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[Opinião] Um Beijo Inesquecível, de Teresa Medeiros

17304233Autor: Teresa Medeiros
Título Original:
A Kiss to Remember (2001)
Série: Farleigh Sisters #1
Editora: Quinta Essência
Páginas: 336
ISBN: 9789897260414
Tradutor: Carmo Vasconcelos Romão
Origem: Comprado

Sinopse: Laura Farleigh precisava de um marido. Se quisesse manter um teto sobre a cabeça dos irmãos, a orgulhosa filha do reitor teria de casar até ao dia do seu vigésimo primeiro aniversário. Ao encontrar inconsciente na floresta um misterioso desconhecido de rosto angelical e corpo de Adónis, que não se lembrava do nome e do passado, decide reclamá-lo como seu. Mal sabia ela que aquele anjo caído era afinal um demónio disfarçado. Sterling Harlow, o famoso devasso conhecido como o «Demónio de Devonbrooke», acorda com o beijo encantador de uma formosa jovem que lhe confessa ser ele o seu prometido. Com as faces beijadas pelo sol e sardentas, Laura é uma jovem inocente apesar do encanto feminino das suas curvas. Quando lhe garante ser ele um perfeito cavalheiro, Sterling pergunta a si próprio se, para além da memória, terá perdido o juízo. Juraria não ser homem para se satisfazer apenas com beijos – principalmente os da doce e sensual Laura. Tentando descobrir a verdade antes da noite de núpcias, um beijo inesquecível ateia a paixão que nenhum deles alguma vez esquecerá.

Opinião: Um Beijo Inesquecível é a minha estreia com a autora Teresa Medeiros. O seu nome aparece normalmente referenciado como uma das boas autoras dentro do “romance romântico” e, por isso, tinha alguma curiosidade em experimentar um livro seu. Vi algumas boas opiniões relativamente a Um Beijo Inesquecível e foi por aqui que decidi começar.

Sterling Harlow é o Duque de Devonbrooke, mas traz consigo uma infância e juventude complicadas. Ainda em criança, o seu pai deixou-o aos cuidados do anterior Duque, um parente seu, a troco de dinheiro, e Sterling vive amargurado por ter sido abandonado pelo pai e, especialmente, pela mãe, que julgava ter o dever de contrariar esta decisão. Vítima de maus tratos do parte do Duque, Sterling teve de aprender a desenrascar-se sozinho e quando esta história começa é um homem que sabe o que quer e o que fazer para consegui-lo, apesar de continuar a ser atormentado pelo passado.

Laura Farleigh é uma jovem que a mãe de Sterling acolheu na sua casa como protegida e que, depois da morte daquela, se vê em perigo de ficar sem teto. Apenas se casar antes dos 21 anos Laura terá direito a permanecer na casa e inclusivamente herdá-la, pelo que, com o aproximar do seu aniversário e com a vontade de Sterling reclamar para si a propriedade da casa, urge arranjar noivo. Quando Sterling se dirige à tal propriedade, tem um acidente de cavalo e perde a memória, sendo encontrado por Laura que o acha um excelente candidato a noiva.

Já se sabe que estas histórias não primam propriamente pela imprevisibilidade ou sequer originalidade, o que até acaba por ser, de certo modo, propositado da parte de quem escreve estes livros porque o leitor procura leituras de conforto quando se propõe a lê-los e a existência do final feliz é, no fundo, quase uma exigência. Portanto, o maior risco destes livros é mesmo a relação entre os protagonistas – e os próprios – não conseguir ser suficientemente credível e cativante.

Perante a quantidade de leitores que apreciaram este livro, devo concluir que o problema aqui foi mesmo meu. Sterling tem, sem dúvida, vários pontos de interesse, especialmente pelo seu passado complicado. Laura, por outro lado, pareceu-me uma personagem algo inconsistente. Num momento, a religião é o mais importante na sua vida, no outro os fins justificam os meios e não hesita em mentir para conseguir obter o que deseja. A relação entre os dois também não me convenceu, mais pela forma como se desenvolve do que pela química das personagens. Algumas partes humorísticas são bem conseguidas, mas por vezes dão às personagens um certo tom caricatural que não me parece que a autora desejou que tivessem.

Foi um livro que li rapidamente, mais pela prosa fácil e enredo descomplicado do que propriamente pelo meu interesse na história. No fundo, acabou por ser, ao contrário do beijo, tudo menos inesquecível.

Classificação: 2/5 – OK


Sobre Célia

Tenho 36 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.