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[Opinião] O Morcego, de Jo Nesbø

24703150Autor: Jo Nesbø
Título Original:
Flaggermusmannen (1997)
Série: Harry Hole #1
Editora: Dom Quixote
Páginas: 388
ISBN: 9789722056342
Tradutor: Maria Georgina Segurado (do inglês)
Origem: Ganho em passatempo

Sinopse: O inspector Harry Hole, da Brigada Anticrime de Oslo, é enviado numa missão a Sydney, na Austrália, para investigar um homicídio. Deve colaborar com as autoridades locais, mas tem instruções para se manter longe de sarilhos. A vítima é uma norueguesa de vinte e três anos, em tempos uma celebridade televisiva na Noruega. Harry não consegue ser um simples espectador e, à medida que se envolve na investigação, trava amizade com um dos detetives responsáveis pelo caso. Juntos percebem que estão a lidar com o último de vários homicídios por resolver, e o padrão diz-lhes que estão na presença de um psicopata que atua ao longo do país. Quando estão prestes a descobrir a identidade do assassino, Harry começa a temer que ninguém esteja a salvo, principalmente as pessoas envolvidas na investigação… e os seus receios transformam-se no seu mais profundo pesadelo!

Opinião: Há muito tempo que tenho curiosidade por esta série de policiais nórdicos da autoria de Jo Nesbø, mas ainda não me tinha decidido a lê-la porque queria começar pelo primeiro volume, que foi apenas o 8.º da série a ser publicado por cá (de um total de 10, até agora).

A expectativa não era enorme, por ter lido em vários locais que este primeiro volume não seria o mais interessante, mas ainda assim gosto de começar as séries pelo início e, neste caso, conhecer a personagem principal que continuará a sê-lo ao longo dos restantes livros. 

N’O Morcego,  o inspetor norueguês Harry Hole é destacado para ajudar nas investigações de um homicídio de uma norueguesa que decorreu em Sydney, na Austrália. No início, Harry e os colegas australianos seguem as pistas mais óbvias e ao longo do tempo vão conhecendo vários avanços e recuos na investigação. Abre-se a possibilidade de ser um assassino em série, mas essa é uma teoria difícil de provar. 

À medida que a história se desenrola, Harry vai convivendo com várias personagens que conhece no país, como o polícia aborígene Andrew Kensigton, o excêntrico Otto Rechtnagel, ou a colega da mulher assassinada, Birgitta. À sua maneira, todos influenciam a vida de Harry e acabam por ajudá-lo a conhecer um pouco mais daquilo que é a vida australiana e as questões raciais que ainda subsistem.

Gostei de Harry Hole. O autor proporciona-nos vários regressos a partes do seu passado que ajudam a compôr a personagem, a torná-la mais real e a fazer com que nós, leitores, simpatizemos com as suas lutas. A sua procura pela redenção de acontecimentos passados é uma característica importante da sua personalidade. Mas também as personagens secundárias têm direito a isto, apesar de ser em menor extensão.

O caso policial foi interessante, e o jeito de Harry para reparar em detalhes cativante. Não foi uma história ou resolução que tivesse achado a melhor de sempre num policial, mas a leitura foi suficientemente interessante. Também é importante referir que o caso policial se encontra bem interligado com as questões raciais que acredito ainda continuarem a existir (apesar de o livro ter sido publicado originalmente em 1997). 

Portanto, o balanço final é positivo. Apesar de não ter sido uma leitura extraordinária, conseguiu convencer-me que vale a pena continuar a apostar nesta série.

Classificação: 3/5 – Gostei


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.