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[Opinião] City of Dragons, de Robin Hobb

13059492Autor: Robin Hobb
Ano de Publicação: 2012
Série: Rain Wild Chronicles #3 | Realms of the Elderlings #12
Páginas: 416

Sinopse: Once, dragons ruled the Rain Wilds, tended by privileged human servants known as Elderlings. But a series of cataclysmic eruptions nearly drove these magnificent creatures to extinction. Born weak and deformed, the last of their kind had one hope for survival: to return to their ancient city of Kelsingra. Accompanied by a disparate crew of untested young keepers, the dragons embarked on a harsh journey into the unknown along the toxic Rain Wild River. Battling starvation, a hostile climate, and treacherous enemies, dragons and humans began to forge magical connections, bonds that have wrought astonishing transformations for them all. And though Kelsingra is finally near, their odyssey has only begun.



As they forge ever-deeper into uncharted wilderness, starvation, flashfloods, and predators imperil them all. But as dragons and humans alike soon learn, the most savage threats come from within their own company…
 

Opinião: Eis-me chegada ao terceiro volume da série Rain Wild Chronicles, que retoma os acontecimentos que ficaram pendentes no final do volume anterior.

Os dragões e os seus cuidadores chegaram finalmente a Kelsingra, a cidade perdida dos dragões: lá, encontram-se muitos mistérios por desvendar, que prometem revelar mais sobre a história dos dragões e sobre os Elderlings, uma raça meio-humana meio-dragão, com uma esperança de vida muito acima acima do normal. Esse conhecimento vem dos artefactos que os cuidadores encontram, mas também de uma espécie de flashbacks que têm do que era a vida de então. É notável como Robin Hobb consegue dar vida a esta cidade perdida, fazendo o leitor sentir que está realmente a caminhar no meio daquelas ruínas.

A nível de desenvolvimento de personagens e de enredo, este livro também apresenta evoluções singificativas: os dragões estão cada vez mais independentes e isso revela-se em alguns confrontos entre eles; Thymara e Alise (mais a primeira) vêm chegar alterações importantes na sua vida, enquantoMalta Vestrit, uma das protagonista da trilogia Liveship Traders, regressa ao primeiro plano do enredo . Muito curiosa também a participação do liveship Tarman, o primeiro a ser construído e que, apesar de não apresentar (aparentemente) a sabedoria de outros navios que já encontrámos, promete ter uma participação importante no que resta da história.

Mas longe de Kelsingra e das cidades Rain Wild outras coisas importantes vão acontecendo: em Bingtown e Chalced as intrigas e conspirações relativamente aos dragões e às potencialidades de Kelsingra crescem e acrescentam densidade e interesse ao enredo, ao mesmo tempo que enriquecem o livro pela multiplicidade de perspetivas que geram. O livro peca apenas pelo fim abrupto, que deixa muita coisa por resolver, mas talvez isso não seja de estranhar uma vez que esta seria a primeira metade do livro que Robin Hobb escreveu originalmente, que depois acabou por ser dividido em duas publicações.

De resto, aquilo a que Robin Hobb já nos habituou: escrita cuidada e cativante, personagens que criam empatia e um enredo interessante, que deixa vontade de continuar a seguir esta história. Provavelmente não tão cativante como a trilogia que a precede, as Rain Wild Chronicles estão a revelar-se uma leitura rica e entusiasmante. 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Sobre Célia

Tenho 36 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.