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[Opinião] A Vida na Porta do Frigorífico, de Alice Kuipers

7348869Autor: Alice Kuipers
Título Original:
Life on the Refrigerator Door: Notes Between a Mother and Daughter (2007)
Editora: Editorial Presença
Páginas: 240
ISBN: 9789722342469
Tradutor: Rita Graña
Origem: Comprado

Sinopse: Marie-Laure é uma jovem cega que vive com o pai, o encarregado das chaves do Museu Nacional de História Natural em Paris. Quando as tropas de Hitler ocupam a França, pai e filha refugiam-se na cidade fortificada de Saint-Malo, levando com eles uma joia valiosíssima do museu, que carrega uma maldição. Werner Pfenning é um órfão alemão com um fascínio por rádios, talento que não passou despercebido à temida escola militar da Juventude Hitleriana. Seguindo o exército alemão por uma Europa em guerra, Werner chega a Saint-Malo na véspera do Dia D, onde, inevitavelmente, o seu destino se cruza com o de Marie-Laure, numa comovente combinação de amizade, inocência e humanidade num tempo de ódio e de trevas.

Opinião: Não estava nos meus planos ler este livro, e se não tivesse vindo de oferta com outro que comprei provavelmente nunca o teria lido. Não escondo que só lhe peguei agora porque é uma leitura rápida.

Basicamente, a autora tenta contar a história de uma mãe e sua filha adolescente num período complicado das suas vidas. Elizabeth é médica obstetra, os seus horários são muito errantes, e é por isso que as duas deixam frequentemente mensagens curtas para a outra na porta do frigorífico. É a partir destas mensagens que acompanhamos a forma como elas lidam com a falta de tempo entre as duas, as vicissitudes típicas da adolescência e a descoberta que a mãe tem cancro da mama.

Como já disse, o livro lê-se num instantinho, porque cada nota ocupa uma página e às vezes só tem uma linha. Pessoalmente, acho que o estilo epistolar não se adequa bem a notas curtinhas, pelo simples facto de que a falta de informação não permite à história nem às personagens ganharem profundidade. Não tive tempo para me preocupar com o destino das personagens, porque as conheci mal. O acontecimento dramático perto do final não teve praticamente efeitos em mim, foi como ler num jornal sobre pessoas que não conhecia.

Apesar de a autora tentar por várias vezes justificar porque falam as duas via notas coladas no frigorífico (as suas ocupações não as deixam passar juntas tanto tempo como gostariam), acaba por ser estranho este meio de comunicação numa era em que toda a gente tem telemóvel (já assim era em 2007, quando o livro foi publicado). Acaba por emprestar à história um tom de certo modo artificial.

Resumindo, não foi de todo um livro que me tivesse marcado. Lê-se, apenas. Esteve na minha cabeça durante o tempo em que o li, mas o mais certo é ser esquecido em breve.

Classificação: 2/5 – OK


Sobre Célia

Tenho 36 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.