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Opinião: Coleção “Elmer” | David McKee

O primeiro número da coleção do elefante “Elmer” foi publicado originalmente em 1989, pelo autor e ilustrador britânico David McKee. Atualmente, a coleção continua a ter novos números, contando até à data com 34 volumes. Em Portugal, a série teve vários números publicados pela editora Caminho, mas está agora a conhecer novas edições pela Nuvem de Letras, que muito simpaticamente me enviou o primeiro número desta coleção, Elmer, que faz parte do Plano Nacional de Leitura, bem como O Elmer e o Monstro e O Elmer e Wilbur, que chegaram recentemente ou estão prestes a chegar às livrarias. 

O primeiro livro da coleção, Elmer, é onde o pequeno elefante aos retalhos coloridos nos é apresentado. Nesta história, Elmer vive alegremente entre os elefantes, mesmo sabendo que é diferente de todos. Fá-los rir e todos o aceitam como é, mas mesmo assim Elmer sentia-se incomodado por ser diferente, e por isso decide pintar-se de cinzento. Mas depressa descobre que isso evita que o reconheçam e não o deixam ser o elefante divertido que sempre foi. Então, percebe que aquilo que o torna único é também aquilo que lhe permite ser – a ele e aos que o rodeiam – mais feliz. É um livro com uma mensagem importante, transmitida de uma forma eficazmente simples – é bom ser diferente e o primeiro passo para uma vida feliz é que a aceitação comece dentro de cada um. 

Em O Elmer e o Wilbur, o elefante colorido recebe a visita do seu primo Wilbur, um elefante axadrezado que gosta muito de pregar partidas com a sua voz. Mas as coisas não lhe correm bem quando o Elmer e os outros elefantes o encontram em apuros e parecem não o querer ajudar. Mais um livro divertido, onde as cores e a simplicidade da história e desenhos ajudam esta a tornar-se uma leitura muito engraçada.

Por fim, em O Elmer e o Monstro, a história centra-se na temática do medo infantil relativamente aos monstros, quando pela selva se ouve um rugido que todos os animais afirmam provir de um monstro assustador. Todos fogem do som, mas Elmer avança cautelosa mas corajosamente na direção do som, tentando descobrir a sua origem. E quando isso acontece, percebe que é muito melhor enfrentarmos os nossos medos do que os alimentarmos e que o humor é, por vezes, a melhor forma de olharmos para algo que nos aflige. Mais uma vez, uma mensagem poderosa e que é aqui transmitida de uma forma muito simples e eficaz.

O balanço geral é muito positivo. O meu filho de 5 anos, dentro da faixa etária à qual estes livros são dirigidos, gostou muito e divertiu-se imenso com estas leituras. Quando a um livro bonito e colorido juntamos histórias com mensagens importantes, o resultado é inevitavelmente muito bom.


Sobre Célia

Tenho 35 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.