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Opinião: Tempo de Dizer Adeus | S.D. Robertson

RobertsonAutor: S.D. Robertson
Título Original:
Time to Say Goodbye (2016)
Editora: HarperCollins
Páginas: 320
ISBN: 9788491391104
Tradutor: Fátima Tomás da Silva

Sinopse: Como abandonas a pessoa que mais amas?
Com seis anos, Ella, a filha de Will Curtis, sabe que o pai nunca a abandonará. Afinal, ele prometera-lho quando a mãe morrera.
E fará tudo o que lhe for possível para manter a sua palavra. O que Will não sabe é que a promessa que fez à filha pode ser mais difícil de cumprir do que imaginava.
Quando confrontado com uma decisão impossível, Will descobre que a opção mais óbvia pode não ser a correta. Mas o futuro está cheio de surpresas inesperadas.
E pai e filha estão prestes a embarcar juntos numa viagem inesquecível…
 

Opinião: Não andarei longe da verdade se disser que a paternidade traz uma nova luz à noção que temos de mortalidade e à forma como a encaramos. A vontade maior do que a vida de proteger um filho e estar lá sempre que ele precisa é uma realidade com que a maior parte dos pais se identificará, por isso um cenário em que temos a infelicidade de desaparecer deste mundo e não conseguirmos mais cuidar de um filho é algo aterrador.

Este cenário é o ponto de partida de Tempo de Dizer Adeus, romance de estreia do inglês S.D. Robertson. No início da história, a bicicleta onde Will seguia é abalroada por um carro e ele não resiste aos graves ferimentos. Ao morrer, Will percebe que o seu espírito permanece e consegue acompanhar os acontecimentos subsequentes, estando particularmente preocupado com a sua pequena filha de 6 anos, Ella, que se vê subitamente sem o pai, quando já era orfã de mãe. A história gira então em volta do dilema de Will em tentar decidir se deve permanecer eternamente como espírito perto da filha ou se deverá rumar ao céu, deixando-a viver a sua vida o melhor que sabe, sendo que qualquer das decisões será definitiva.

A premissa do livro é interessante e a forma como o livro se inicia intrigante. Fiquei curiosa por saber quais as regras que o autor iria criar para a existência de um espírito e como se processaria todo o sistema pós-vida. Senda esta uma premissa básica do livro, penso que a suspensão da descrença por parte do leitor será fundamental para o sucesso da história perante quem a lê; pessoalmente, houve algumas coisas que penso que não funcionaram muito bem, mas de um modo geral, acho que o autor conseguiu criar uma história coerente.

O enredo vai decorrendo a um ritmo agradável, sendo o leitor movido pela curiosidade quanto à decisão que Will vai tomar. O final não é propriamente surpreendente, mas notei com agrado que o autor teve o cuidado de apresentar uma nuance interessante. De um modo geral foi uma leitura agradável, que manteve o meu interesse e que me deixou curiosa quanto a futuras publicações deste autor.

Classificação: 3/5 – Gostei

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela respetiva editora, em troca de uma opinião sincera.


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