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[Opinião] Dragon Haven, de Robin Hobb

11040258Autor: Robin Hobb
Ano de Publicação: 2010
Série: Rain Wild Chronicles #2 | Realms of the Elderlings #11
Páginas: 570

Sinopse: Fifteen dragons have set off on a dangerous trek up the Rain Wild River, in hopes of rediscovering their lost haven, the ancient city of Kelsingra. Accompanying them are a disparate group of rejects from Rain Wild society, including strong and defiant young Thymara; wealthy dragon scholar and Trader’s wife Alise; and her companion, the urbane Sedric. These human keepers yearn also to create a new home where they can decide their own fate. But is Kelsingra real or merely a fragment of a glorified past buried deep in the dragons’ shared memories?



As they forge ever-deeper into uncharted wilderness, starvation, flashfloods, and predators imperil them all. But as dragons and humans alike soon learn, the most savage threats come from within their own company…
 

Opinião: Dragon Haven é o segundo volume de quatro da série Rain Wild Chronicles e continua a história iniciada em The Dragon Keeper. O primeiro volume teve um final em aberto, mesmo tendo em conta que faz parte de uma série, mas como expliquei na opinião do livro anterior, a autora verificou que o primeiro volume da série estava demasiado extenso e decidiu dividi-lo em dois, pelo que este segundo volume complementa o primeiro.

Deste modo, a história do segundo volume inicia-se precisamente onde o primeiro volume terminou e continua a acompanhar a viagem dos dragões e dos seus guardadores em busca da cidade perdida de Kelsingra. Se o primeiro volume foi mais introdutório a nível de enredo e personagens, este centra-se basicamente na viagem dos dragões e dos seus acompanhantes, em sentido literal e figurado.

Na realidade, apesar da importância do destino, a viagem é muito importante para todas as personagens. Thymara, a jovem Rain Wild que escapou de morte certa à nascença pela teimosia do seu pai, luta pela capacidade de escolher o seu destino enquanto lida com as transformações que se vão operando pelo contacto com a “sua” dragão-fêmea, Sintara. Alise tenta aprender a tornar-se mais útil, enquanto lida com os novos sentimentos que surgiram em relação ao capitão do barco, Leftrin, e se vê perante revalações sobre o seu passado que mudam completamente a perceção sobre quem quer ser no futuro. Mas a “viagem” mais interessante, para mim, foi a de Sedric, o homem que o marido de Alise enviou para a acompanhar nesta aventura: a sua ligação inesperada ao dragão Relpda faz com que Sedric sofra uma transformação impressionante, levando-o a perceber quem é realmente e tudo o que estava errado no seu passado.

Depois, os dragões são fantásticos. Têm uma personalidade muito própria e uma grande sabedoria, e é muito curioso acompanhar as alterações por que vão passando à medida que viajam rumo à sua cidade perdida, bem como as relações que desenvolvem com os seus guardadores. A viagem é descrita com muito detalhe, bem como a fauna e a flora dos locais por que vão passando, o que ajuda a dar credibilidade a toda a narrativa.

O ritmo, esse, continua algo lento. Mas, como já disse tantas vezes, é uma característica da autora que aprendemos a apreciar e a compensar com a sua exímia capacidade de falar sobre pessoas, sobre as suas lutas e sobre os seus sentimentos. Conto não demorar muito a ler os restantes dois volumes para descobrir o que vai acontecer de seguida. 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Sobre Célia

Tenho 36 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.