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[Opinião bilingue] Pretty Baby, de Mary Kubica

24998030Autor: Mary Kubica
Ano de Publicação: 2015
Editora: Mira
Páginas: 400
Origem: Recebido para crítica

Sinopse: She sees the teenage girl on the train platform, standing in the pouring rain, clutching an infant in her arms. She boards a train and is whisked away. But she can’t get the girl out of her head… Heidi Wood has always been a charitable woman: she works for a nonprofit, takes in stray cats. Still, her husband and daughter are horrified when Heidi returns home one day with a young woman named Willow and her four-month-old baby in tow. Disheveled and apparently homeless, this girl could be a criminal—or worse. But despite her family’s objections, Heidi invites Willow and the baby to take refuge in their home. Heidi spends the next few days helping Willow get back on her feet, but as clues into Willow’s past begin to surface, Heidi is forced to decide how far she’s willing to go to help a stranger. What starts as an act of kindness quickly spirals into a story far more twisted than anyone could have anticipated.

I received this e-book via NetGalley, in exchange for an honest review.
A cópia digital deste livro foi-me fornecida via NetGalley, em troca de uma opinião honesta. 

Review: Mary Kubica’s debut, The Good Girl, was one of the best surprises of 2014, in such a way that I included it in my 2014’s top 10. So, my interest in the author’s new book was immediate and I grabbed the opportunity that NetGalley gave me to read it.

The book’s structure is similar to the one I encountered in Kubica’s previous book: points of view of the main characters, that tell us this story, alternating between present and past. This time, we start reading this story through Heidi Wood’s eyes, a woman dedicated to humanitarian causes, married and with a teenage daughter. On a bad weather winter morning, Heidi sees, in a train station, a teenage girl carrying a baby, looking like someone who has little to eat and nowhere to sleep. The image of the girl and the baby follow Heidi through the day and in the following days, so that when Heidi sees the girl again she offers her a meal and things end up with Willow and the baby staying at Heidi’s house.

From here on, the plot becomes a little disturbing. We also read Willow’s point of view, going to her past and explaining the path that led her to the middle of Chicago, helpless and with a baby. Willow’s story is hard to read and often revolting, because although we know we’re reading fiction we also know the abuse and violence is the reality of many children/teenagers. 

The third point of wiew is Chris’, Heidi’s husband, and he wanders mostly through his relationship with his wife, their growing apart and how the fact that they can’t have more children changed their life and Heidi’s essence – although he doesn’t even imagine the extension of that trauma.

Like the author’s previous book, the reading becomes compulsive because we want to know what secrets Willow is hiding and how that uncomfortable situation is going to end. Uncomfortable is the right word to describe what this book became to me, for the themes it touches, for the evolution of the plot, for the lack of good sense that dominates the story. But that was not necessarily bad, because it is better when a book does not leave a reader indifferent – and this one didn’t.

This time around, the book was not so surprising. The mystery becomes too evident when we reach a certain point and that took away the element of surprise in the end, which would undoubtedly turn this book in a more remarkable one. Still, it was a satisfying reading, confirming Mary Kubica as an author to keep following.

Rating: 3/5 – I liked it

Opinião: A estreia de Mary Kubica, The Good Girl, foi uma das melhores surpresas de 2014, de tal modo que cheguei mesmo a incluí-lo no meu top 10 do ano. Portanto, o meu interesse pelo novo livro da escritora foi imediato e aproveitei a oportunidade que o NetGalley me deu para lê-lo. 

A estrutura do livro é semelhante ao que tinha visto no seu livro anterior: pontos de vista das personagens principais, que nos vão narrando a história com recuos e avanços entre presente e passado. Desta vez, começamos a acompanhar o enredo através dos olhos de Heidi Wood, uma mulher dedicada a causas humanitárias, casada e com uma filha. Numa manhã de inverno fustigada pelo mau tempo, Heidi vê numa estação de comboio uma adolescente com aspeto de necessitada com um bebé ao colo. A imagem persegue-a durante o dia e nos dias que se seguem, pelo que quando volta a encontrar a rapariga oferece-lhe uma refeição e as coisas evoluem de tal modo que a jovem Willow e a bebé que a acompanham acabam por ficar refugiadas na casa de Heidi.

A partir daqui, a história começa a ganhar contornos um bocado perturbadores. Começamos também a acompanhar os pontos de vista de Willow, que recuam ao passado e nos vão explicando o caminho que a levou a aparecer no meio de Chicago, desamparada e com uma bebé. A sua história é difícil e muitas vezes revoltante, porque apesar de estarmos perante ficção sabemos também que é a realidade de muitos jovens/crianças, vítimas de abuso e maus tratos.

O terceiro ponto de vista é o de Chris, marido de Heidi, que nos fala principalmente sobre o seu cada vez maior afastamento da esposa e de como o facto de estarem impedidos de serem pais novamente mudou a sua relação e a essência de Heidi – ainda que ele não tenha noção da extensão desse trauma.

À semelhança do livro anterior da autora, a leitura torna-se compulsiva pela vontade que temos em saber que segredos esconde Willow e como toda aquela situação desconfortável irá terminar. Desconfortável é a palavra certa para descrever o que esta leitura se tornou para mim a partir de certo ponto, pelos temas tratados, pelo desenrolar dos acontecimentos, pela falta de bom senso que começa a imperar. Mas isso não foi necessariamente mau, porque prefiro de longe um livro assim do que outro que me deixe indiferente.

Desta vez, não foi tão surpreendente. A partir de certa altura, o mistério tornou-se demasiado evidente e isso tirou o factor surpresa ao final, que sem dúvida teria transformado este livro numa leitura mais marcante e com mais impacto. Ainda assim, foi um livro que me satisfez e que confirmou que Mary Kubica é uma autora para continuar a seguir.

Classificação: 3/5 – Gostei


Sobre Célia

Tenho 36 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.