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Opinião: Tríptico | Karin Slaughter

Autor: Karin Slaughter
Título Original: Triptych (2006) 
Série: Will Trent #1
Editora: TopSeller
Páginas: 448
ISBN: 9789898626288
Tradutor: Pedro Garcia Rosado
Origem: Comprado

Sinopse: Três pessoas com segredos perturbadores. Um assassino sem nada a perder. Quando Michael Ormewood, detetive da Polícia de Atlanta, é chamado à cena de um homicídio num bairro social, depara-se com uma das mortes mais brutais de toda a sua carreira: o corpo de Aleesha Monroe jaz nas escadas de um prédio, numa poça formada pelo seu próprio sangue e horrivelmente mutilado. Enquanto incidente isolado, este já seria um crime chocante. Mas quando se torna evidente que é apenas o mais recente de uma série de ataques violentos, o Georgia Bureau of Investigation é chamado a intervir — e Michael vê-se obrigado a trabalhar com o agente especial Will Trent, com quem antipatiza de imediato. Vinte e quatro horas mais tarde, a violência a que Michael assiste todos os dias explode nas traseiras da sua própria casa. Percebe-se, então, que talvez o mistério da morte de Aleesha Monroe esteja indissoluvelmente ligado a um passado que se recusa a ficar esquecido…

Opinião: Desde que li A Boa Filha no início deste ano que fiquei com vontade de explorar mais a obra de Karin Slaughter, até porque tem já vários títulos publicados no nosso país e eu tenho cá em casa os dois primeiros volumes da série “Will Trent”. O desafio Book Bingo – Leituras ao Sol 2 foi a desculpa ideal para finalmente mergulhar nesta famosa série policial, que tem o seu início com Tríptico.

Antes de iniciar a leitura, ia já avisada para um aspeto em particular que alguns leitores apontam neste enredo como ponto menos positivo, que é a descoberta da identidade do assassino muito mais cedo do que é “normal” num policial. É curioso como as expectativas jogam com a nossa perceção de um livro e do que acaba por ser a experiência de leitura; como já tinha noção deste aspeto em particular do enredo, acho que acabei por desfrutar mais da história que Karin Slaughter apresenta ao seu leitor e apreciar melhor a forma engenhosa como a constrói.

Sem entrar em grandes detalhes quanto ao enredo, porque realmente não me parece necessário, deixem-me dizer-vos que Tríptico é um livro bastante complexo a nível das personagens e da dinâmica entre elas. Salta logo à vista Will Trent, a personagem principal, um agente especial com uma capacidade brilhante de desvendar crimes, mas que sofre de uma dislexia que teima em não assumir abertamente e que lhe dificulta as tarefas mais simples. A autora deixa uma série de pistas relativamente ao seu passado, que deixam o leitor igualmente curioso e expectante em relação a revelações futuras. E, no que diz respeito à relação entre Will e Angie, temos certamente ainda muito por saber e desenvolvimentos futuros por que ansiar.

A alusão ao conceito de “tríptico” a que se refere o título desta obra deixa adivinhar que mais duas personagens, para além de Will, assumem papel central nesta história. Michael e John são dois homens relacionados com o enredo do assassino em série que mata adolescentes e lhes arranca a língua, sendo esta uma prática que começou com um crime há 20 anos. Ambos são bem desenvolvidos, mas fiquei particularmente cativada pela história de John; a evolução da visão que temos de Michael pareceu-me um bocado mais forçada, mas nada que manche a minha opinião final em relação a este livro. 

Tríptico é um livro viciante, bem escrito, com personagens bem desenvolvidas e bastante gráfico, em todas as vertentes que possam imaginar. Apesar de conter em si um caso policial que fica resolvido, fica a curiosidade por saber o que o futuro reserva a Will e Angie. Gostei muito e vou certamente continuar a ler esta série!

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante  


Sobre Célia

Tenho 36 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.