uma leitura conjunta.

 

Romance escrito na forma epistolar, contém uma série de cartas escritas por um homem que se refugiou num local recôndito nos Açores, depois de uma grande perda – de que, curiosamente, o exilado (sem nome) raramente fala, mas que ainda assim permeia todas as cartas que este homem envia a um seu amigo do continente.

 

E assim o livro vai avançando, com o narrador a relatar ao amigo a vida pacata que leva, as pessoas com quem se cruza, a sua luta para encontrar a redenção – que ele pensa estar, de certo modo, relacionada com o avistamento de baleias. Mas nem só das cartas da personagem principal vive o livro, porque temos também acesso a algumas cartas escritas pelo filho viajante de um casal que também se refugiou nos Açores e mora perto do nosso narrador principal.

 

Parece-me ser um livro que será tanto mais apreciado quanto o leitor se identifique com sentimentos de perda, de solidão e da busca incessante pela vontade de viver. Porque me identifiquei com várias coisas que esta personagem vai descrevendo, foi um relato que teve significado para mim, ainda que a imagem que passa não seja a de uma pessoa de quem seja muito fácil gostar.

 

O facto de o livro tratar basicamente de correspondência unilateral pareceu-me uma forma de o autor demonstrar que estava mais interessado em mostrar ao leitor quem era esta pessoa e deixar-nos entrar na consciência dele do que propriamente contar uma história com princípio, meio e fim. Ainda assim, penso que este livro tinha mais para dar; gostava de ter continuado a acompanhar esta personagem, de ter sabido mais sobre ela.

 

Gostei bastante da escrita de Nuno Amado; foi daqueles textos que me deu vontade de guardar várias passagens por terem significado para mim. Fiquei com muita vontade de ler mais coisas deste escritor.

  

A única vingança que há perante a morte, como já alguém disse, é viver. E viver com os mortos e os vivos dentro de nós. Viver num mundo que, apesar de já não conter o que nele eu mais amava, ainda tem muito para ser amado.

  

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante

 


4255Autor: J.K. Rowling
Ano de Publicação: 1997
Páginas: 312

 

Sinopse: This story is filled with dark comedy and crafted with a quality of writing that has garnered J.K. Rowling top awards in her country and ours. Harry Potter spent ten long years living with his aunt and uncle and stupid cousin, Dudley. Fortunately, Harry has a destiny that he was born to fulfill. One that will rocket him out of his dull life and into a unique experience at the Hogworts School of Witchcraft and Wizardry.

 

Opinião: Regressar à série Harry Potter é, para mim, um conforto. Porque adoro as personagens e a história e porque são quase todos como amigos que gosto de rever amiúde. Estou a passar uma fase em que estou com dificuldade em concentrar-me nas leituras, por isso decidi reler a série, em formato audiobook, narrada pelo genial Stephen Fry, para me acompanhar em tarefas domésticas ou enquanto pinto os livros de colorir para adultos que comprei (prometo falar disso noutro post).

 

Harry Potter and the Philosopher’s Stone é o primeiro livro de uma série que apresenta uma espécie de mundo paralelo ao dos chamados muggles, os humanos sem poderes mágicos. Poderia ter perdido dinâmica na explicação do funcionamento desse mundo, mas estas informações são sabiamente entrelaçadas com as aventuras do pequeno talentoso feiticeiro, Harry Potter. O ingresso de Harry em Hogwarts, a escola de feitiçaria, marca também o regresso do temível feiticeiro Voldemort, que apesar de fraco, faz já bastantes estragos.

 

J.K. Rowling brilha pela criação de um mundo cativante e de um leque de personagens de quem facilmente gostamos, ainda que a idade do leitor seja superior às suas idades. A suspensão da descrença ajuda a que não consideremos demasiado fantasiosas as aventuras de Harry e amigos em Hogwarts, bem como a facilidade com que os amigos deduzem coisas que vão para além dos seus conhecimentos.

 

Como já referi, para mim é reconfortante voltar a estes livros, porque de forma inconsciente estou a regressar a uma época da minha vida da qual guardo boas recordações, por vários motivos. A narração de Stephen Fry é fantástica, mas isso já eu sabia; é fácil identificar a personagem que está a falar e a parte da narração é expressiva sem ser de uma forma exagerada. Recomendo o livro de qualquer modo, mas o audiobook é uma experiência muito interessante.

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Categorias: 4/5, Célia, J.K. Rowling, Opiniões

[Opinião] Saga – Volume II, de Brian K. Vaughan

Sexta-feira, Abril 17, 2015 Post de Célia

17131869Autor: Brian K. Vaughan
Ilustrador: Fiona Staples
Série: Saga #2
Ano de Publicação:
2013
Páginas: 144
ISBN: 9781607066927

 

Sinopse: From award-winning writer BRIAN K. VAUGHAN (Pride of Baghdad, Ex Machina) and critically acclaimed artist FIONA STAPLES (Mystery Society, Done to Death), SAGA is sweeping tale of one young family fighting to find their place in the universe. Thanks to her star-crossed parents Marko and Alana, newborn baby Hazel has already survived lethal assassins, rampaging armies, and horrific monsters, but in the cold vastness of outer space, the little girl encounters her strangest adventure yet… grandparents.

 

Opinião: Depois da experiência positiva que foi ler o primeiro livro desta série, não poderia deixar de ler o segundo. E foi isso mesmo que fiz, entusiasmada com a perspetiva de voltar a encontrar Marko e Alana, bem como outras personagens que já conhecia e de quem gostava, e ainda com curiosidade para ver se o elevado nível de gore ia continuar.

 

Marko e Alana continuam a fugir dos seus perseguidores, mas desta vez têm os pais de Marko à perna. Os dois não concordam com a relação entre o filho e Alana e o drama familiar que se gera é bastante interessante. Este volume apresenta-nos vários flashbacks sobre o início da relação dos dois, ideia que me agradou, até porque ajuda o leitor a ganhar ainda mais empatia pelas personagens principais. Ainda assim, desta vez achei que foi dado mais tempo de antena a personagens secundárias, o que acaba por ajudar a expandir o worldbuilding ainda que tivesse dado por mim a desejar voltar a ver o que se passava com Marko e Alana.

 

A estranheza de mundos e personagens continua, mas esse é um elemento que cativa em vez de repelir. É que, apesar das personagens estranhas, o autor consegue torná-las “humanas”, com problemas com os quais nos conseguimos relacionar. A relação entre as personagens principais consegue ser genuína, sem ser lamechas. Para além da parte dramática, existem alguns comic reliefs que funcionam muito bem.

 

Os desenhos continuam ao mesmo nível elevado. Há muita expressividade, sem ser exagerada, e considero que existe um equilíbrio muito bom entre a história a ser contada e os desenhos que a fazem ganhar vida. Nada parece forçado ou exagerado no contexto da história, por isso esta parte também me deixou bastante satisfeita.

 

O balanço final é muito positivo. O enredo, as personagens e a parte visual continuam a cativar-me, o que não deixa dúvidas se vou continuar a seguir a série.

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante