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Novidade Quetzal | Para Além da Crença, de V.S. Naipaul

CrençaTítulo: Para Além da Crença
Autor: V.S. Naipaul
Pág.: 608
Data de Lançamento: 23.06.2017

Durante cinco meses, o prémio Nobel da Literatura de 2001, V.S. Naipaul, viajou por alguns dos maiores países muçulmanos não-árabes: Indonésia, Irão, Paquistão e Malásia. Este é um guia dessa viagem, pelo território mas, sobretudo, através da complexa relação que os convertidos ao Islão mantêm com as suas tradições indígenas. A viagem, feita em 1995, resultou neste livro, um importante documento, especialmente numa altura em que assistimos cada vez mais a este choque cultural, um dos temas mais importantes e fraturantes no nosso tempo. A partir do ponto de vista acutilante de Naipaul, Para Além da Crença é um livro de histórias onde não é feita a apologia contra ou a favor do Islão, embora as posições do escritor sejam bastante claras, ao longo do livro. Com uma grande sensibilidade, expõe os relatos mais íntimos dos entrevistados, conjugando-os e fazendo a análise das sociedades a que estes pertencem. Uma das ideias apresentadas é o de que o Islamismo é um imperialismo, não só em guerra com o capitalismo ocidental mas também, e sobretudo, com as tradições espirituais da região. Um conflito muitas vezes também interno, entre a herança espiritual, a crença religiosa – e a «realidade ímpia». Para Além da Crença também pode ser lido como um tratado sobre o fenómeno da globalização: como pessoas nascidas em mundos primitivos e tribais sofrem uma desarticulação espiritual com a chegada da revolução económica. Um livro que dá conta de uma grande viagem humana, com uma atualidade e pertinência evidentes. Uma leitura obrigatória para todos os que querem conhecer mais profundamente o campo das culturas islâmicas contemporâneas – pela mão de um dos mais importantes e celebrados escritores de hoje.

Sinopse: Para Além da Crença é o resultado da viagem de vários meses que V.S. Naipaul empreendeu, em 1995, pelos países muçulmanos não-árabes: Indonésia, Irão, Paquistão e Malásia, onde descendentes de convertidos ao Islão vivem em desacordo com as tradições indígenas e sonhos de pureza islâmica entram em choque com realidades económicas e políticas. Naipaul começa por advertir: «Este é um livro sobre pessoas. Não é um livro de opiniões. Descobre pessoas, busca histórias. E as histórias, que nascem umas das outras, ganham um padrão específico e definem cada país e as suas motivações.» É, com efeito — e à maneira de Naipaul —, um livro riquíssimo sobre o conflito e a mudança cultural que a transição para o Islão provoca e o subsequente desaparecimento do mundo antigo.

Sobre o autor: V.S. Naipaul nasceu nas Caraíbas (em Trindade) em 1932, no seio de uma família de origem indiana. Em 1950 foi estudar para Inglaterra, graças a uma bolsa de estudo. Após os primeiros quatro anos na Universidade de Oxford, começou a escrever, atividade a que se dedicou ininterruptamente desde então: entre o romance e o ensaio, Naipaul publicou mais de uma vintena de livros. Em 1971, V.S. Naipaul foi galardoado com o Booker Prize e, em 2001, com o Prémio Nobel da Literatura.


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