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Arquivo da categoria ‘4/5’

The Dragon Keeper

Wednesday, April 9, 2014 Post de Célia

4703450Autor: Robin Hobb
Ano de Publicação: 2009
Páginas: 553


Sinopse: 
Too much time has passed since the powerful dragon Tintaglia helped the people of the Trader cities stave off an invasion of their enemies. The Traders have forgotten their promises, weary of the labor and expense of tending earthbound dragons who were hatched weak and deformed by a river turned toxic. If neglected, the creatures will rampage–or die–so it is decreed that they must move farther upriver toward Kelsingra, the mythical homeland whose location is locked deep within the dragons’ uncertain ancestral memories.

Thymara, an unschooled forest girl, and Alise, wife of an unloving and wealthy Trader, are among the disparate group entrusted with escorting the dragons to their new home. And on an extraordinary odyssey with no promise of return, many lessons will be learned–as dragons and tenders alike experience hardships, betrayals . . . and joys beyond their wildest imaginings.

 

Opinião: Agora que já perdi as esperanças de voltar a ter livros de uma das minhas escritoras preferidas em português (a SdE confirmou no seu Facebook que não está nos seus planos publicar livros da Robin Hobb num futuro próximo – nem longínquo, digo eu), deixei de ter quaisquer problemas em me aventurar na leitura dos seus livros no original. The Dragon Keeper é o primeiro de uma série de livros que decorre no mesmo universo das séries publicadas em Portugal, apesar de a relação com as mesmas ser muito ténue. É mais uma continuação da trilogia Liveship Traders, até porque se inicia em termos cronológicos mais ou menos quando aquela termina, e aborda a temática já aí explorada do regresso dos dragões.

 

À semelhança do que vimos na trilogia Liveship Traders, também aqui a autora narra a história segundo a perspetiva de várias personagens, deslocando a espaço físico da narrativa para o Rain Wild River, onde os dragões eclodiram e onde existe muita expectativa acerca do que poderão fazer. Contudo, devido a todas as condicionantes do processo, os dragões estão muito longe do que se esperava e uma viagem para norte, rumo à cidade que eles recordam ter pertencido aos seus antepassados, promete uma vida mais consentânea com os seus desígnios. 

 

Os dragões necessitam de escolta, os tais dragon keepers, e é aí que entram Thymara e Alise. Thymara é uma jovem Rain Wild que, segundo a tradição, deveria ter sido deixada para morrer à nascença por estar marcada por garras e escamas; Alise é filha de um comerciante menor de Bingtown, estudiosa de dragões, cujo maior desejo é poder estudá-los e registar um momento tão importante na história, como seja o seu ressurgimento. Ambas vivem com as suas inadaptações: Thymara luta contra uma mãe que a rejeita pelas suas deficiências, Alise contra um casamento sem amor em que decidiu participar para prosseguir o seu sonho.

 

Este livro é claramente introdutório, até porque originalmente era apenas a primeira metade de um livro maior, que a autora decidiu dividir por ser bastante longo. O ritmo é algo lento (mesmo tendo em conta os padrões da Robin Hobb), focando-se a autora em apresentar estas personagens e em construir as bases de um enredo que se adivinha muito interessante. E não há dúvida que é exímia nisso, proporcionando ao leitor múltiplos pontos de vista: para além das duas personagens principais que referi, vamos ainda tendo vislumbres da vida dos dragões, através da rainha Sintara, e da vida a bordo de um barco no rio Rain Wild, pelo seu capitão Leftrin.

 

Acho que é um livro que agradará aos fãs da autora, que vale pela história que promete, pela escrita envolvente e por algumas personagens reencontradas da trilogia Liveship Traders. Para continuar a seguir.

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Categorias: 4/5, Célia, Opiniões, Robin Hobb

Messias

Tuesday, March 25, 2014 Post de Célia

7106956Autor: Boris Starling
Título Original:
Messiah (1999)
Editora: 11×17
Páginas: 637
ISBN: 9789722518208
Tradutor: Fátima Gaspar e Carlos Gaspar

 

Sinopse: Londres, Maio de 1998. Uma onda de calor sufoca a cidade: dias abafados, estranhas noites de nevoeiro e os passos furtivos de um assassino pelas ruas. Três pessoas aparecem misteriosamente assassinadas sem que qualquer pista indique uma relação entre os crimes: nada as une nem as liga… a não ser o facto de os seus cadáveres aparecerem com uma colher de prata no lugar onde anteriormente tinham a língua… No encalço deste carniceiro está o superintendente Red Metcalfe, um investigador de reconhecidos méritos, capaz de se colar à pele e entrar na mente dos assassinos que persegue.
Messias é o thriller mais empolgante dos últimos anos e assombrará garantidamente os seus sonhos!

 

Opinião: Messias foi um livro que comprei na Feira do Livro de Lisboa do ano passado, depois de ter lido opiniões muito positivas na internet sobre este policial/thriller. Estava a apetecer-me ler um daqueles livros em que as páginas parecem voar e este parecia ter todos os ingredientes para um leitura deste género; na verdade, acabou por revelar-se uma escolha acertada.

 

O enredo deste livro centra-se num assassino em série, que mata as suas vítimas das mais variadas formas, deixando, contudo, sempre duas imagens de marca: corta (e leva consigo) a língua das vítimas e deixa-lhes uma colher de prata na boca. O detetive destacado para investigar estes crimes é Red Metcalfe, tido como um dos investigadores mais brilhantes da Scotland Yard, depois de ter resolvido de forma exemplar outros casos bicudos. A equipa de investigação inclui ainda outros 3 detetives, que têm como função ajudar Red na descoberta da identidade do assassino, que desde o início dos crimes mostra ser mais metódico e cuidadoso que qualquer outro que Red tenha encontrado até à data. E assim, a investigação vai prosseguindo, com muitos avanços e recuos, em que os detetives vão tentando descobrir a relação entre as várias mortes e qual o padrão que o assassino segue, porque é certo que ele existe.

 

E não vou dizer muito mais, porque neste tipo de livros quanto menos se souber sobre a história, mais probabilidades existem de se ser surpreendido com o seu desfecho. Tendo em conta o número de páginas deste livro, acho que li isto em tempo recorde. A conjugação de capítulos curtos e os cliffhangers entre eles, juntando à vontade do leitor de saber qual o desenlace da história foram o principal motivo para isto. Penso que o autor consegue um bom equilíbrio em todas estas coisas, o que torna o livro cativante e viciante. 

 

O meu único problema com Messias foi que adivinhei cedo demais (a cerca de meio da história) como é que tudo ia acabar. Estou longe de ser uma perita em descobrir culpados e desfechos em policiais (pelo contrário), mas desta vez as minhas suspeitas revelaram-se acertadas. Isso acabou por tirar um pouco do impacto que o final destes livros costumam ter – e de que muitas vezes se sustentam – e por isso não me senti assim tão arrebatada quando finalmente a trama é desvendada. Apesar disso, foi um livro que me cativou e que, não sendo propriamente uma pérola de escrita, cumpre o objetivo de cativar e impressionar o leitor, tendo sido, por isso, uma leitura que me satisfez e que recomendo a quem gosta do género.

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Regresso de Sherlock Holmes #2

Monday, March 24, 2014 Post de Célia

6699667Autor: Arthur Conan Doyle
Título Original:
The Adventure of the Empty House (1903), The Adventure of the Norwood Builder (1903), The Adventure of the Dancing Men (1903)
Editora: Global Notícias
Páginas: 95
ISBN: 9789895545698
Tradutor: n.d.

 

Sinopse: O Regresso de Sherlock Holmes inclui originalmente treze contos de histórias do detective Sherlock Holmes, publicados em 1905. Os contos foram divulgados pela primeira vez na revista Strand Magazine, nos anos de 1903 e 1904. Neste segundo livro de histórias estão reunidos A Casa Vazia, O Construtor de Norwood e Os Dançarinos.

 

Opinião: Este segundo volume dedicado ao Regresso de Sherlock Holmes inclui mais 3 contos de um total de 13 publicados. Abaixo fica um pequeno resumo dos contos incluídos neste livro e, se seguirem o link, podem aceder a uma versão online, em inglês, de cada um.

 

A Casa Vazia – Este conto foi o escolhido por Arthur Conan Doyle para fazer regressar o seu famoso detetive do mundo dos mortos, onde o tinha colocado após a publicação do conto “O Problema Final”. Após alguma pressão por parte dos leitores, Conan Doyle decidiu ressuscitá-lo nesta história que começa com o misterioso assassinato do segundo filho de um conde, um jovem aparentemente sem vícios, com exceção das cartas. Quando aparece morto nos seus aposentos, sem vestígios de alguém ter entrado ou saído dos mesmos, Watson tenta analisar os factos mas sem chegar a grandes conclusões. E é aqui que Holmes faz a sua reaparição, para surpresa do velho amigo, que o julgou morto nos últimos três anos. A história de como Holmes sobreviveu e os motivos que o levaram a manter-se no anonimato acabam por revelar-se relacionadas com o homicídio em análise, e é muito interessante a forma que o autor escolheu para apresentar de novo Holmes aos seus leitores. Gostei bastante deste conto.

 

O Construtor de Norwood – Um construtor reformado desaparece misteriosamente e tudo aponta para que o culpado seja um advogado que o desaparecido incluiu no seu testamento. De facto, tudo aponta para que ele tenha sido queimado, mas como seria de esperar Sherlock Holmes acaba por descobrir que as aparências iludem. Foi um conto interessante, mas que não me cativou em pleno.

 

Os Dançarinos – Um jovem recém-casado procura Sherlock Holmes para tentar desvendar o aparecimento em sua casa de conjuntos de bonecos dançarinos, pintados em vários sítios ou em papel. Esse jovem, Hilton Cubitt, suspeita que a mulher saiba alguma coisa acerca destes símbolos, mas recusa-se a pressioná-la devido a uma promessa que lhe fez quando casaram, ocasião em que ela lhe pediu para não fazer perguntas sobre o seu passado. Os dançarinos teimam em aparecer e o seu significado acaba por ser muito mais perigoso do que poderia parecer à primeira vista. Sherlock Holmes, com a sua sagacidade, percebe rapidamente o que significam, mas ainda assim isto não é suficiente para evitar a tragédia. Gostei muito deste conto, não só por estar escrito de uma forma que cativa o leitor e que aguça a sua curiosidade, mas principalmente por mostrar que, apesar de tudo, Sherlock Holmes não é perfeito.

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Beauty

Tuesday, March 11, 2014 Post de Célia

8084Autor: Robin McKinley
Ano de Publicação: 1978
Páginas: 325
Editora: Eos
ISBN: 9780060753108


Sinopse:
 A young woman, well educated and honourable, accepts responsibility for her father’s act and leaves her family to enter the enchanted world of castle and Beast. The Beast she finds is not the one she imagined, but can she stay with him?

 

Opinião: Não me lembro se alguma vez cheguei a ver o filme de animação da Disney “A Bela e o Monstro“, mas já sabia, em linhas gerais, os contornos da história. O que eu não sabia é que o filme é baseado num conto de fadas tradicional francês, cuja versão mais reconhecida é a que data de 1756, da autoria de Jeanne-Marie Le Prince de Beaumont. Esta nova versão da história, escrita pela americana Robin McKinley, foi publicada em 1978, e foi o primeiro livro da autora que não se dirigia a crianças. A título de curiosidade, Robin McKinley publicou outra versão desta história em 1997, entitulada Rose Daughter.

 

Mas voltando a este livro: Beauty é a mais nova de três irmãs, que vivem com o pai viúvo, um comerciante que depende dos seus navios para vender mercadorias. Levam uma vida abastada e Beauty, apesar da sua alcunha, é o patinho feio entre as irmãs, aquela que gosta de ficar sozinha com os seus pensamentos e de ler um bom livro. Mas de repente, o pai das raparigas vê-se em dificuldades financeiras e a família é obrigada a viajar para norte, onde o noivo da irmã do meio arranjou um emprego como ferreiro e uma casa onde poderão todos habitar. Perto dessa casa existe uma floresta misteriosa, e quando o pai lá se perde no meio de uma tempestade, encontra um castelo onde é muito bem recebido, apesar de nunca ter oportunidade de conhecer o anfitrião. Ao sair da propriedade no dia seguinte, decide apanhar uma rosa para levar a Beauty e é então que aparece Beast, o dono do castelo, e como castigo pelo “roubo” o obriga a prometer-lhe que dentro de um mês terá de vir para a sua morte ou, em alternativa, trazer uma das suas filhas para morar com ele. Beauty oferece-se para ser a sacrificada e aí começa uma história de amizade e amor, com o tema intemporal da beleza interior e da capacidade de ver para além das aparências.

 

Há já muito tempo que tinha vontade de ler algo desta autora, que tantas vezes já vi muito bem referida, mas só agora, por causa do desafio Monthly Motif, surgiu essa oportunidade. Tenho de dizer que fiquei muito bem impressionada. Mergulhei, como era suposto, num autêntico conto de fadas, que me fez acreditar que esta história estava a acontecer. Gostei muito da voz da autora, num livro contado na primeira pessoa, em que se nota o cuidado de adequar a linguagem da protagonista à época em que a história decorre (apesar de nunca ser referido, o contexto é medieval). É também uma história em tom jovem adulto, que como já disse outras vezes não é da minha preferência, mas neste caso não me fez diferença. Aliás, só tenho mesmo uma coisa a apontar, que é o final apressado. Nas últimas 4-5 páginas acontecem coisas importantes na história, que na minha opinião teriam merecido um maior desenvolvimento.

 

Mas, de um modo geral, foi uma leitura que valeu muito a pena. Não pensei que um retelling de um conto de fadas fizesse muito o meu género, mas este livro acabou por me surpreender pela positiva. Fica a vontade de explorar melhor esta autora que, pela pesquisa que fiz, continua por publicar em Portugal.

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Immortal in Death

Wednesday, March 5, 2014 Post de Célia

6307419Autor: J.D. Robb
Ano de Publicação: 1996
Páginas: 324

 


Sinopse: 
She was one of the most sought-after women in the world. A top model who would stop at nothing to get what she wanted — even another woman’s man. And now she was dead, the victim of a brutal murder. Police lieutenant Eve Dallas put her professional life on the line to take the case when suspicion fell on her best friend, the other woman in the fatal love triangle. Beneath the facade of glamour, Eve found that the world of high fashion thrived on an all-consuming passion for youth and fame. One that led from the runway to the dark underworld of New York City where drugs could fulfill any desire — for a price . . . 

 

Opinião: Depois de ter lido e gostado dos dois primeiro livros da série In Death (Naked in Death e Glory in Death), foi uma decisão natural continuar a acompanhar as aventuras da polícia Eve Dallas neste terceiro volume. Eve prepara-se para dar um grande passo na sua vida pessoal: casar. O estilista escolhido para fazer o seu vestido é o mais recente namorado da sua melhor amiga, Mavis, mas os dois vêm-se implicados no assassinato da ex-namorada dele, a famosa modelo Pandora, que aparece brutalmente morta no atelier do estilista. Os dois são suspeitos e, quando toma conta do caso, um dos objetivos de Eve é provar a inocência da sua amiga.

 

Achei que este livro consegue um bom equilíbrio entre o caso policial e o desenvolvimento não só das personagens principais, como várias das secundárias. O caso a resolver neste volume faz-nos entrar num mundo de glamour, drogas e sexo e faz do desejo de prolongar a beleza e a juventude um dos seus temas principais; os desenvolvimentos mantêm o leitor agarrado à história e o desfecho inesperado dá-lhe o toque especial que sempre se deseja de um policial. A nível de personagens, conhecemos um facto importante da vida passada de Eve e continuamos a partilhar a sua dificuldade em aceitar a felicidade pura que advém do amor e da amizade; mas temos também oportunidade de conhecer mais sobre o mordomo antipático de Roarke e de acompanhar o companheirismo que se desenvolve entre Eve e Peabody, a sua ajudante. Continuo é a não ficar plenamente convencida pelo casal protagonista e pela conveniência como alguns acontecimentos se vão desenrolando. 

 

Mas, de uma forma geral, é um policial-romance emocionante, bem escrito e interessante, que, na minha opinião cumpre muito bem os objetivos a que se propõe. Uma série para continuar a seguir.

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Categorias: 4/5, Célia, J.D. Robb, Opiniões