Home / 4/5 / [Opinião] Naked in Death, de J.D. Robb

[Opinião] Naked in Death, de J.D. Robb

6449656Autor: J.D. Robb
Ano de Publicação: 1995
Série: In Death #1
Páginas: 316

Sinopse: It is the year 2058, and technology now completely rules the world. But New York City Detective Eve Dallas knows that the irresistible impulses of the human heart are still ruled by just one thing-passion. 
When a senator’s daughter is killed, the secret life of prostitution she’d been leading is revealed. The high-profile case takes Lieutenant Eve Dallas into the rarefied circles of Washing-ton politics and society. 
Further complicating matters is Eve’s growing attraction to Roarke, who is one of the wealthiest and most influential men on the planet, devilishly handsome… and the leading suspect in the investigation.

Opinião: Antes de mais, e para quem não sabe, J.D. Robb é um pseudónimo que a escritora Nora Roberts utiliza para a série In Death (em Portugal, série Mortal), de cariz policial. Quando a Nora Roberts começou a ser publicada em Portugal, comprei e li muitos livros dela. Ainda tenho alguns em casa por ler, mas entretanto enjoei e até hoje não tenho grande vontade de voltar aos seus livros. Então, porque é que decidi ler este? Bem, essencialmente porque constava que era bastante diferente dos livros que escreve em nome próprio, para melhor. 

Naked in Death trata-se de um policial que se desenrola num contexto futurista, com uma componente de romance. A protagonista é a tenente Eve Dallas, que no início do livro é destacada para investigar o caso do assassínio violento de uma prostituta, que tudo leva a crer foi a primeira vítima de um assassino em série. As primeiras pistas apontam para o misterioso milionário Roarke, em relação ao qual Eve tem alguma dificuldade em manter-se isenta. O desenrolar do enredo mostra-nos estarmos na presença de um assassino inteligente, meticuloso e perverso, e o envolvimento de Eve neste caso policial começa a ultrapassar as barreiras policiais e a tornar-se uma questão pessoal. 

Achei os detalhes relacionados com o futuro relativamente bem desenvolvidos, apesar de em várias ocasiões me ter esquecido que a história decorria na Nova Iorque de 2058. Não é uma questão que domine a história, mas ocasionalmente, pela referência a gadgets específicos ou a temas sociais, como a legalização da prostituição ou as restrições relativas à posse de armas, o leitor vai-se lembrando que não está perante um policial contemporâneo.

Gostei do desenvolvimento das personagens, em especial de Eve. É uma mulher marcada por um passado do qual não se recorda inteiramente, com medo de se envolver e totalmente dedicada à sua profissão. E foi por a autora investir tanto no facto de esta ser uma personagem fechada que acabei por achar um pouco inconsistente a rapidez com que ela e Roarke se envolvem. Ainda não sei se gosto muito dele; por enquanto, estou expectante quanto à sua história e às suas motivações. De resto, a história acabou por ser bem mais negra do que estava à espera, especialmente por abordar, entre outros temas delicados, na pedofilia.

Não estava à espera de gostar tanto deste livro, por isso acabou por ser uma surpresa. Apesar de algumas falhas, achei-o um livro com personagens interessantes e um enredo policial que cativa. Não sei se algum dia lerei todos os livros com que esta série já conta (vai em 37, segundo o Goodreads), mas irei certamente ler os próximos.

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Sobre Célia

Tenho 36 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.