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Opinião: Uma Mãe Perfeita | Aimee Molloy

Autores: Aimee Molloy
Título Original:
 The Perfect Mother (2018)
Editora: Edições Asa
Páginas: 334
ISBN: 9789892342351
Tradutor: Ana Saldanha
Origem: Comprado
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Sinopse: Quatro amigas encontram-se num jardim em Brooklyn, Nova Iorque. São mães há pouco tempo e debatem-se com as exigências das suas novas vidas. Colette é escritora e sonha em dedicar mais tempo à família. Nell é especialista em cibersegurança e quer fugir a um passado sombrio. Francie pretende ser mãe a tempo inteiro e, assim, expiar segredos antigos. E Winnie, atriz famosa… Winnie quer apenas o filho de volta. É que alguém aproveitou a única noite em que as amigas saíram sem as crianças para raptar o pequeno Midas. E agora que a investigação policial parece ter chegado a um impasse, Nell, Colette e Francie unem-se, determinadas a encontrá-lo… mesmo que tenham de agir a coberto das sombras. Colette está a escrever um livro que lhe dá acesso a ficheiros policiais confidenciais. Nell utiliza os seus dons de hacker para invadir sites privados. Francie assiste a um talk-show sensacionalista que ninguém admite ver mas que segue obsessivamente o caso e transforma o rumo das vidas de todas. E há ainda um pai. Um enigmático e afetuoso pai…

Opinião: Confesso que parti para esta leitura com as expectativas em alta, e prova disso é que não me lembro qual foi o último livro que comprei e que li quase de imediato antes deste. Uma Mãe Perfeita conta a história de um grupo de mães recentes que se conheceram através de um fórum sobre maternidade. Para quem não sabe, existem fóruns (em Portugal, por exemplo, o Mãe Me Quer) onde podemos fazer parte de uma comunidade de futuras mães, em que os bebés estão previsto nascerem no mesmo mês. A ideia é trocar experiências, ideias e dicas com pessoas que estão a passar simultaneamente pelo mesmo. 

Os encontros virtuais depressa passaram para a vida real e, uma vez que os bebés nascem, algumas das “Mães de Maio” desta história combinam uma saída noturna para poderem voltar a ser apenas “mulheres” durante algumas horas. O problema é que algo corre muito mal e o bebé de Winnie, Midas, é raptado enquanto esta estava num bar com as amigas. 

Ainda que seja um acontecimento central no enredo, o rapto do bebé serve, quanto a mim, de pano de fundo à exploração das pressões que as mães dos dias que correm sofrem para atingir a perfeição. Os fundamentalismos são mais que muitos e toda a gente parece ter uma opinião quanto à melhor solução para qualquer problema que surja antes, durante e após o parto. Ser mãe é um tarefa em constante evolução, e continuo a achar que, mesmo que seja positivo ouvir outras opiniões, o nosso instinto costuma estar certo.

Tenho de ser sincera: parti para esta leitura na expectativa de encontrar um thriller que me fizesse virar página atrás de página, na ânsia de saber o que tinha acontecido ao bebé Midas, mas o que aconteceu foi bem diferente. A resolução do caso assumiu, para mim, um papel bastante secundário, em detrimento daquilo que acho que Aimee Molloy conseguiu fazer melhor, que foi explorar as várias dimensões da maternidade para quem está no início da viagem. 

Achei o desenlace um pouco anti-climático, porque quanto a mim faltou toda uma construção anterior, a nível de personagens e enredo, que o tornasse mais credível. Ainda assim, Uma Mãe Perfeita foi um livro que me entreteve, uma leitura rápida que aborda um tema que me interessa e que acabou por se revelar uma boa leitura de verão.

Classificação: 3/5 – Gostei


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.