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Todos Devemos Ser Feministas | Chimamanda Ngozi Adichie

500_9789722057431_todos_devemos_ser_feministasAutor: Chimamanda Ngozi Adichie
Título Original:
We Should All Be Feminists (2014)
Editora: Dom Quixote
Páginas: 112
ISBN: 9789722057431
Tradutor: Simão Sampaio
Origem: Empréstimo
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Sinopse: “Peço-vos que sonhem e planeiem um mundo diferente. 
Um mundo mais justo. Um mundo de homens e mulheres mais felizes, mais fiéis a si mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos de criar as nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos de criar os nossos filhos de uma maneira diferente.”

O que é que o feminismo significa hoje em dia?

Neste ensaio pessoal – adaptado de uma conferência TED – Chimamanda Ngozi Adichie apresenta uma definição única do feminismo no século XXI. A escritora parte da sua experiência pessoal para defender a inclusão e a consciência nesta admirável exploração sobre o que significa ser mulher nos dias de hoje. Um desafio lançado a mulheres e homens, porque todos devemos ser feministas.

Opinião: Felizmente que o feminismo é um tema que continua na ordem do dia. Pessoas importantes no mundo da cultura, como a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie ou a atriz Emma Watson continuam a fazer dele um dos seus cavalos de batalha e a chamar a atenção para o muito que ainda tem de ser feito na questão da igualidade de géneros. 

Todos Devemos Ser Feministas é a adaptação de uma famosa TED Talk de Chimamanda em 2012, na qual discursou acerca do feminismo, destacando a sua experiência pessoal relativamente ao tema e a forma como as mulheres são encaradas no seu país natal. É uma leitura rápida e facilmente compreensível e que, quanto a mim, toca nos pontos essenciais do feminismo e na urgência que há em que se compreenda bem o conceito. É um texto inspirador, que toda a gente deveria ler.

A acompanhar este discurso vem o contos “Casamenteiros”, originalmente publicado na coletânea A Coisa à Volta do teu Pescoço. A personagem principal é uma mulher nigeriana que casa com um conterrâneo que vive há 10 anos em Nova Iorque; o tema central é a adaptação forçada por que passa no país onde agora vive, depois de não ter tido hipótese de recusar o arranjo deste casamento feito pelos seus tios, os casamenteiros. É uma história muito interessante, que fala sobre a importância do feminismo sem nunca o referir diretamente, apenas mostrando o que acontece quando ele não existe. Gostei de ler e acho que está completamente dentro do tema, mas não consegui deixar de achar que apenas foi aqui incluído como pretexto para aumentar o número de páginas do livro e poder, assim, cobrar-se um pouco mais pelo mesmo.

Fica, depois desta leitura, muita vontade em regressar à autora, depois de ter lido Meio Sol Amarelo há algum tempo. Pode ser desta que me decida finalmente a pegar no Americanah

O problema da questão de género é que se foca naquilo que devemos ser em vez de reconhecer como somos de verdade. Seríamos bem mais felizes, mais livres para sermos quem realmente somos, se não tivéssemos o peso das expectativas do género.

A cultura não faz as pessoas. As pessoas fazem a cultura. Se uma humanidade inteira de mulheres não faz parte da nossa cultura, então temos de mudar a nossa cultura.

 Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Sobre Célia

Tenho 36 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.