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[Opinião] A Estalagem das Duas Bruxas, de Joseph Conrad

A-Estalagem-das-Duas-Bruxas

Autor: Joseph Conrad
Título Original:
The Inn of the Two Witches (1913)
Editora: Europa-América
Páginas: 72
ISBN: 9789721053649
Tradutor: José Marinho
Origem: Comprado

Sinopse: Uma corveta inglesa parte para terras de Espanha. O objectivo, em tempo de guerra peninsular, é concluir uma missão secreta nas Astúrias.
A bordo vai o jovem oficial Edgar Burne que faz amizade com o marinheiro Cuba Tom. Cabe aos dois a missão de penetrar por terras de Espanha, numa região montanhosa, e contactar um líder rebelde local. Mas o acaso separa-os e Burne vai ter a uma estranha estalagem. Lá dentro encontram-se duas velhas de rostos medonhos e uma bela jovem morena. Convidam-no a pernoitar. Mas Burne não consegue pregar olho e, ainda para mais, parece-lhe ouvir a voz de Cuba Tom, além-túmulo, que lhe diz: “Abra bem os olhos!”
  

Opinião: Enquanto prossigo a leitura do enorme A Queda dos Gigantes, decidi ir lendo livros mais curtinhos para não deixar o blogue tão abandonado e, ao mesmo tempo, ir diminuindo a pilha. Este A Estalagem das Duas Bruxas, de Joseph Conrad, saiu numa coleção do DN em 2008 e trata-se de um dos vários contos do escritor polaco (que, no entanto, escrevia em inglês) e que é mais conhecido por livros como Heart of Darkness

O narrador do conto encontra perdido num alfarrabista um relato escrito em 1813 sobre um episódio muito curioso. O relato foi escrito por Edgar Byrne e conta como o seu barco aportou a uma remota localidade espanhola, nas Astúrias, com o objetivo de falar com um tal Gonzalez, um líder local que tem combatido os franceses. O companheiro de Byrne, Tom Curbin, fica encarregue de subir a montanha e encontrar Gonzalez, depois de dois encontrarem personagens muito estranhas na localidade e, quando Byrne regressa ao navio, começa a temer pelo amigo e decide ir atrás dele. A estalagem a que o título se refere é um edifício que se encontra na subida para a montanha, onde vivem duas estranhas velhas, e que acaba por ser central ao desenrolar da narrativa.

Para ser muito sincera, este conto não me aqueceu nem me arrefeceu. O que achei mais bem conseguido foi o ambiente gótico que caracteriza a história, mas a escrita, altamente descritiva e elaborada, acabou por me distrair e me fazer desinteressar do que se passava. Não fiquei muito impressionada com este autor, mas ainda assim fica a vontade de ler mais coisas dele para confirmar (ou não) esta primeira impressão.

Classificação: 2/5 – OK


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.