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Opinião: Imitation in Death | J.D. Robb

RobbAutor: J.D. Robb
Ano de Publicação: 2003
Série: In Death #17
Páginas: 512

Sinopse: The summer of 2059 is drawing to a sweaty close when a killer makes his debut with the slashing and mutilation of a prostitute. Soon Eve Dallas is on the trail of a serial killer who knows as much about the history of murder as she does, and he is paying homage to some of history’s most vicious killers.

Opinião: Já tinha saudades da série In Death. Com o pseudónimo J.D. Robb, Nora Roberts criou uma série decorrida numa Nova Iorque futurista, com a Tenente Eve Dallas a liderar uma equipa na resolução de casos policiais. Cada livro da série aborda um caso policial diferente, sempre com viagens à vida pessoal de Eve e dos seus amigos. 

Um assassino em série baseia-se nas histórias de criminosos famosos, como Jack o Estripador, para cometer os seus próprios crimes, quase como uma homenagem. A sua confiança em si próprio e nas suas capacidades leva-o a deixar cartas nos locais do crime dirigidas a Eve, provocando-a, mas comete o erro de o fazer num papel raríssimo, cujos compradores são fáceis de localizar. Através desta pista, Eve consegue compôr uma lista de suspeitos e, um pouco como os policiais tradicionais, vai investigando os vários suspeitos até chegar ao culpado.

Para ser sincera, o caso policial não é algo de extraordinário ou nunca antes visto, ainda que entretenha e seja, como sempre, um prazer ver Eve Dallas a trabalhar nas suas deduções e a forma peculiar que tem de abordar os suspeitos, juntamente com a sua ajudante Delia Peabody. A verdade é que não são os casos policiais que me fazem voltar a esta série. São as personagens e as relações entre elas, sempre com momentos emocionantes ou divertidos que advêm do facto de J.D. Robb ter conseguido construir personagens reais com as quais os leitor acaba por criar uma ligação forte.

Neste 17.º volume, os diálogos entre Eve e Peabody são deliciosos, pelo humor e pela amizade que transbordam. Eve continua a ter dificuldades em mostrar as suas emoções perante outras pessoas que não o marido, e a sua inaptidão social é ao mesmo tempo comovente e divertida. O constraste entre a postura de ambas dá azo a situações bem humoradas e que são, sem dúvida, uma grande mais-valia para o livro. Muitas outras personagens secundárias fazem a sua aparição e isso é reconfortante, quase como reencontrar velhos amigos. Para além disso, este volume traz novas recordações de Eve em relação à sua mãe biológica, o que ajudou a desvendar um pouco mais sobre o seu misterioso passado.

No final de contas, mais um volume desta série de que gostei bastante. Continuo a ouvi-los em audiobook e nunca é demais realçar o trabalho de Susan Eriksen como narradora. É simplesmente impressionante a quantidade de vozes que faz, cada uma com entoação ou sotaque diferente, ao ponto de conseguir identificar que personagem está a falar ao fim de 1 ou 2 palavras. Muito, muito bom. Sem dúvida, uma série para continuar a seguir.

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Sobre Célia