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[Opinião] The Girl You Left Behind, de Jojo Moyes

13637360Autor: Jojo Moyes
Ano de Publicação: 2012
Páginas: 544

Sinopse: In 1916 French artist Edouard Lefèvre leaves his wife Sophie to fight at the Front. When her town falls into German hands, his portrait of Sophie stirs the heart of the local Kommandant and causes her to risk everything – her family, reputation and life – in the hope of seeing her true love one last time.

Nearly a century later and Sophie’s portrait is given to Liv by her young husband shortly before his sudden death. Its beauty speaks of their short life together, but when the painting’s dark and passion-torn history is revealed, Liv discovers that the first spark of love she has felt since she lost him is threatened…

In The Girl You Left Behind two young women, separated by a century, are united in their determination to fight for the thing they love most – whatever the cost.

 

Opinião: Depois de ter lido a prequela, segui de imediato para a história principal. Tal como no conto que o precede, também no livro o foco são as duas mulheres separadas por quase um século, Sophie e Liv, ligadas por um retrato pintado pelo marido de Sophie. 

Em 1917, Sophie gere com a irmã um hotel de província em França, sem ter grandes notícias do marido, que partiu para a Frente quando a 1.ª Guerra Mundial teve o seu início. St. Péronne, assim se chamava a aldeia, estava sob jugo alemão, e a sua população vivia as privações de comida e liberdade que tal situação impunha. Quando chega um novo Kommandant à aldeia para supervisionar as atividades alemãs, Sophie percebe o seu fascínio por uma pintura que o marido fez dela (precisamente com o nome The Girl You Left Behind) e vê este facto como uma possível forma de conseguir rever o marido.

Em 2006, Liv está viúva. Mesmo 4 anos depois, continua a viver consumida pela perda precoce do homem com quem tinha planeado passar o resto da vida, sozinha numa casa concebida pelo marido e que é um ex-libris da arquitetura londrina. Mas os rendimentos de Liv são escassos e não só o dinheiro deixado pelo marido há muito acabou como a casa tem muitas despesas de manutenção que Liv não consegue suportar. Neste contexto, Liv conhece casualmente Paul e dá por si a gostar da sua companhia e a envolver-se com ele, sentindo-se viva pela primeira vez em muito tempo. Mas só até descobrir que Paul trabalha para uma empresa que trata de restituições de obras de arte roubadas aos donos durante as Guerras Mundiais, normalmente solicitadas pelos herdeiros. É que pouco tempo depois de terem casado, David ofereceu a Liv a pintura The Girl You Left Behind, objeto que os herdeiros de Édouard Lefèvre vêm agora reclamar, num processo liderado por Paul. É então que no meio desta luta pela pintura e pela sua legitimidade de a possuir que vamos voltando a recuar no tempo para descobrir o que aconteceu a Sophie e à sua pintura. 

Não sei se por já ter lido vários (e bons) livros que utilizam a estrutura narrativa passado-presente de forma alternada, rumo à resolução de um mistério, ou se foi por já ter lido alguns livros desta autora, mas a verdade é que, de um modo geral, esta história não me surpreendeu. Em primeiro lugar, quanto à estrutura narrativa: a alternância de que falei não é linear, com por exemplo capítulos alternados entre épocas, mas temos uma primeira parte exclusivamente dedicada ao enredo de 1917, que acaba de uma forma muito abrupta quando o leitor estava mais do que embrenhado no destino de Sophie. O leitor tem então de conhecer outra história e outras personagens, em 2006, que a mim não me cativaram tanto. Em segundo lugar, o facto de já conhecer mais ou menos as linhas com que esta autora se cose permitiram-me vislumbrar de uma forma geral qual seria a resolução da história, o que acabou por lhe retirar um pouco de emoção.

Quanto às personagens, tive alguns problemas com a Liv, na medida em que me pareceu recuperar depressa demais a sua vontade de viver e conviver com outras pessoas depois de tantos anos no isolamento. Acho que faltou qualquer coisa convincente na caracterização das personagens na linha temporal de 2006… chama, personalidade, o que lhe quiserem chamar. 

No fundo, é um livro bem escrito, com uma história interessante (gostei em especial do tema da restituição de obras de arte), mas que falhou em me convencer plenamente e, acima de tudo, me emocionar como penso ter sido o objetivo da autora.

Classificação: 3/5 – Gostei


Sobre Célia

Tenho 36 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.