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Opinião: Monstress – Volume I: Despertar | Marjorie M. Liu e Sana Takeda

MarjorieAutor: Marjorie M. Liu
Ilustrador: Sana Takeda
Título Original:
Monstress – Awakening (2016)
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 208
ISBN: 9789897730627
Tradutor: Renato Carreira
Origem: Recebido para crítica

Sinopse: Num mundo alternativo de beleza art déco inspirado na Ásia oriental, eis que nos chega uma história de coragem, vingança e compaixão… Maika Meiolobo é uma adolescente que sobreviveu a uma guerra cataclísmica entre humanos e arcânicos, uma raça híbrida que descende dos Anciãos. Escravizada por bruxas inimigas que suspeitam dos seus poderes latentes, Maika começa a desvendar o seu misterioso passado e, durante o processo, descobre que tem uma ligação psíquica com uma poderosa criatura de outro mundo. Perante a opressão e o terrível perigo, Maika torna-se caçadora e presa, perseguida por aqueles que desejam usá-la, colocando-a no centro de uma guerra devastadora entre forças humanas e sobrenaturais. Enquanto isso, o monstro no seu interior começa a despertar… 

Opinião: Por norma, não costumo ler muita banda desenhada. Mas, como acho que é sempre positivo sairmos da nossa zona de conforto, amiúde gosto de ficar a par do que se vai fazendo dentro desta área. Monstress, com história de Marjorie M. Liu e ilustrações de Sana Takeda, foi agraciado recentemente com o Hugo Award na categoria de novela gráfica, o que é, sem dúvida, um prémio muito importante na área da ficção especulativa e que contribuiu decisivamente para aumentar o meu interessa nesta leitura.

Este primeiro volume da série Monstress é o início de uma aventura de fantasia épica, decorrido numa Ásia alternativa, dividida por uma guerra que decorre entre os Humanos – aqui representados pela organização matriarcal das Cumaea – e os Arcânicos, seres mágicos que podem ser confundidos com humanos por serem originários do cruzamento destes com os Anciãos. É neste contexto que surge Maika Meiolobo, que, quando a história se inicia, procura descobrir, no território inimigo, o que realmente aconteceu à sua mãe.

Maika não tem um braço, mas apesar desta deficiência física, é uma jovem forte e determinada, ainda que a sua fragilidade emocional seja também aparente. À medida que a história avança, o seu monstro interior – tanto no sentido figurado como literal – vai despertando, enquanto vamos tendo oportunidade de conhecer algumas partes da sua vida passada, que ajudam o leitor a compreender um pouco mais sobre quem é Maika e o que a move. Para além da contextualização pessoal, é-nos também oferecido, ao longo do livro, vários detalhes sobre a forma como este mundo ficcional funciona e sobre a sua história passada, o que é muito valioso para a imersão na história.

A história em si é cativante, mas tudo é multiplicado pelas fantásticas ilustrações, prolíficas na transmissão de emoção das personagens, da intensidade dos acontecimentos e da escuridão que grassa neste mundo e que é muitas vezes infiltrada por pequenos belos momentos. E se se deve avaliar uma novela gráfica pela forma como consegue que as duas componentes, texto e imagem, se complementam, então é seguro afirmar que Monstress é um sucesso.

Este primeiro volume inclui 6 capítulos da história, tendo o segundo volume original, publicado em julho deste ano, os capítulos 7-12. Espero sinceramente que a Saída de Emergência continue a apostar nesta fantástica banda desenhada. Recomendo!

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


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