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[Opinião] Memórias de Sherlock Holmes #1, de Arthur Conan Doyle

6680511Autor: Arthur Conan Doyle
Título Original:
The Final Problem, The Adventure of the Resident Patient, The Adventure of the Reigate Squire, The Adventure of the Crooked Man (1893)
Editora: Global Notícias
Páginas: 95
ISBN: 9789895545650
Tradutor: n.d.
Origem: Comprado

Sinopse: As Memórias de Sherlock Holmes incluem originalmente onze contos de histórias do detective Sherlock Holmes, publicados em 1894. Os contos foram divulgados pela primeira vez na revista Strand Magazine, nos anos de 1892 e 1893. Neste primeiro livro de memórias estão reunidos O Problema Final, O Paciente Internado, O Enigma de Reigate e O Corcunda.

Opinião: Esta é mais uma das coleções de livros que saíram com jornais que comprei e que deixei pendurada. Dela, ainda só li Um Estudo em Vermelho e As Aventuras de Sherlock Holmes, por isso resta-me muita coisa para ler deste famoso detetive. Decidi então pegar nas “Memórias”, um conjunto de 12 histórias publicadas na revista Strand, entre 1892 e 1893. Os 3 volumes desta coleção incluem apenas 10 contos, ficando de fora The Adventure of the Yellow Face e The Adventure of the Cardboard Box. Aqui fica então um pequeno resumo e opinião de cada um dos contos incluídos neste volume (seguindo o link nos títulos dos contos, podem ler o conto respetivo em inglês):

O Problema Final: não sei quem se lembrou de colocar este conto em primeiro lugar no primeiro livro de Memórias desta coleção, mas foi uma péssima ideia. É que este é o conto no qual Sherlock Holmes morre, depois de uma longa “batalha” com o seu arqui-inimigo James Moriarty. Numa história narrada pelo seu fiel companheiro John Watson, este conta como Holmes o procurou enquanto corria risco de vida, perseguido pelos membros da organização criminosa de Moriarty. Os dois fogem para o continente, aguardando pelo dia em que o criminoso será preso, mas as coisas acabam por não correr como o planeado e Holmes é apanhado. Na verdade, Conan Doyle desejou que O Problema Final fosse a última história do famoso detetive, mas a “morte” deste deixava margem para o “ressuscitar”, o que fez 10 anos depois de ter escrito o presente conto. Que é um conto bem escrito e interessante, mas em que me senti algo perdida pela falta de informação sobre quem era e o que fazia Moriarty, para além dos planos de Sherlock para o apanhar. Mas é Watson a relatar os eventos e, como se sabe, Holmes muito dificilmente lhe revelava grande coisa, portanto acaba por ser aceitável.

O Paciente Internado – Um médico procura a ajuda de Sherlock Holmes quando o seu parceiro de negócio – o paciente internado na residência onde o médico exerce a sua profissão – suspeita de um par de pacientes que procurou os serviços médicos e, para além do seu comportamento suspeito, deixaram vestígios de ter sondado o quarto do paciente internado. Duas visitas ao local são o suficiente para Holmes perceber tudo o que está por detrás destes estranhos acontecimentos. Aliás, os poderes dedutivos do detetive são o ponto alto deste conto, em especial quando, no início, adivinha os pensamentos de Watson e explica ao companheiro como o fez. História agradável, mas que não achei particularmente memorável.

O Enigma de Reigate – Sherlock Holmes convalesce de um período de trabalho que exigiu muitas das suas energias, quando os decide ir com Watson para o campo para recuperar forças. Mas na localidade onde os dois ficam alojados começam a acontecer coisas estranhas: a um assalto com contornos estranhos segue-se um assassinato que tem muito que se lhe diga. O famoso detetive vê-se envolvido nas investigações e, sem grande surpresa, analisa as pistas de forma correta e diferente de toda a gente. Achei o enredo deste conto apenas vagamente interessante e a rapidez com que todo o caso é exposto não contribuiu para que tivesse ficado na minha memória.

O Corcunda – Sherlock Holmes aparece uma noite em casa de Watson com uma história que envolve uma morte em circunstâncias estranhas. Depois de uma discussão com a mulher, um militar veterano aparece morto, e só Holmes percebe que houve outra pessoa envolvida no misterioso acontecimento. Mais uma vez, é um conto que vale pelas brilhantes deduções de Sherlock Holmes.

A leitura destes contos confirma, de certo modo, a impressão com que já tinha ficado aquando da leitura de outras histórias de Sherlock Holmes: gosto do detetive e da sua inteligência aguçada, mas os enredos não me dizem grande coisa e acho que teriam a ganhar se fossem mais desenvolvidos ou se os contos fossem escritos de modo fornecer ao leitor as peças necessárias à resolução do caso. 

Classificação: 2/5 – OK


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.