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Novidade Porto Editora | Gungunhana, de Ungulani Ba Ka Khosa

Título: Gungunhana
Autor: Ungulani Ba Ka Khosa
Pág.: 184
Data de Lançamento: 18.01.2018

Gungunhana, do premiado autor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, foi publicado a 18 de janeiro pela Porto Editora. A obra integra Ualalapi, romance de estreia do autor que o inscreveu no cânone literário africano, e ainda As Mulheres do Imperador, um relato inédito do regresso das mulheres do imperador, que lhe sobreviveram, a Moçambique, em 1911. A vida de Gungunhana, último imperador de Gaza e figura marcante e polémica da História da colonização portuguesa, é descrita pelo autor desde a sua subida ao poder até ao exílio nos Açores. Numa atmosfera de guerra, violência e massacre, é-nos revelado um rei violento e autoritário, e somos apresentados às tradições e rituais da tribo nguni, dos mais quotidianos aos mais extravagantes.

Sinopse: Em 1987, Ungulani Ba Ka Khosa inscrever-se-ia de forma indelével na história da literatura moçambicana com a publicação de Ualalapi, um romance de estreia tão perturbador quanto fascinante, eleito um dos cem melhores romances africanos do século XX. Gungunhana, o último imperador de Gaza, parte atual de Moçambique, subiu ao poder quando Ualalapi, nome de um guerreiro nguni, matou o seu irmão, Mafemane. Famoso pela resistência que opôs aos Portugueses, Gungunhana reinou de 1884 até 28 de dezembro de 1895, dia em que foi feito prisioneiro por Mouzinho de Albuquerque, transportado para Lisboa e posteriormente enviado para os Açores, onde viveria em exílio até ao final dos seus dias. Nesta edição, à história deste imperador – a sua ascensão e queda – junta-se a narração ficcionada das vidas das mulheres que o acompanharam na sua viagem e que regressaram ao solo pátrio em 1911, depois de longos e tortuosos quinze anos de exílio. Com As Mulheres do Imperador, Ungulani Ba Ka Khosa fecha o ciclo dedicado a esta figura histórica ímpar, celebrando os seus trinta anos de escrita com um tributo – merecido – às mulheres, sempre secundarizadas pela História.

Sobre o autor: Ungulani Ba Ka Khosa, nome tsonga (grupo étnico do Sul de Moçambique) de Francisco Esaú Cossa, nasceu a 1 de agosto de 1957, em Inhaminga, província de Sofala. Formado em Direito e em Ensino de História e Geografia, foi cronista em jornais, cofundador da revista literária Charrua e diretor-adjunto do Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual de Moçambique. Exerce atualmente as funções de diretor do Instituto Nacional do Livro e do Disco e é secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos. Com a sua obra de estreia, Ualalapi (1987), integra a lista dos cem melhores autores africanos do século XX, vindo a ser desde então largamente premiado. É também autor de Orgia dos Loucos, Histórias de Amor e Espanto, Os Sobreviventes da Noite (Prémio José Craveirinha), Choriro, O Rei Mocho, Entre as Memórias Silenciadas (Prémio BCI para melhor livro do ano) e Cartas de Inhaminga. Em fevereiro de 2014, em cerimónia ocorrida em Maputo, foi condecorado pelo Presidente da República Portuguesa com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, pelo contributo que tem dado para o enriquecimento das letras moçambicanas e a divulgação de Moçambique e das suas culturas a nível internacional.


Sobre Célia

Tenho 35 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.