Home / 4/5 / Opinião: Assassin’s Apprentice | Robin Hobb

Opinião: Assassin’s Apprentice | Robin Hobb

Autor: Robin Hobb
Ano de Publicação: 1995
Série: Farseer Trilogy #1
Páginas: 400
Origem: Comprado

Sinopse: The kingdom of the Six Duchies is on the brink of civil war when news breaks that the crown prince has fathered a bastard son and is shamed into abdication. The child’s name is Fitz, and he is despised. Raised in the castle stables, only the company of the king’s fool, the ragged children of the lower city and his unusual affinity with animals provide Fitz with any comfort. To be useful to the crown, Fitz is trained as an assassin; and to use the traditional magic of the Farseer family. But his tutor, allied to another political faction, is determined to discredit, even kill him. Fitz must survive: for he may be destined to save the kingdom.

Opinião: No âmbito do Projeto Robin Hobb que tenho a decorrer em 2018, propus-me a reler este ano as duas primeiras trilogias do Fitz. Saíram nos dois últimos anos umas edições comemorativas dos 20 anos de publicação da trilogia original, que me foram oferecidas no Natal e que são absolutamente lindas; estava, portanto, ansiosa por reler o início desta história tão querida numa edição muito especial e, pela primeira vez, na língua original.

Assassin’s Apprentice é um livro bastante introdutório, e isto torna-se especialmente evidente para quem já conhece o seguimento da história. Trata-se do relato na primeira pessoa dos primeiros anos de Fitz em Buckkeep (Torre do Cervo), como bastardo real, e do seu treino como assassino do Rei, algo que pela sua condição menor, por assim dizer, parece tornar-se bastante apropriado. No início da história, vamos encontrar o reino dos Seis Ducados numa paz relativa; Fitz é deixado em criança aos cuidados dos mestre dos estábulos reais e antigo soldado do seu pai, Burrich (Castro). À medida que vai crescendo, envolve-se cada vez mais na teia de intrigas da corte e nos problemas do Reino.

Esta releitura foi bastante curiosa, na medida em que havia vários episódios acerca dos quais não tinha qualquer recordação. Aguardava com especial interesse as entradas em cena do Bobo e da forma como esta personagem começou a ser trabalhada pela autora. É engraçado que não o tenha referido na minha opinião original, e atribuo isso ao facto de não ter aparecido assim tanto como isso. Agora que sei a importância que vai ter no desenrolar da história, é natural que tivesse olhado para as suas aparições de outra forma, tentando descortinar mais coisas sobre esta personagem que passei a adorar. 

Foi também interessante rever as primeiras incursões de Fitz nas “magias” Skill e Wit (Talento e Manha), sabendo antecipadamente o papel importante que ambos vão desempenhar no futuro. Em termos contextuais, Robin Hobb lança neste primeiro volume bases sólidas para o universo que criou, em termos de usos e costumes das gentes dos Seis Ducados, bem como da história da família real Farseer (Visionário). Deste primeiro volume, fica a curiosidade para descobrir como irá continuar a história de Fitz no seio da corte dos Seis Ducados: como poderá lidar com a ameaça latente do príncipe Regal (Majestoso), como irá o príncipe Verity (Veracidade) dar-se com a nova esposa enquanto continua a combater a ameaça dos Red Ship Raiders e se conseguirá finalmente encontrar o seu lugar e sentir-se útil. Claro que já sei a resposta a todas estas questões, mas será um prazer voltar a descobrir.

A verdade é que gostei muito desta releitura. Para além do óbvio prazer em voltar ao início de uma história de que tanto gosto, sinto que pude tirar mais proveito desta releitura por conhecer de antemão os acontecimentos subsequentes. Recomendo vivamente! 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Sobre Célia

Tenho 35 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.