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[Opinião] Os Túmulos de Atuan, de Ursula K. Le Guin

7150186Autor: Ursula K. Le Guin
Título Original:
The Tombs of Atuan (1970)
Série: Terramar #2
Editora: Editorial Presença
Páginas: 152
ISBN: 9789722328753
Tradutor: Carlos Grifo Babo
Origem: Comprado

Sinopse: O Ciclo de Terramar, tantas vezes comparada a clássicos como O Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien, traz à fantasia e à ficção científica uma nova sensibilidade e um número de admiráveis, impressionantes e simpáticas personagens. É uma tetralogia magnífica; uma saga admirável que despoleta com O Feiticeiro e a Sombra – livro premiado com o ´Boston Globe Horn Book Award of Excellence´ de 1969 – e continua com a publicação de Os Túmulos de Atuan. O universo destas narrativas envolve-nos, desde o princípio, numa atmosfera mágica e deveras inquietante. Este segundo volume é uma obra onde impera o suspense, os encontros místicos, os horrores inomináveis, mas também o sentido de humor. É neste cenário que os destinos dos heróis, Tenar e Gued, irão entrecuzar-se. Tenar, a grande sacerdotisa, é uma criança que foi despojada da própria identidade e afastada da família para se dedicar às entidades do além: Aqueles-Que-Não-Têm-Nome, as forças misteriosas dos túmulos de Atuan. Gued, o jovem feiticeiro, é o bravo herói que arrisca a vida no labirinto proibido em busca do grande tesouro, o famoso Anel de Erreth-Akbe. Ao mesmo tempo, é também sua missão libertar Tenar daquele local tenebroso.

Opinião: O Feiticeiro e a Sombra deixou-me intrigada em relação ao que se seguiria nesta série. Por isso, foi com naturalidade que decidi partir de imediato para a leitura do segundo volume, este Os Túmulos de Atuan.

Para minha surpresa, este volume não começa imediatamente a seguir aos acontecimentos do primeiro, nem sequer retoma a vida de Gued, o protagonista daquele. Em vez disso, seguimos a vida da pequena Tenar que, por ter nascido no dia em que a Sacerdotisa dos Túmulos de Atuan morreu, é levada da família para ocupar o seu lugar. Assim, na primeira metade deste livro acompanhamos Tenar, agora Arha, a Devorada, na aprendizagem das suas funções, enquanto que, com a curiosidade natural da juventude, se vai aventurando nos labirínticos túmulos.

Mais ou menos a meio do livro, quando Arha tem quinze anos, surge de novo o nosso conhecido Gued, que visita os Túmulos de Atuan em busca da metade perdida do anel de Errth-Akbe, tentando cumprir a profecia que diz que quando o anel estiver inteiro se restaurará a paz em Terramar. Apesar das suas reticências iniciais, Arha acaba por ajudar Gued e, por isso, encontra o seu lugar no mundo.

À semelhança do volume anterior, também este livro é uma história de transição para a idade adulta, ou bildungsroman (aprendi esta palavra por causa destes livros, tive de partilhar). Arha, ou Tenar, vive num mundo oprimido, com uma série de preconceitos e com o destino da sua vida traçada. A sua inquietude e vontade de saber são determinantes para que aprenda a questionar as coisas por si própria e ver para além dos limites que lhe são impostos.

Acaba por ser uma história interessante, mais uma vez muito bem escrita, mas que pessoalmente não me arrebatou mais do que o volume anterior. Ainda assim, reconheço os méritos da série e vou ler os dois volumes seguintes, sempre com a noção que estou a fazê-lo talvez um pouco tarde demais.

Classificação: 3/5 – Gostei


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.