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Novidade Quetzal | Os Corpos, de Rodrigo Magalhães

corposTítulo: Os Corpos
Autor: Rodrigo Magalhães
Pág.: 296
Data de Lançamento: 09.09.2017

O primeiro livro de Rodrigo Magalhães (1975), Cinerama Peruana, foi uma pedrada no charco. Tratava-se de uma nova voz na literatura portuguesa, que imediatamente obteve o reconhecimento da crítica. Os Corpos, a sua segunda obra, em breve nas livrarias, baseia-se no misterioso caso do homem de Somerton. Em 1948, na praia de Somerton, na Austrália, deu à costa o corpo de um homem não identificado. Apesar de todos os esforços das autoridades, nenhuma identificação do corpo foi possível. Vestido de fato e gravata, de boa constituição e aparência, o homem tinha apenas, como facto distintivo, um cigarro preso atrás da orelha e, num dos bolsos, um pedaço de papel com as palavras «Tamam Shud», «este é o fim», as últimas palavras de Rubaiyat, do poeta persa Omar Khayyam. Um caso que permanece sem solução até hoje. Tão misterioso que as autoridades australianas decidiram embalsamar o corpo misterioso, algo de inédito naquele país. Rodrigo Magalhães toma o evento como mote, criando uma história que se desdobra e multiplica por tantas perspetivas quantas as personagens, cujas narrativas são interrompidas, afastando-se permanentemente da sua completude.

Sinopse: «A morte é o nosso destino partilhado. Na incapacidade de se dizer algo sobre ela, permanece a possibilidade de circular em seu redor.» Em 1948, na praia de Somerton, na Austrália, foi encontrado o corpo de um homem não identificado. De boa constituição e aparência cuidada, o homem vestia fato e gravata e estava bem calçado. Nenhuma etiqueta foi encontrada nas peças de roupa ou sapatos. Tinha um cigarro preso atrás da orelha e, num dos bolsos, um pedaço de papel rasgado de uma edição de Rubaiyat, do poeta persa Omar Khayyam, com as palavras «Tamam Shud», «este é o fim». O mistério do homem de Somerton permanece sem solução até hoje. Partindo de uma história manifestamente inspirada no caso Tamam Shud, Rodrigo Magalhães desdobra-a, multiplicando-a por tantas quantas as perspetivas dos protagonistas, das testemunhas, das figuras secundárias, dos figurantes. Cada um transporta consigo uma história, a sua própria história, e esta intromete-se na história dos outros, interrompendo-a – a vida afasta as histórias da sua completude. A literatura também. Um objeto literário misterioso, inquietante, de uma imensa originalidade, e em que ressoam ecos de Buzatti ou Bolaño.

Sobre o autor: Rodrigo Magalhães nasceu em 1975. É livreiro. Vive em Lisboa.


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