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[Opinião] Just Like Heaven, de Julia Quinn

8476248Autor: Julia Quinn
Ano de Publicação: 2011
Páginas: 374
Série: Smythe-Smith Quartet #1

Sinopse: Honoria Smythe-Smith is:
A) a really bad violinist
B) still miffed at being nicknamed “Bug” as a child
C) NOT in love with her older brother’s best friend
D) all of the above 

Marcus Holroyd is:
A) the Earl of Chatteris
B) regrettably prone to sprained ankles
C) NOT in love with his best friend’s younger sister
D) all of the above

Together They:
A) eat quite a bit of chocolate cake
B) survive a deadly fever AND the world’s worst musical performance
C) fall quite desperately in love

It’s Julia Quinn at her best, so you KNOW the answer is…

D) all of the above

  

Opinião: Gostei muito da série Bridgertons, desta autora, que está atualmente a ser publicada em Portugal (se não estou em erro, já foram publicados 3 dos 8 livros). Para mim, tornou-se numa daquelas autoras a que recorro quando preciso de uma leitura que me faça sentir bem, porque os livros estão repletos de romance e bom humor. E foi por isso que decidi iniciar a série Smythe-Smith Quartet.

Esta nova série é, por assim dizer, um spin-off dos Bridgertons, porque os protagonistas são parte da família Smythe-Smith, famosa naquela série pelos seus concertos horríveis, nos quais qualquer pessoa com o mínimo de audição perceberia que a sua vocação estava longe de ser a música. Ninguém sabe porque começou a tradição dos concertos anuais e muito menos por que motivo continua. Honoria Smythe-Smith, a protagonista da história, é uma das desafortunadas que se vê obrigada a participar no concerto que se aproxima. 

Honoria gosta da sua família numerosa, mas sente saudades do irmão Daniel, que teve de fugir para Itália devido a um assunto espinhoso. Antes de partir, Daniel encarregou Marcus Holroyd, amigo de infância de ambos, de se assegurar que Honoria não casaria com qualquer um. Não é preciso falar mais sobre a história, porque já todos percebemos onde é que isto vai parar. Mas esta previsibilidade não é uma previsibilidade que incomoda ou aborreça, é antes um factor de conforto, pelo menos para mim, porque parto para estas leituras sabendo exatamente o que procuro e, numa boa parte das vezes, em especial com esta autora, é o que encontro.

É um romance menos intenso, mais “fofinho” do que outros que já li da autora, mas ainda assim uma leitura reconfortante. Gostei mais de Marcus do que de Honoria, porque me pareceu uma personagem mais interessante e com mais “sumo”, de um modo geral. Não achei que Honoria fosse uma personagem memorável ou que tivesse alguma característica em particular que a destacasse de heroínas de outros livros do género. O romance entre os dois teve os seus momentos, mas não me cativou tanto como outros livros da autora. 

Os concertos das Smythe-Smith continuaram cheios de momentos bom humor, mas este livro dá-nos outra perspetiva sobre a sua existência, remetendo para o sentido da família. Aliás, à semelhança dos Bridgertons, também os Smythe-Smith são uma família numerosa e que se adora. De referir também o piscar de olhos aos fãs da série Bridgerton, com algumas cenas que remetem para o quarto livro dessa série, Romancing Mister Bridgerton, que decorre temporalmente pela mesma altura deste livro. No final de contas, uma leitura agradável e que correspondeu ao que procurava.

Classificação: 3/5 – Gostei


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.